Postado por bruna em Dec 8, 2009 em
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Apesar de ter muito orgulho em ouvir o hino nacional, me arrepiar e ficar feliz em ser brasileira, isso não tira nem um pouco a raiva que sinto por sê-la também.
Começa com as coisas mínimas, como estar grávida e muitas vezes cansada por causa de tantas mudanças no corpo e ter gente sentada nos assentos preferenciais do metrô e ninguém te dar o lugar. E não são idosos que sentam por lá geralmente. É gente nova, que te olha, finge que não percebe e vira para outro lado. A partir de hoje terei papel de educar as pessoas. Vou pedir com a máxima calma para poder sentar. Até porque quando não estou cansada, não me importo, vou numa boa em pé, mas depois de um dia cheio, muitas vezes o cansaço é muito mesmo, sem frescura.
Gostei de quando fui a São Paulo da campanha que estão fazendo por lá. Simplesmente não sente nos assentos preferenciais. Simples assim. E muita gente respeita. Peguei na hora do rush, na Liberdade (do lado da Sé, principal estação de SP) e olha que delícia, o lugar preferencial estava livre. Achei lindo. Acho que isso de poder sentar quando não tem ninguém não é uma boa. Ontem mesmo peguei um onde não tinha idoso, aí uma mulher “normal” sentou e na outra estação um idoso entrou. Ela perguntou naquelas se ele queria sentar, e ele sem graça disse que não precisava. Claro que precisava, ele queria sim. E a mulher continuou lá.
A falta de respeito que o metrô do Rio também tem tratado seus passageiros tem sido absurda. Ontem o metrô lotado por volta de 08:30h e o ar condicionado na ventilação. De passar mal mesmo. Todo mundo suando, e eu estando grávida e com pressão baixa normalmente senti perfeitamente o efeito: sonolência, falta de ânimo, sede e sensação de que poderia cair. Uma beleza. E isso tem sido muito, mas muito comum mesmo. Não é um dia ou outro.
Indo pro Brasil, é tão triste saber que nossa fronteira é tão grande e não tem gente suficiente para protegê-la, onde sabemos que as drogas e armamento entra facilmente por quase qualquer ponto, ou se não é por qualquer ponto, por algum bem fácil de se encontrar. Não tem tanta gente desempregada? Por que não treinam essas pessoas pra trabalhar? Dizer que não tem como é mentira. Nossos impostos estão aí sempre muito bem pagos e em dia.
Lá fora paga-se muito de impostos. Mas ninguém tem que pagar escola particular, plano de saúde particular, e outras coisas. Pagamos tudo em dobro por aqui, quem tem condições, é claro.
Nossa política é risível. Há pouco passou uma matéria no Bom dia Brasil falando sobre a corrupção nos EUA, e falando justamente que tem muita corrupção por lá também. A diferença? Lá eles são punidos, como gente normal. Não tem direito a nada especial, são cidadãos e são julgados pela mesma justiça que qualquer pessoa. E ficam presos e não podem mais voltar ao poder público. Tão simples, tão lógico, não? Por que aqui se defende tanto esses fdp’s? Não tão ali pela gente? Não tão ali para trabalhar para a gente? Por que têm direitos especiais?
Outra coisa que tenho comentado. Somos muito patetas, né? Ainda mais agora com Copenhagem, pensem bem. Redução de 36 a 39% da emissão dos poluentes e nunca se viu uma venda tão grande de carros com descontos, incentivos e tudo o mais… vai entender…
Bom, deixa eu ir ali cuidar da minha vida e fazer o melhor possível, para deixar um mundo melhor para Lorena.
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Postado por bruna em Sep 20, 2009 em
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Aquele colega que parecia ser tão importante com o tempo tenho mais pena.
Seus olhos apesar de fingirem ser felizes e de bem com a vida não enganam a frustração que provavelmente ele tem consigo mesmo. Frustração de ter casado talvez sem muita vontade, por achar na época que era o certo a fazer.
Começa errada a relação assim. E tudo me parece que foi meio truncado, a não finalização da faculdade, a malandragem para tudo e em tudo que faz, a maneira de conseguir as coisas só no gogó. Agora na faculdade que ele vai terminar, os trabalhos ruins são sempre justificados, os que não sabe fazer são feitos por outros, e assim vai.
É uma ótima pessoa, tem um coração bom, no fundo, sei disso. Mas parece que não quer assumir o controle da sua vida, apesar de muito parecer que sim. Ao invés de suas putas, deveria procurar sua real felicidade. Ao invés de fingir ser feliz, deveria fazer por onde. E ao invés de fingir que não vê, enxergar.
Que ele seja feliz! *brinde*
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Postado por bruna em Jul 16, 2009 em
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Uma vez um dos cunhados, o Nando, que morou alguns bons anos na Alemanha conseguiu dizer um pouco porquê os europeus “evoluíram” e porquê nós, tupiniquins, continuamos sempre sendo o país do futuro. Uma explicação deveras simples, podem apostar. Lá no velho continente, as pessoas respeitam o próximo. Explico.
Enquanto aqui, se varremos o quintal de nossa casa e jogamos o lixo no vizinho, afinal somos malandrões, lá os caras não fazem isso, porque pensam alguns palmos a nossa frente, e sabem que se fizer isso vão prejudicar alguém que não tem nada a ver com sua sujeirinha.
Isso é um caso micro. Vamos aumentando e vendo no que dá. Dá no que nosso super presidente do PAC que há 20 anos atrás era de oposição e não podia nem ver a cara do Collor e Sarney que tinha chilique, e agora é amiguinho mór dos dois. O Sarney sair do Senado? Nem ferrando. Esperem sentados. O Senado mais parece o Egito, cheio de múmias, do que uma casa de respeito onde as coisas deveriam funcionar para o povo, e não em interesse próprio.
Cada dia que passa nosso nariz de palhaço vai ficando cada vez mais vermelho e maior. E ao invés de a gente fazer por onde, nas pequenas coisas do dia-a-dia, de ajudar quem se pode ajudar, sem fazer alarde (é fácil ajudar quando há uma grande mobilização e seu nomezinho vai aparecer de alguma maneira. Quero ver ajudar sem esperar absolutamente nada em troca.), ou simplesmente nos esforçarmos para sermos melhores, o que vemos é um bando de gente que não quer nada da vida, acha que o que basta é comparecer com sua magnífica presença aos lugares e fica por isso mesmo.
E o pior, mesmo quando não temos culpa das coisas andamos com medo. Aqui no Rio desisti de confiar em polícia. Cada noticiário, um novo caso de nolícia corrupta. Se passamos à noite por policiais, temos realmente medo, mesmo sabendo que está tudo certo.
Há pouco tempo o Kiko recebeu uma multa totalmente descabida por ter dirigido e o acompanhante estar sem cinto de segurança. A acompanhante no caso, só poderia ser eu. Eu não ando sem cinto de segurança, nem no banco de trás atualmente. Conversando entre a gente em uma fila de restaurante, uma mulher na nossa frente disse que passou pela mesma situação, de uma maneira pior. Ela foi vender o carro e descobriu que tinha 14 multas (!!!!), onde ela não tinha recebido UMA notificação, com o mesmo motivo: Falta do uso de cinto de segurança. É uma palhaçada do tamanho da gente mesmo, né? Ah, e detalhe, no caso do Kiko, era um sábado de F1. Não sei se sabem, mas o Kiko ama F1 e vemos tanto aos treinos quanto à corrida. O que acontece? A multa foi dada justamente num sábado, às 9:00h, onde passava treino da F1. Ou seja, eles acharam um número de placa que convinha, e aplicaram uma multa num lugar que não andamos de carro, sobre algo que não fazemos e ainda num dia que nem saímos de casa. Não é uma beleza?
A tal da mulher da fila do restaurante nos disse que os tais dos guardinhas municipais tem uma meta de multas a cumprir. Óh. Nada faz mais sentido que isso.
Mas é isso, pessoas. Vamos continuando em nosso mundinho lindo, onde só as belezas naturais dessa cidade largada às traças já bastam. Praia, Cristo, Pão de Açúcar, ah Rio de Janeiro… adoro conversar com cariocas que sempre acabam no “O Rio tem praia!”, como se bastasse. Foda-se que tem praia, não vou à praia por medo de ser morta, e isso é lindo? Orgulho de ser carioca? Parabéns. Eu morro de orgulho de ser paulistana, de ter a Paulista e ser o coração do Brasil, que faz esse paisinho ir pra frente.
Lembram do Pan, no Maraca, que o Lula foi o único presidente que passou pelo contrangimento de ser vaiado em uma abertura dos jogos? Pois é, uma vaia bem grande pra ele, e pro Galvão, um “Ei, Galvão, vai tomar no c*” bem grande.
Ai ai… 5 kg mais leve.
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Como sou uma menina e pega mal ficar falando palavrões, vou mandar tudo ao santo lugar do f***-** e mandar todos aqueles que se ‘importam’ com minha digníssima presença à m****.
Grupo? Somos um grupo? Odeio grupos.
Vamos fazer tudo para ser melhores, para termos mais voz? Não, aulas de reposição aos sábados não dá, impossível.
Vamos fazer algo de alto nível? Não, tá muito complicado.
Cansei. Vão tudo catar coquinho na ladeira, vão.
Bando de falsos que não sabem o que querem da vida. A frase do professor é master. Quer moleza? Senta no pudim.
Claro, para tudo existe exceção, que bom.
E digo mais, não me venham com mimimi, pelamor.
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Postado por bruna em Sep 19, 2008 em
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Pois é, pessoas, finalmente consegui mudar de host e transferir direitinho o bd dele pro novo [/orgulhosa off]
Então agora posso escrever com segurança que não vou perder nada.
Esses dias têm sido corridos, mas agora, tudo tranqüilinho e é só curtir!
Não sei bem sobre o que escrever, mas como meu mundinho atual tem girado mais em torno da facult, é sobre ela que vou escrever.
You know, babe, eu estudo no “Infnet, modéstia à parte”. Faço parte da Primeira Turma de Design Gráfico, ó que chique, benhê. Não tão chique quanto possa parecer. Quando cheguei ao Rio fui trabalhar numa empresa onde todos gostavam do Instituto e eu tinha boas referências de lá. Nunca tinha me tocado que eram pessoas que tinham feito coisas relacionadas a TI, que realmente, me parece ser bem superior lá.
Well, vou falar das coisas positivas: Se você tá a fim de certificação, legal, lá é seu lugar. Mas saiba que mesmo eles focando em certificações, você vai ter que estudar, e muito, por conta própria. A infra-estrutura é show, pelo menos para as aulas das graduações: telas de LCD, acho que 17 polegadas, tem tablet (apesar de em mais de ano termos usado 3 vezes, no máximo), e uma máquina bem boa de capuccino, com o café moído na hora. Bem, o que me chamou a atenção para querer fazer lá minha graduação, além de ser em 3 anos, é o curriculum (clica aqui pra ver). Show de bola né? Foi o que pensei! E quando passei no vestiba, lembro como se fosse hoje da felicidade que senti! Muito bom, nossa, vou ser A profissional, isso e aquilo…
Mãããs, não é bem assim, né, people… Tem muita, mas muita coisa que penamos até hoje porque somos a tal Primeira Turma, então acabamos bem ou mal sendo um teste pra eles. Ok, não tou dizendo que somos cobaias, não com uma intenção real deles, manja? Mas acabamos sendo, de alguma forma. E digo o porquê. Quando fizemos o vestibular, foi nos avisado que caso não passássemos na prova de Inglês, seria feito um nivelamento por um semestre, gratuitamente, para os alunos. Nossa, isso aumentou ainda mais minha expectativa. E claro, não passei no Inglês (podem rir, sou mó mané mesmo =D). Fiz o nivelamento, na época com meu querido professor CAT (queridíssimo mesmo), e gostei muito. Com o tempo, fui percebendo que o que minha turma precisava mesmo, não era de um nivelamento de inglês, e sim de ferramentas, como DreamWeaver, Photoshop, e coisas do gênero, coisas que fazem muita diferença para uma turma seguir bem ou não. E nossa turma não seguiu bem. Segue, até hoje, de maneira irregular, com uns muito fortes, uns muito fracos, e uns muito medianos. Ou seja, pra quê mesmo o nivelamento de inglês? Lembram de uma palavrinha mágina que começa com Market e termina com seu gerúndio? Hmmm….
Bem, e no primeiro trimestre, WebDesign! U-hu! Paixãozitcha da que vos fala. Esta matéria seguiu por 3 trimestres. E aprendemos, aprendemos…. aprendemos um monte de DreamWeaver. Certificação, galera, é isso que você tem que saber. Macetes, isso e aquilo. Vai ali na empresa e diz que manja de DW, vai. Boa sorte! Teoria da Cor… Que massa! Matéria mega importante pra nossa profissão, nops? Pois é. A primeira aula foi uma maravilha, lindos slides e uma mega expectativa. Até a segunda, terceira aula. Tchau, descartada mais uma. Até o terceiro tri chegar e a melhor professora ever entrar. Bianca Martins. Esta sim fez toda a diferença. Encho a bola mesmo. Apaixonada pelo que faz, ensinou muito. Enfim, fizemos que fizemos e conseguimos ter 1 ano de aula com ela direto. Uma fofa. E hoje, infelizmente, foi o último dia de aula que ela nos deu. Well, em paralelo à Bianca, temos duas matérias que nos acompanham quase até o fim do curso. Parágrafos novos.
Gestão de Projetos. Cool. Certificação PMI. Tenho amigos que entraram lá por causa desta matéria, e um deles até gosta da matéria. Enfim, sei que neste trimestre, 70% tá reprovada. Eles têm a chance de uma prova final, e é bem provável que passem, nunca vi reprovação por lá, seja por falta, seja por conhecimento. Mas enfim, o que tenho a dizer é que praticamente 90% da nota é por duas provas objetivas, onde é cheia de pegadinhas e segue o perfil da certificação do PMI. Legal, né? E 10% da nota é por um trabalho, onde você realmente aplica o que você aprendeu durante 3 meses. Pensei que eu ia sair de lá sabendo o que é gerir um projeto, e não tendo uma certificação de decoreba, por mais que isso faça a diferença no mercado. Somos cabeças pensantes, e se isso não é incentivado, que ânimo pode me dar?
Ingrês. Tanto, tanto e tanto por nada. Nivelamento de inglês? Legal, metade das pessoas que realmente precisavam saiu na metade ou nem começou. Adiantou? Nada. A turma é mega desnivelada ainda e as aulas seguem num ritmo descompassado com a necessidade que realmente temos no nosso dia-a-dia de saber a língua dos yankees.
E é isso, garela (como diz uma sobrinha fofíssima). O que eu posso perceber, e pelo que ouço, é que nossa turma apanha mesmo, e que as outras seguintes já têm belas melhorias, mas é nessa que estou, e é dessa que falo. Se você pensa em fazer Design lá, de boa, não recomendo. Mas procure outras opiniões de outras turmas. Espero estar enganada.
O que eu consigo perceber é que realmente temos a maioria dos professores muito bons, mas que sei lá porque desanimam logo, e acabam dando uma aula muito “má o meno”. E temos outros que não são mesmo. Parei de reclamar por lá. Somos conhecidos por “reclamões”, e sei que faço parte destes, então, o que me resta é esperar o diploma.
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Postado por bruna em Aug 17, 2008 em
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Sou adepta do respeito. Quando ficamos mais velhos, claro que algumas limitações aparecem, e cabe respeitarmos os que passam por isto agora para mais tarde sermos respeitados. Ok, todos sabemos disto, afinal, aprendemos desde pequenos a respeitar os mais velhos.
Tem gente que não respeita. Motorista de ônibus que não pára quando é velhinho pedinho pra subir, ou quando eles sobem o motorista dá uma daquelas arrancadas incríveis, quase matando os pobres senhores.
Agora, temos que ver os dois lados. A outra parte é que os idosos também têm que respeitar os outros, e muitos velhinhos parecem que esqueceram algumas palavrinhas básicas, como “obrigada” e “por favor”. Isso realmente me irrita. Sempre dou meu lugar quando vejo um idoso, ou tento ajudar dando passagem, coisas básicas que todos devemos fazer. Mas às vezes é demais, parece que para furar uma fila é um minuto e atropelar pessoas são dois. Sem pedir desculpas.
Tenho muito medo de ficar velha. É fato. Não tenho medo de morrer, eu acho, mas de ficar velha tenho horror. Tenho medo de ficar grossa, estúpida, achando que todos me devem favores. Tirando o fato de ter medo de não tomar banho todos os dias, e ficar com aquele cheirinho característico. Sei que o corpo não é o mesmo, mas quero tapetinhos, banquinhos e todos os inhos para tomar banho TODOS os dias. Isso é um acordo meu e do maridão da que vos fala.
Fala sério, passar a vida toda batalhando, fazendo o melhor, pra chegar no fim carrancudo? Ah não! Quero ser daquelas velhinhas fofas que fazem natação e beijam na rua, ^^.
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Postado por bruna em Jun 10, 2008 em
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Sempre tive admiração especial por meus professores. Acho uma profissão ingrata no Brasil, e ao mesmo tempo extremamente importante. As palavras de um, sejam boas ou não, sempre deixam marcas. É o exemplo, afinal.
Não sei se sou chata ou o quê, mas não costumo aceitar tudo muito quieta, e hoje, na faculdade, fiquei chocada com certas palavras da professora de Produção Gráfica. Lá o sistema é um pouco diferente, pois não é semestral, e sim trimestral. Todo fim de trimetre a coordenação nos encaminha um formulário de avaliação completo para preenchermos. Tivemos uma matéria com essa professora no primeiro e segundo trimestre, e na avaliação ela não foi muito bem e teve até uma reclamação pesada na coordenação contra ela, levando ela a nos falar e perguntar o que havia de errado. Isso quase entre lágrimas.
Passou quase um ano, e ficamos sabendo que ela voltaria a nos dar aula. Todos ficamos apreensivos, afinal já tínhamos a experiência. Ficamos um pouco receosos, não quisemos julgar nada, afinal essa matéria de agora é realmente a área dela, onde ela diz que trabalhou por vários anos, tal… Mesma coisa. Sabe aquele professor que não empolga, que não tem auto-confiança? Acho que é o que um professor precisa. Temos um outro que o pessoal reclama, de Projeto, mas o cara continua a aula dele. Todo mundo falando, foda-se, ele dá a aula na boa, não perde o fio, se alguém pergunta ele responde até vc tentar entender. Ela não. Vc pergunta e ela responde “ah, porque é assim”. Simples assim.
Hoje tivemos um trabalho final para entregar. A proposta dela foi cada um fazer um cardápio para um restaurante japonês novo. Tivemos que usar um software diferente do acostumado, o InDesign. Até aí, tudo bem, apesar de ter demorado mais de 2 meses pra conseguir instalar no meu computador. A super aula de iniciação ao software foi um ppt com as ferramentas e o que elas faziam. Zuper legal. Sussa, temos que realmente aprender ferramentas novas, o mercado tá aí pra isso. Contanto que realmente aprendamos [muito bem] o básico na facul, o resto temos que ir atrás, é isso aí.
Durante as aulas [maçantes] tivemos nas partes finais uma parte prática, e ela dava assistência. Então, na teoria, você teria feito todo o cardápio durante as aulas. Ou então, durante outras aulas, ham-ham, como vi gente fazendo e muito, pois não tinha conseguido o software pra instalar em casa ou não tinha máquina pra isso. Beleza, foi passada a idéia, pra maioria da classe, de que a parte impressa era fundamental. Óbvio, trabalho final caprichado = fim de semana e noites em claro. Dedicação, claro, só assim aprendemos.
Nas aulas, aprendemos a diagramar. Parte impressa, não. Nem como exportar decentemente pra PDF aprendemos, foi na marra. Isso que temos gente na sala que trabalha com impressão e também teve dificuldade.
Vamos aos fatos. Você não dá uma aula 100%, você não exige 100% do aluninho, como se ele tivesse a mesma experiência ou como se tivesse uma p… visão profissa e tudo fosse tão simples e fácil.
Quando chega uma determinada hora, a professora diz que precisamos ter isso, ter aquilo, que no mínimo tínhamos que ter uma impressora em casa. Detalhe, a faculdade tem um bom número de bolsistas ProUNI, que portanto estudou em colégio público no colegial e que só pra ir pra faculdade já é complicado. Tem gente muito boa lá, inclusive pessoal bolsista, porque estamos numa era em que a Internet é acessível, ainda mais numa faculdade de informática, e que portanto, não precisamos ir à França pra conhecer o Louvre.
Aí pergunto: “então temos que ser de elite pra ser designers?”. A resposta da professora, pro-fes-so-ra: “Ué, mas você não sabia? É claro que precisa ser, pois precisa viajar, ter uma experiência visual que não são todos que têm”. Acrescente a isso um tom de indignação da parte dela com minha pergunta.
Aí na avaliação do trimestre, TODAS as minhas respostas, visto que não é tomada atitude alguma sobre o tempo que gastamos preenchendo o formulário que seria para melhorar: Não Sei. Virei ignorante. Não sei mais nada.
Detalhe, ela mesma nos disse que será nossa professora novamente trimestre que vem.
Me vem uma frase à mente do Tropa de Elite, mãããs… pingo é letra, né?
[update] Hoje o coordenador do curso nos falou que estava indignado com a colocação da professora e disse que ela não nos dará mais aulas trimestre que vem. Devo também tomar cautela em dizer que nada é feito por lá. Muita coisa já foi feita sim, mas tem coisas a melhorar sempre. [/update]
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