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na praca dos cavalinhos

Postado por bruna em Jun 30, 2009 em 2009, viagem

Gente, como somos chiqes, estamos agora no aeroporto de Oslo esperando o voo para Budapeste :-).

Oslo eh linda, gostei demais, e soh para terem ideia, foi o lugar que passamos mais calor. A media ficou nos 30 graus, o que nao eh pouco, nem para nos que estamos acostumados com o calor.

Aqui eh uma cidade grande com cara de interior. Sao entre 300 e 500.000 habitantes, entao eh como se fosse uma cidade media de interior para a gente. Aqui tambem foi o lugar mais caro que ja passamos. Regulamos muito o dindin, pois soh para terem ideia, um dia resolvemos ir ao Mc e nos custou o equivalente a 55 reais, o que no Brasil nao sai por mais de 25.

Eh um lugar calmo, limpo e muito bonito, de fato. Fomos ao musical do Mamma Mia, mas nao entendemos ada porque era em noruegues, hehe. Sorte que tinhamos visto o filme antes, entao pudemos entender um pouco.

O Kiko ja tinha vindo aqui ha 10 anos atras, para fazer um curso de estudos da paz em uma universidade, e ele simplesmente eh louco pela cidade. Foi muito gostoso tudo. Tudo funciona bem. Encontramos tambem uma amiga dele desde a epoca que ele veio, e foi bem divertido, apesar dela nao parar de falar, hehe. Ela tem 3 tartaruguinhas marinhas, muito lindas, mas aqui na Noruega eh proibido ter repteis em casa, inclusive as tais, engracado, neh?

Os parques sao lindos, e o que leva o titulo deste post eh porque eu fiz ideia de que era uma big cidade, tipo sumpaulo, soh que organizada, e nao, nao tem nada a ver. Eh ma cidade deveras calma e linda, e ai eu fiquei brincando com o Kiko que o lugar que ele mais gosta daqui, um cais que se chama Aker Brygge, parecia nossa Praca dos Cavalinhos no Rio, que eh perto de onde moramos, na Tijuca :-). Mas eh um pouquinho maior, hahaha…

Como tudo eh muito caro aqui, a partir do segundo dia comecamos a tomar um big cafe da manha no hotel e ainda preparamos uns sandubas que foram nossos almocos, hehe. Eh por incrivel que pareca, a Pringles eh mega barata aqui, tipo 4 reais, entao nossos almocos foram sanduba do hotel + Pringles :-). Deveras gostoso!

Bom, acho que eh isso por agora, pessoas. Vamos embarcar para 2 dias na capital hungara.

Beijos e saudades!

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metro para todo lado

Postado por bruna em Jun 26, 2009 em 2009, viagem

Oi pessoas, faz tempo que nao escrevemos, ne?

Estamos em Londres, e hoje eh nosso ultimo dia aqui =/ Eh uma cidade deveras interessante, muito bonita e cheia de gente!

Ainda na Alemanha, achamos Berlim linda, mas acho que nao moraria la, porque por mais que as guerras ja tenham sido e o muro caido, acho que ainda tem um clima um pouco estranho la, nao sei explicar bem o que eh.

Eh impressionante como a Alemanha eh limpa e organizada. Parece que as coisas de fato funcionam por la. Eu moraria facil em Hamburgo, por exemplo. A Gimba contou que eh a cidade mais verde da Alemanha. Tem uma grande preocupacao com o meio ambiente. Ficamos um domingo em Berlim, e as pessoas mal saem na rua. Eh dia de ficarem em familia, tudo fica fechado.

Londres eh bem ao contrario, um movimento soh, o que eh bem gostoso tambem. Eh uma cidade bem mais poluida, o que se comprova pela mao suja a cada hora. Metro eh transporte obrigatorio, muito bom mesmo. Pra tudo que eh lugar. Aqui tudo eh muito caro (ui), pois nossa moeda vale muito menos e os precos sao equivalentes (uma agua, por exemplo, chega a £1,5, sendo que £1 estamos contando como 4 reais…). Doi no bolso. Fomos a dois musicais (We will rock you - O Kiko falara sobre isso depois, claro e Les Miserables, lindissimos), ao Big Ben, `a troca  da guarda (muito chata) no palacio, na London Eye (giga giga giga), museu de cera (Madame Tussaud), entre outros lugares lindos. `A noite era obrigatorio ou a Leicester Square ou Covent Garden, pontos agitadissimos da cidade, sempre lotados.

Aqui encontramos muitos indianos e  muculmanos, ao contrario do Brasil. Achamos que aqui eh mais diversificado que ai.

Manana estamos indo pra Oslo, paixao do Kiko, e eu tou com uma ideia que eh um lugar quase sem habitantes e cheio de neve, mas ele disse que nao eh bem assim, hehehe… Veremos.

Estamos bem cansados, temos andado bem, mas o esquema do Kiko de ficarmos em um B & B perto de uma estacao de metro foi excelente! O cafe da manha eh otimo e temos acesso a todos os lugares muito facilmente.

Eh isso, pessoas! Estamos aproveitando muito, soh isso que podemos falar ;)

Besos and quesos!

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Em cima do muro

Postado por bruna em Jun 22, 2009 em Uncategorized

Hallo, pessoALL!

Estamos em Berlim desde ontem, e fizemos coisas muito legais! Vou comecar falando do tempo, que apesar de ja ser verao, estamos passando um bom friozinho Europeu, hehe. Ontem fez frio, choveu e tambem derretemos umas horas de calor, hehe..

Comecamos vindo pro Hotel, e como eh bem comum aqui, pegamos um taxi Mercedes… hiper comum por aqui… soh carrao… Ai deixamos as coisas e fomos passear, comecamos indo pro centro, onde ainda tem um pedaco do Muro de Berlim e ao lado tem o portao de Brandenburg, um ponto que era importante para os dois lados de Berlim, onde Hitler desfilava, onde instaurou o 3 Reich, e que acabou ficando dividido pelo muro. Bem triste mesmo…. eh engraacdo ver como eh algo tao recente, mas que eles fazem questao de mostrar, de explicar como foi… e uma coisa muito engracada… por mais que a gente veja coisas do nazismo, tudo explicando, com bastantes fotos da divisao das alemanhas, nao se ouve falar de Hitler. O Kiko tava me explicando que ehproibido reproduzir a fala dele.

bom, parei rapidinho pra escrever… logo mais escrevemos mais. Tschuess!

 
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Na casa da tia

Postado por bruna em Jun 20, 2009 em 2009, viagem

Gente, hoje viemos pras Europa, e de fato, a ficha só caiu quando chegamos a Hamburgo. E mesmo assim, ainda não caiu tanto… Essa semana foi bem agitada, acho que por isso nem tivemos tanto tempo pra curtir a ansiedade…

Anywhise, pegamos o vôo 443 da Air France, um boing 747, e estava lotado, com mais de 400 pessoas a bordo. O vôo foi bem melhor que o do ano passado, que viemos pela Iberia e ficamos muito cansados pelo espaço bem pequeno entre as poltronas. O vôo de agora foi bem estável, a comida estava muito boa e foi tudo direitinho. Chegamos a Paris e encontramos o Torben Grael na fila para o desembarque, muito gente boa, e estava indo para Kiel, um lugar para competir. Muito gente boa mesmo.

Depois passamos pelo controle de imigração, foi super de boa, e depois pegamos o vôo num Foker 100 (uhhh) e também chegamos vivos a Frankfurt. Foi bem turbulentinho o vôo, mas mais por causa da aeronave pequena que fomos. Chegamos e pegamos o trem para Hamburgo. Dormi praticamente no colo do Kiko a viagem toda, estávamos bem cansados. A viagem foi linda (na parte que vi, hehe), é muito diferente, né, gente? Pena que no Brasil não temos trem como transporte principal.

Tia Gina (irmã do Kiko) e o tio Rossi (marido dela) nos pegaram na estação e fomos dar uma voltinha básica na cidade. Ela nos contou que Hamburgo é a cidade mais rica e mais verde da Alemanha. Muito linda mesmo, parece que tudo funciona… Hamburgo é uma cidade-estado (uma das 5 únicas da Alemanha). Fomos passear pelo centro da cidade e passeamos no Rathaus (tipo uma prefeitura), Alster, comemos salsicha de curry com batatas fritas deliciosas com ketchup picante e depois passeamos em um shoppinzinho, onde tomamos um Caramel Machiatto, na Starbucks, hmmm… Depois voltamos pra casa dela e comemos um Raclete (um tipo de fondue mais gostoso =) delicioso com um vinho muito gostoso.

Tivemos um pequeno problema com nossas bagagens, por causa da conexão em Paris. Ficamos meio desesperados, mas eles prometeram entregar ainda hoje aqui em Hamburgo, e cumpriram com a palavra. Muito direitinho… É muito estranho imaginar que no trem as pessoas deixam as coisas nos seus lugares e saem para andar, na boa, sem se preocupar, que as coisas são resolvidas sem maiores problemas…. que você pode confiar nos outros, mesmo sem conhecê-los… ai ai….

Amanhã vamos a Berlim com a Gimba e o Rossão, e ficamos até segunda. Aqui estamos com 5 horas a mais que no Brasil. Acho que é isso. Um super beijo e vamos escrevendo por aqui na medida do possível.

Super beijo!

Bruna e Kiko

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mágoas

Postado por bruna em Jun 17, 2009 em desabafo, pensamentos

E um dia ela resolveu se confessar, a um certo troco de nada, mas que talvez ocupasse sua mente há tempos.

Ela contou que olhando suas fotos da infância não entendia o porquê de sua mãe não lhe cuidar tanto quanto cuidava dela própria. Era uma menina agitada, mas isso não tirava a necessidade de cuidados de uma menina mais tranquila, talvez como a irmã dela. O cabelo por sempre despenteado a machucava. Parece algo tão insignificante para mim, mas a ela dói. E é na alma, perceptível. A mim não resta mais que consolá-la, tentar dizer que talvez tenha sido por a mãe achar melhor que ela fosse do jeito que era.

Ela contou que não entendia porquê não gostava tanto de sua mãe como deveria. Por quê ela não teve tanta atenção? Preocupação não adiantou para ela. Porque a preocupação nada mais é que o medo que está no outro, não em você. Ou seja, é um ato de egoísmo para ela. Ímpar. Ela não entende porque não foi como os amiguinhos.  Ela não consegue ver que na verdade o problema não é com ela.

Não ter crescido com seu pai foi algo que por um tempo a angustiou, outro a revoltou e por ora ela compreende. Ela compreende que nasceu de um caso, mas que isso foi uma bênção, senão não poderia viver tantas coisas. Ela está feliz no momento. Está tranquila com ela mesma. Ela consegue enxergar as coisas por um outro ângulo. Que bom para ela. Por outro lado, o que a incomodava também passa a ser deixado para outro ângulo, que pena para os outros.

Ela me contou que não foi desejada por quase ninguém, além de sua mãe. Mas isso não a machuca. Isso a faz forte, e ela entende também o porque de sua sensibilidade em sua infância. Por mais que ela não soubesse porquê e sua mãe até desejasse que ela tivesse um filho tão chorão quanto ela, ela sabe, mesmo sem ser nenhuma gênia, que isso muito provavelmente foi pelo fato de não ter sido querida. Mas ela tornou-se forte.

Ela aprendeu a gostar dela mesma. Ela não se gostava. Não se achava bonita, apesar de muita gente assim a definir. Ela tem rido mais. Ela tem conhecido mais. Ela tem se permitido mais. E ela começou a descobrir sua verdadeira personalidade, e aquela que lhe foi ensinada, mostrada e provada como sendo muito boa, foi cremada. Por ela mesma.

Que  seja muito feliz, minha melhor amiga.

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Hoje é dia de todo dia

Postado por bruna em Jun 12, 2009 em amor, pensamentos, relacionamentos

Claro, hoje é uma data linda, super propícia aos cartões de crédito, mas mesmo assim um dia deveras bonito.

Caio no clichê de que todo dia é dia dos namorados, e por ser uma relação horizontal, não vertical do tipo mãe/filhos ou pai/filhos, é uma relação que os dois têm que construir, caso queiram, é claro.

Cada dia que passo ao lado do Kiko aprendo e muito. Gostamos de conhecer cada vez mais o outro. Não cansamos um do outro. E talvez isso seja a diferença. A gente não quer sair sozinho pra preservar nossa “particularidade”. Não somos mais particulares a partir do momento que quisemos ficar juntos.

Somos amigos acima de tudo, contamos um com o outro, sem esperar repreensões, e sim compreensão e um colo, como todo mundo espera e deseja.

A gente observa demais tudo, e claro, os outros casais também. Por que parece que estamos há uns 2 meses juntos, sempre? Notamos o quanto é difícil achar um casal em que a mulher seja segura, confie no seu taco, enquanto o homem não queira apenas acrescentar a mulher em sua vida, achando que não tem que mudar nada e a mulher que tem que se adaptar à sua rotina, e se isso não acontecer, “ela não me entende”.

Acho que falta querer, amar. De fato, não perdemos nossa individualidade, nem podemos. Não nascemos grudados, mas os amigos dele, agora são nossos. As músicas que ele gosta e eu não, ao menos ouço, pra conhecê-lo melhor, e não significa que vou me matar pra querer gostar das mesmas coisas. É uma questão de querer conhecê-lo.

Acho que se não é uma entrega dos dois lados, uma entrega com confiança, não há relacionamento que aguente. Desconfiar, não querer estar perto, querer outra pessoa, pois acha que a que está com você não supre o que você quer, repense. No mínimo repense.

Tenho mais amigos que amigas, e sempre que os ouço falar de relacionamento, acabo falando basicamente uma mesma coisa: Converse. A gente, mulher, não morde. Por que tanta resistência? Queremos carinho, colo, se a gente tá implicando demais, desarme. Beije! Duvido que ela/ele resista… É aquela coisa, quando um não quer, dois não brigam. Fato.

Crescemos muito como casal. O Kiko é um homem fantástico, me domou. No melhor dos sentidos (ou não, ham ham…). Me fez parar com crises de ciúmes bobas, me fez enxergar o quanto isso significava minha falta de confiança em mim mesma. Claro, às vezes um ciuminho até faz o outro se sentir um pouquinho, não faz mal, mas bem pouquinho. Por outro lado, desde que ficamos juntos, tenho um desafio bastante grande com ele, que é fazê-lo falar mais. E acho que temos conseguido melhorar. Queremos melhorar.

Enfim, pessoas, espero que estejam curtindo o chameguinho bom, um cobertor de orelhas bem quentinho com esse friozinho. Amem, e se deixem amar!

Lindo, te amo. Obrigada por existir. Você é a construção que faltava no meu tijolinho ;)

P.S.: Agora o Kiko também é participante deste blog, não só nos comentários mais ;) Logo logo ele escreve um post de apresentação, por enquanto, eu mesma escrevi uma pequena bio sobre ele, mas sou altamente suspeita, hohoho.

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Buenos Aires - El retorno

Postado por bruna em Jun 12, 2009 em 2009, viagem

Bueno, está foi a segunda vez que Kiko y yo fomos à cidade porteña juntos. Foi muito, mas muito bom =) Além do fato de nós dois estarmos lotados de coisas pra fazer ultimamente e ter sido uma ótima “mini-férias”, foi excelente porque não nos preocupamos com os pontos turísticos já conhecidos na primeira vez, em 2007.

Para começar, decidimos ir porque a Gol lançou uma promoção há um mês mais ou menos, onde a viagem para lá estava mais barata que uma ponte aérea. Aí fomos procurar hospedagem, e ficamos um pouco preocupados, porque a diária do hotel que nós ficamos da primeira vez estava em US$80,00, e ia ferrar o esquema de ir com um baixo custo pra lá. Acabei comentando com alguns amigos sobre isso, e o Léo Caldi deu uma ótima dica, que é a ByT Argentina, que é um portal para aluguel de apartamentos, e você escolhe onde quer ficar, e é ótemo para todos os bolsos e famílias ;) Escolhemos este daqui, pela localização, que é ótima, mas o apartamento ficava na frente do elevador (que tinha aquelas portas que você tem que correr duas portas para abrir, ou seja, barulhentas) e tínhamos uma vizinha que não sabia controlar os filhos pequenos, que choravam o tempo inteiro, então este foi o único porém.

O clima estava ótimo, tempo bom para andar e comer bastante, hohoho. Mas me lembrou muito São Paulo no inverno. O ar estava muito seco, nossos narizes sangraram um pouquinho e incomodou um pouco a vista, mas céu azul full time e uma temperatura em média de 16 graus, mucho bom!

Mas o que foi legal mesmo é que pegamos várias dicas de onde comer bem, e não onde comer bem para turistas, mas para os locais, o que foi ótimo, porque nos garantiu um ótimo custo/benefício. Peguei em alguns blogs (blog da Lalai, dicas do Marcelo Barbão, dicas da Rachel Verano, blog da Turista Acidental e dicas excelentes do Fabiano Goldoni - vai lá no dia 11/12/2008) várias referências, então se algo coincidir aqui, não é mera coincidência ;)

Algumas dicas de sobrevivência: NUNCA troque seu dinheirinho logo que chegar em Bs. As. Você vai achar que o único lugar aberto é antes de sair daquela salinha das malas, mas há vida depois de lá. E o melhor, há o Banco de la Nación, aberto 7 dias por semana, 24h por dia, e com a taxa mais justa, é fato. Vale a pena esperar um pouquinho na fila, quando fomos, R$1,00 estava valendo $1,57. Li bastantes coisas falando de trocar pouco dinheiro, só para pegar o taxi até o hotel e alimentação e usar o cartão de crédito. Preferimos trocar uma quantidade que mais ou menos estipulamos para nossa viagem e boa. No finzinho ainda faltou um pouco, mas aí seguimos a sugestão do site do governo portenho, que vale super a pena baixar o guia básico em português. Super útil, ainda mais para quem vai pela primeira vez. Anotem o endereço e telefone da delegacia de turista e do SAME, serviço de saúde de lá.

Outra dica: Soubemos que a cidade está mais violenta, por causa da crise, e até já soubemos de uma morte de um brasileiro por assalto. Então fomos bem mais cautelosos dessa vez, daquelas dicas de andar com dinheiro espalhado pelo corpo, documentos escondidos naquelas pochetes internas, que ficam ou na cintura por baixo da camiseta. Além claro de olho aberto em todos os lugares.

Uma das dicas mais importantes: NUNCA peguem taxi sem ter o nome do Radio Taxi no carro. Primeiro, todos percebem que não somos de lá, por mais que usemos nosso melhor espanhol, acho que é a cara, só pode. Desde que estávamos pesquisando de ir pra lá lemos várias vezes que estavam passando muitas notas falsas, para ficar de olho, aquelas coisas. Assim que chegamos no Banco de la Nación, perguntamos para o atendente sobre isso, e eles têm até um folheto explicativo, mostrando uma dica para reconhecer uma nota falsa. Explico: Eles falam para prestar atenção na numeração da nota que você entregou. Aqueles numerinhos, que você nunca olha, sabe? Pois é, assim como você, a gente não entendeu o porquê daquilo, afinal, se estamos entregando uma nota, é para devolverem algum troco, se for o caso, né? Então, um dia, quase 2h da manhã, saindo de um restaurante de Puerto Madero, pegamos um taxi que estava parado em frente, um carro capengão (comum por lá), mas boa. E o taxista super falante, falando que já esteve no Brasil, se apaixonou por uma mulher na Bahia, e coisa e tal, super simpático mesmo. Aí chegamos e deu por volta de $12. O Kiko deu uma nota de $50 e ele segurou ela e perguntou se não tínhamos menor. Ficamos procurando, e tínhamos um pouco menos que $12, mas ele aceitou de boa e devolveu a nota de $50. Já viram o fim da história? No dia seguinte, quando fomos comprar alguma coisa, o Kiko deu a nota e era grosseiramente falsa. Mas muito, muito tosca. Impressa provavelmente em casa. Ficamos com muita raiva, e a dica que damos é: Sempre peguem Radio Taxi (passa toda hora, em qualquer lugar), tentem conversar com o taxista, para saber o nome dele (usei a técnica de que íamos precisar de taxi pra voltar pro aeroporto, aí eles passam tudo quanto é informação) OU se passarem uma nota alta, não ceda ao capricho de diminuir o valor, ele vai te enganar nesse segundo, pode ter certeza.

Bom, outra coisa legal de lá é que é tudo plano, então não cansamos como aqui, que temos bastantes ladeiras, sobe e desce direto. Mal tem curvas por lá. As quadras são divididas de 100 em 100, não como aqui em que uma rua é de 30 a 40 e a outra de 41 a 120, por exemplo. Então se você está no número 100 de alguma avenida e precisa chegar ao 900, é certo que vá andar 8 quadras.

Bom, agora vamos aos passeios e comilanças de fato. Como falamos no começo, não nos preocupamos tanto com pontos turísticos. Fomos numa de viagem gastronômica, e foram ótimas as dicas encontradas. Vou falando por ordem de data, para facilitar:

Domingo, primeiro dia: Como da primeira vez fomos embora num domingo de manhã, não tínhamos curtido a feirinha de antiguidade de San Telmo, então nosso ponto de partida foi lá. A feirinha é muito legal, nos impressionamos com a quantidade de talheres de prata à venda. Numa pracinha em frente ficamos com a impressão que as pessoas se reunem para dançar um tango, casualmente. Mas não é só na feirinha que tem antiguidades, toda San Telmo é lotada de lojinhas do gênero. Quando fui ao TMDG ano passado comprei uns bloquinhos ótimos de anotação, então uma das coisas que queria comprar eram os tais bloquinhos, e no mesmo bairro tinha uma papelaria que vendia, a Tienda Palácio (Defensa, 926), que apesar de carinha, é linda e tem vááárias coisas que você quer levar pra casa. Uma tentação.

Fomos também a uma padaria indicada, na rua Peru, entre a r. Humberto e r. Carlos Calvo. Muito gostosinha, e apesar de terem falado das empanadas, não gostamos tanto assim, porque era requentada, e a massa acaba ficando meio murcha. Mas os alfajores foram uma ótima dica, é caseiro, e a massa super suave, um ótimo achado.

Ficamos ainda andando pelo bairro, fomos à Cualquier Verdura, uma casa vintage onde tudo está à venda, muito fofa. Fiquei apaixonada pela cozinha! Também fomos à Galeria Mercado de San Telmo (Defensa, 961), com várias coisas antigas. Também tinha uma igrejinha super bonitinha por lá, e ficamos assistindo um pouco da missa em espanhol. Tudo isso para fazer um pouco de hora e ir ao restaurante Brasserie Petanque, super lindo, e bem gostoso. Eu pedi sorrentinos e o Kiko pediu lomo com batatas, e estava tudo muito bom. O atendimento é ótimo, o ambiente é uma delícia. Nossa nota: 9,5 (tanto para comida como custo/benefício).

Segunda-feira: Acordamos com as pessoas pegando o elevador para irem trabalhar e aproveitamos para sair junto. Claro, tínhamos que ir ao Tortoni, uma paixão turística, deliciosa e tudo de bom. Sempre demos sorte, mas em algum dos blogs lemos que o ideal é ir lá depois das 9:30h, porque antes disso é capaz de se pegar fila, pois o pessoal local também vai lá. Depois que conhecemos os tradicionais espanhóis churros com chocolate, ficamos apaixonados. E quando fomos a primeira vez a BsAs, não conhecíamos tal delícia. E agora que voltamos, vimos que na Argentina também é tradição, e lá no Tortoni é divino, fica a dica. Logo depois fomos pra Palermo, em uma livraria indicada maravilhosa, a “Boutique del Libro” (r. Thames, 1762), em que não dá a menor vontade de sair de lá. Boa para tomar um café vendo bastantes livros. Pena que são tão caros :( Depois ficamos andando pelas ruas de Palermo, lindas, e achamos uma lojinha de cd’s que tinha um de “Tango & Beatles”, fácil de deduzir, né? Aí segui a dica do Cláudio Gil de ir à Papelera Palermo. Quase não fomos, achei que era uma papelaria normal….ah como ia me arrepender se não fosse…. é divina, tudo lindo, bem feito, cada papel, cada detalhe… comprei um caderno de papel feito a mão, vários papéis e uma pena metálica, que ainda não testei. Depois andamos mais um pouco e fomos a outra recomendação, o restaurante “El Preferido de Palermo”, onde o escritor Jorge Luis Borges almoçava. Muito aconchegante, é um bar com cara de bar, mas com um charme a mais. Muito barato, pensamos que os pratos fossem pequenos pelo preço. Só engano. Cada um pediu um prato e sobrou um monte. Eu pedi um bife à milanesa e o Kiko pediu uma vacío (fraldinha), e estavam muito bons. Nossas notas: 8 para a comida e 9,0 pelo c/b.

Depois do almoço fomos ao MALBA (Museu de arte latinoamericana de BsAs), muito bom, onde vimos o original do Abaporu (Tarsila do Amaral), Fridah Kahlo, Botero e outros. Não é um museu grande, vale super a pena e não é cansativo. Às terças é fechado. Tomamos um café e fomos para o apartamento, estávamos cansados. À noite acabamos indo à Galeria Pacífico, comemos no Burguer King e tomamos um sorvete de frutas no Freddo.

Terça-feira: Acordamos e seguimos outra dica, a de tomar café no “Café de La Rambla” (Posadas con Ayacucho - Recoleta), um clima super gostoso e sem ser turístico. Nossa pedida foi a dica do chocolate caliente com medialunas. Ótimo pra começar o dia =) E o lugar é lindinho, vale super! Depois fomos ao “El Ateneo”, que é outro da série turística e que toda vez que formos iremos lá. Mas tem que ser o da Av. Santa Fé, que é onde era o teatro, lindíssimo. Vale o cafezinho caritcho com livros para saborear ;)

Andamos mais um pouco e já era hora do almoço. Fomos ao “El Cuartito” (Talcahuano, 937), um lugar super agradável também, onde a recomendação foram as empanadas. Que estavam de fato muito gostosas. Mas aí resolvemos pedir uma pizza, já que vimos que todos estavam pedindo, mas não foi uma boa ideia, não recomendamos. A pizza é razoável, mas certamente se acham melhores, como falaremos mais adiante. Mas o lugar é legal e tem fotos de vários times de futebol e de outros esportes também, com direito a camisa autografada do Maradona e foto do Senna.

Depois fomos à Plaza San Martín, tiramos algumas fotos e voltamos pro apartamento para dormirmos um pouco e ir ao Tortoni à noite para ver tango.

O Tango do Tortoni foi indicado em vários blogs como imperdível, mas honestamente não gostamos muito. É muito teatral, com pouca dança. Falamos isso em comparação com nossa primeira vez, em que fomos à Esquina Carlos Gardel ($245), que se não nos enganamos é um pouco mais caro que o Tortoni ($70) e dá de mil, além de eles terem nos pegado no hotel e ter o jantar incluído. Também teve outra coisa que me irritou, que foi uma apresentação de uma dupla de música folclórica argentina que tocou malambo, e eu tenho um problema sério com barulhos muito altos, me deu vontade de sair correndo dali. Nada contra danças folclóricas, é super legal, mas estávamos ali para ver tango.

Como tínhamos lido que a comida de lá não era muito recomendada, resolvemos ir a Puerto Madero para o jantar, e onde depois levamos o golpe da nota falsa, como falamos no começo. Decidimos jantar no “La Caballeriza” (Alicia Moreau de Justo, 580), que acabou sendo nossa refeição mais cara, apesar de termos dividido um prato. Pedimos uma empanada de carne cada, que foi eleita a melhor empanada de BsAs, onde podemos dizer que é boa, mas não a melhor. Ela é frita, mas o recheioé ótimo, mas mais pareceu um pastel bem recheado que empanada. Dividimos um bife com batatas fritas (pode estar parecendo repetitivo, mas é que a carne deles é sensacional. Se você pede bem passada, não é como aqui que vem quase queimada, simplesmente não vem vermelhona, vem super suculenta e saborosa). Deu super de boa para nós dois. O atendimento foi um pouco lento, apesar de estar bem vazio pela hora (era quase 1h). Bem para turista, mas bem gostoso. Nossa nota foi 9 para comida e c/b 8.

Quarta-feira: Tomamos café no Tortoni e decidimos ir para Belgrano, bairro que mal consta nos mapas turísticos, mas que é a continuação de Palermo e com metrô super acessível. Gostamos de lá, andamos a avenida principal (Av. Cabildo), mas acho que por não conhecermos acabamos nem entrando em loja alguma. Mas lemos que lá é mais barato que comprar na Florida. Fomos mesmo pra lá porque em um dos blogs havia indicação de dois lugares para comer empanadas, e que foram nosso almoço. A primeira foi a “Plaza del Carmen” (Av. Cabildo, 2500), onde foi indicada a empanada caprese. De fato, deliciosa, e o lugar super gostosinho também, mas é mais um grande restaurante que aconchegante. Eu (Bruna) acabo gostanto mais das empanadas de carne, porque as de outros sabores, principalmente com queijo, acabam me parecendo mais uma pizza fechada que empanada. Mas é super gostosa, recomendadíssimo. Acabamos comendo só isso lá porque tinha outro lugar pra ir. E lá fomos nós para o “La Paceña” (Echeverría, 2570), que foi eleita por nós a segunda melhor empanada ever. Como quem nos indicou falou, a massa é imperdível, absolutamente gostosa, acho que eles misturam farinha de milho, fica super crocante e deliciosa. E são feitas na hora. Caímos no erro de pedir uma e depois outra, e o atendende não gostou muito, disse que tínhamos que pedir tudo de uma vez, mas demorou um pouquinho e ficou tudo bem =). Adoramos. O Kiko pediu uma de carne suave e outra de presunto e queijo roquefort, que ele adorou. Eu pedi a de carne suave e depois a de carne picante. Recomendada para quem realmente gosta de coisas picantes, porque nem aguentei terminá-la, hehehe. Nunca tomei tanta coca-cola na minha vida, foi quase 1l para acalmar a língua, hehe. Mas muito boa também, até onde aguentei não me arrependi ;) Nota 10!

Depois fomos de metrô até Palermo e tentamos ir ao Museu Nacional de Belas Artes (Rodin, Monet, Renoir, El Greco, Goya…), mas estava fechado por causa de uma paralisação dos funcionários (manifestações são super comuns por lá. Povo mais politizado.), então voltamos pro apartamento, descansamos um pouco e fomos jantar. Que jantar. O melhor jantar ever. Fomos também por uma indicação no “Soberbo 22″ (Fitz Roy, 4691), em Palermo. Pedimos uma salada de rúcula com tomate cereja, tomate seco, queijo parmesão, palmito e cogumelos (super bem servida, dividimos tudo), pedimos uma carne e uma batata com cebola (tem um nome, esqueci qual…), além da entradinha cortesia de duas empanadinhas de carne e pães com um molhinho delicioso. Perfeito! Nota 10!

Depois fomos ao “The Cavern Club”, onde só tocam bandas covers dos Beatles (dã) e que tínhamos ficado na vontade na primeira vez que fomos. Foi a banda Rolldies que tocou, e basicamente o lado C dos Beatles, hehe. Gostamos, mas o baterista, segundo o Kiko, era muito fraco e não merecia os pratos Zildjian que eram tocados, hehehe.

Quinta-feira: Resolvemos arriscar e seguir uma sugestão de ir pra Recoleta e escolher um café aleatório para tomar el desayuno. Nos agradou o Café Victoria, com o patiozinho lindo e cheio de árvores perto, é em frente à pracinha do cemitério. Como era nosso último dia, caprichamos, pedimos um super café, e estava delicioso. Tenho um sério problemas com pombos. Nunca gostei deles, e a definição mais exata que já ouvi foi a do meu professor de Biologia do colégio, que era que “pombos são ratos com asas”. E como era aberto e com comida, o que tinha bastante eram pombos gordos e querendo nossa comida. E como tem em qualquer lugar, tem uns espertões sempre dando comida para eles. Mas, resumindo, tem bastantes pombos. E por favor, não dêem comidas aos pombos.

Depois fomos ao Museu de Belas Artes, e estava aberto =) Curtimos muito, super vale a visita. O segundo andar foi um pouco dispensável para nós, mas para quem gosta de cultura local, é deveras interessante!

Depois ficamos andando pela Recoleta, que é lindíssima, e fomos a uma última sugestão de empanadas. O “La Cholita” (Rodriguez Peña, 1165), onde a sugestão era carne picante. O lugar é lindo, mas quando fui pedir a empanada, ele disse que era ao lado, que era do mesmo dono, mas que a especialidade era massas. Meo Deos. De novo. Meo Deos. Massas para nenhum, nenhum paulistano pôr defeito. DI-VI-NO. Chama-se “Cumaná”.  O clima é delicioso, as empanadas divinas. Íamos ficar só nas empanadas assadas em forno a lenha (pedimos de carne e carne picante, que era picante mas suportável), mas não resistimos, vimos alguns pratos serem servidos e ficamos com água na boca. Pedimos um calzoni GRANDE (não sabíamos que era tão grande, dá perfeitamente para 4 pessoas com muita fome) de presunto, queijo e champignon. E além de ser assado em forno a lenha, vem com muita cebola com orégano em cima. Muito, má muito gostoso. Pedimos 3 cocas-colas também e sabem por quanto saiu tudo isso? $50 já com gorjeta. Pena que foi o último que fomos, mas foi perfeito.

Depois fomos andando bastante (para diminuir a culpa na consciência de ter comido tanto) e chegamos no apê. Fomos ao Tortoni pela última vez para comprar 2 canecas e tomar um cafezinho con crema, perfeito claro.

E por último, voltamos pro apê, tentamos dormir um pouco e fomos embora… A viagem foi ótima, valeu super a pena, é uma cidade encantadora.

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