Postado por bruna em Dec 8, 2009 em
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política
Apesar de ter muito orgulho em ouvir o hino nacional, me arrepiar e ficar feliz em ser brasileira, isso não tira nem um pouco a raiva que sinto por sê-la também.
Começa com as coisas mínimas, como estar grávida e muitas vezes cansada por causa de tantas mudanças no corpo e ter gente sentada nos assentos preferenciais do metrô e ninguém te dar o lugar. E não são idosos que sentam por lá geralmente. É gente nova, que te olha, finge que não percebe e vira para outro lado. A partir de hoje terei papel de educar as pessoas. Vou pedir com a máxima calma para poder sentar. Até porque quando não estou cansada, não me importo, vou numa boa em pé, mas depois de um dia cheio, muitas vezes o cansaço é muito mesmo, sem frescura.
Gostei de quando fui a São Paulo da campanha que estão fazendo por lá. Simplesmente não sente nos assentos preferenciais. Simples assim. E muita gente respeita. Peguei na hora do rush, na Liberdade (do lado da Sé, principal estação de SP) e olha que delícia, o lugar preferencial estava livre. Achei lindo. Acho que isso de poder sentar quando não tem ninguém não é uma boa. Ontem mesmo peguei um onde não tinha idoso, aí uma mulher “normal” sentou e na outra estação um idoso entrou. Ela perguntou naquelas se ele queria sentar, e ele sem graça disse que não precisava. Claro que precisava, ele queria sim. E a mulher continuou lá.
A falta de respeito que o metrô do Rio também tem tratado seus passageiros tem sido absurda. Ontem o metrô lotado por volta de 08:30h e o ar condicionado na ventilação. De passar mal mesmo. Todo mundo suando, e eu estando grávida e com pressão baixa normalmente senti perfeitamente o efeito: sonolência, falta de ânimo, sede e sensação de que poderia cair. Uma beleza. E isso tem sido muito, mas muito comum mesmo. Não é um dia ou outro.
Indo pro Brasil, é tão triste saber que nossa fronteira é tão grande e não tem gente suficiente para protegê-la, onde sabemos que as drogas e armamento entra facilmente por quase qualquer ponto, ou se não é por qualquer ponto, por algum bem fácil de se encontrar. Não tem tanta gente desempregada? Por que não treinam essas pessoas pra trabalhar? Dizer que não tem como é mentira. Nossos impostos estão aí sempre muito bem pagos e em dia.
Lá fora paga-se muito de impostos. Mas ninguém tem que pagar escola particular, plano de saúde particular, e outras coisas. Pagamos tudo em dobro por aqui, quem tem condições, é claro.
Nossa política é risível. Há pouco passou uma matéria no Bom dia Brasil falando sobre a corrupção nos EUA, e falando justamente que tem muita corrupção por lá também. A diferença? Lá eles são punidos, como gente normal. Não tem direito a nada especial, são cidadãos e são julgados pela mesma justiça que qualquer pessoa. E ficam presos e não podem mais voltar ao poder público. Tão simples, tão lógico, não? Por que aqui se defende tanto esses fdp’s? Não tão ali pela gente? Não tão ali para trabalhar para a gente? Por que têm direitos especiais?
Outra coisa que tenho comentado. Somos muito patetas, né? Ainda mais agora com Copenhagem, pensem bem. Redução de 36 a 39% da emissão dos poluentes e nunca se viu uma venda tão grande de carros com descontos, incentivos e tudo o mais… vai entender…
Bom, deixa eu ir ali cuidar da minha vida e fazer o melhor possível, para deixar um mundo melhor para Lorena.
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Postado por bruna em Oct 22, 2009 em
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Muitos pensamentos esses dias. Ao mesmo tempo que a gravidez gera planos, expectativas, ansiedades, ao mesmo tempo tenho mil coisas ao mesmo tempo.
Isso de não ter tempo começa a me irritar. Realmente, vivemos sempre pro futuro. Quero me ver formada, não que estou me formando. Quero a Lorena nos braços, não curto tanto quanto deveria a gravidez, por conta da expectativa. Quero estar logo em algum lugar, e não curto onde estou. E sei que vou me arrepender. Sei que vou sentir que o tempo passou rápido demais. Afinal, com 22 anos já me sinto um pouco assim quando lembro, por exemplo, de Sampa amada, e acho que deveria ter curtido muito mais tudo por lá. Sinto que deveria ter aproveitado muito mais a faculdade. Será que realmente deveria ter feito essa faculdade?
E como acabar com esse círculo vicioso? Parece que não acaba. Nem para daqui a 2 horas. Sempre estamos planejando o que vamos fazer, ou lembramos o que fizemos há alguns dias, meses, anos. Quando não, horas, e ainda assim não curtimos aquele tempo. E nem vamos curtir adequadamente o que vier.
Reparei como esse ano dei uma parada em fazer sites, em estudar códigos e em tecnologias em geral. Não sei se cansei. Mas foi bom. Mas reclamo. E um dia eu tão dengosa num diálogo com o Kiko:
- Linda, você quer isso?
- Não…
- Quer aquilo?
- Não…
- E aquele outro? Será que seria bom?
- Não, lindo, eu quero reclamar….
Simples assim. Quero colo. Quero dengo, quero massagem no rosto e ele fazendo carinho até eu dormir. Só. E tudo parece ter um sentido inexplicável. Tudo entra nos eixos e tudo vale a pena. Vamos fazer isso, aquilo, aquele outro, vamos aproveitar, vamos curtir enquanto somos 2, vamos, vamos, vamos… não fomos, não fizemos, não fomos e não fomos. E por quê? Porque o tempo é curto. E quando chega à noite, já foi. Tenho sono às 21h, ele às 24h.
O que fazer? Organizar. Não consigo. Acho que tenho um pouco de déficit de atenção, mas o médico que me cuidou a vida inteira disse pra eu não me preocupar com essas besteiras, que sou absolutamente normal. Mas por que não consigo me organizar, meu Deus?
E outro dia na yoga um professor: “Estou bem, graças a Deus. É isso que vocês falam? Graças a Deus nada, eu que cuido da minha alimentação, sei do que posso e não posso, do que me faz bem ou não. Deus? Deus nada. Eu.” Um pouco chocante, mas outra coisa que ele falou eu gostei muito: “Somos que nem edifícios. Se construímos que nem o Sérgio Naya, com cimento de areia, com alimentação ruim, hábitos ruins, nosso prédio corre o risco de desabar a qualquer momento. Se sabemos como cuidar, por que não?”.
Me senti um pouco frustrada, pois essa semana tomei a decisão de largar a natação, pois estava fazendo alguma atividade à tarde todos os dias da semana, e meu TCC precisa de atenção. E meu corpo precisa dormir. Como sinto sono. O TCC vai indo. Estou me empolgando e gostando do tema. Em breve coloco aqui sobre o que vou fazer.
Enfim, coisas pequenas.
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Postado por bruna em Jul 16, 2009 em
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desabafo
Uma vez um dos cunhados, o Nando, que morou alguns bons anos na Alemanha conseguiu dizer um pouco porquê os europeus “evoluíram” e porquê nós, tupiniquins, continuamos sempre sendo o país do futuro. Uma explicação deveras simples, podem apostar. Lá no velho continente, as pessoas respeitam o próximo. Explico.
Enquanto aqui, se varremos o quintal de nossa casa e jogamos o lixo no vizinho, afinal somos malandrões, lá os caras não fazem isso, porque pensam alguns palmos a nossa frente, e sabem que se fizer isso vão prejudicar alguém que não tem nada a ver com sua sujeirinha.
Isso é um caso micro. Vamos aumentando e vendo no que dá. Dá no que nosso super presidente do PAC que há 20 anos atrás era de oposição e não podia nem ver a cara do Collor e Sarney que tinha chilique, e agora é amiguinho mór dos dois. O Sarney sair do Senado? Nem ferrando. Esperem sentados. O Senado mais parece o Egito, cheio de múmias, do que uma casa de respeito onde as coisas deveriam funcionar para o povo, e não em interesse próprio.
Cada dia que passa nosso nariz de palhaço vai ficando cada vez mais vermelho e maior. E ao invés de a gente fazer por onde, nas pequenas coisas do dia-a-dia, de ajudar quem se pode ajudar, sem fazer alarde (é fácil ajudar quando há uma grande mobilização e seu nomezinho vai aparecer de alguma maneira. Quero ver ajudar sem esperar absolutamente nada em troca.), ou simplesmente nos esforçarmos para sermos melhores, o que vemos é um bando de gente que não quer nada da vida, acha que o que basta é comparecer com sua magnífica presença aos lugares e fica por isso mesmo.
E o pior, mesmo quando não temos culpa das coisas andamos com medo. Aqui no Rio desisti de confiar em polícia. Cada noticiário, um novo caso de nolícia corrupta. Se passamos à noite por policiais, temos realmente medo, mesmo sabendo que está tudo certo.
Há pouco tempo o Kiko recebeu uma multa totalmente descabida por ter dirigido e o acompanhante estar sem cinto de segurança. A acompanhante no caso, só poderia ser eu. Eu não ando sem cinto de segurança, nem no banco de trás atualmente. Conversando entre a gente em uma fila de restaurante, uma mulher na nossa frente disse que passou pela mesma situação, de uma maneira pior. Ela foi vender o carro e descobriu que tinha 14 multas (!!!!), onde ela não tinha recebido UMA notificação, com o mesmo motivo: Falta do uso de cinto de segurança. É uma palhaçada do tamanho da gente mesmo, né? Ah, e detalhe, no caso do Kiko, era um sábado de F1. Não sei se sabem, mas o Kiko ama F1 e vemos tanto aos treinos quanto à corrida. O que acontece? A multa foi dada justamente num sábado, às 9:00h, onde passava treino da F1. Ou seja, eles acharam um número de placa que convinha, e aplicaram uma multa num lugar que não andamos de carro, sobre algo que não fazemos e ainda num dia que nem saímos de casa. Não é uma beleza?
A tal da mulher da fila do restaurante nos disse que os tais dos guardinhas municipais tem uma meta de multas a cumprir. Óh. Nada faz mais sentido que isso.
Mas é isso, pessoas. Vamos continuando em nosso mundinho lindo, onde só as belezas naturais dessa cidade largada às traças já bastam. Praia, Cristo, Pão de Açúcar, ah Rio de Janeiro… adoro conversar com cariocas que sempre acabam no “O Rio tem praia!”, como se bastasse. Foda-se que tem praia, não vou à praia por medo de ser morta, e isso é lindo? Orgulho de ser carioca? Parabéns. Eu morro de orgulho de ser paulistana, de ter a Paulista e ser o coração do Brasil, que faz esse paisinho ir pra frente.
Lembram do Pan, no Maraca, que o Lula foi o único presidente que passou pelo contrangimento de ser vaiado em uma abertura dos jogos? Pois é, uma vaia bem grande pra ele, e pro Galvão, um “Ei, Galvão, vai tomar no c*” bem grande.
Ai ai… 5 kg mais leve.
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Postado por bruna em Feb 28, 2009 em
Sampa,
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infância,
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Hoje estou em São Paulo, fazendo escala para amanhã voltar pro Rio. Fomos tradicionalmente à Liberdade comprar coisinhas japonesas, e passamos em frente ao Colégio São José (R. da Glória, 195), que agora virou o Complexo Jurídico Damásio de Jesus (Faculdade de Direito).
Que tristeza sobre isso. Meu coração ficou triste, triste.
Estudei lá dos 7 aos 17 anos, o que equivale a toda vida estudantil. Foi minha segunda casa, onde ficava ansiosa pelas aulas começarem e re-começarem. Onde ouvia e por que não, contestava os professores. Lembro uma vez de ter julgado excessiva a atitude de um professor de Matemática e ter levantado e saído correndo da sala. Era o prof. Manoel, com “o”, corintiano roxo. Foi lá que aprendi a admirar muito meus professores e onde fiz boas amizades. Foi onde errei muito também, e um dos lugares onde também aprendi a não abaixar a cabeça para tudo. Tinha a rigidez da Irmã Geny, como ela impunha respeito, até com um certo medo. Mas quando ela saiu, por politicagem, para deixar uma outra diretora assumir e deixar o Colégio falir, quanta falta sentimos dela. Depois dela nada mais foi igual. Todas as pessoas queridas começaram a ser demitidas. Desde a mestra Rachel, praticamente uma Santa, de tanto acreditar na bondade alheia, mesmo onde não havia bondade, até a Tia Yvette, que quando éramos criança era bem ríspida, mas que depois que crescemos era a mais doce possível.
Inacreditável entrar num lugar tão íntimo e ser uma estranha. Como foi triste andar pelos corredores e ver aquelas lindas cortinas claras, valorizando o sol e tornando o ambiente tão leve, agora serem azul-marinhas, num ambiente que nem luz tem, com aquelas carteiras cinzas e pretas ao invés das de madeira tão bonitas.
Que triste ver que mudaram os banheiros tão antigos, tão bonitos, com pisos clássicos laranjas, por aqueles cinzas de banheiro qualquer nota. Que triste ver a Capela mais linda que existe meio largada, com pintura por fazer e sem “aquela” luzinha vermelha acesa. Que triste ver metade da parede cinza, um cinza tão feio que não combina em nada com a arquitetura e clareza que inspira o ambiente. Parece tão mal pensado, tão mal cuidado. No pátio interno, resolveram colocar algumas esculturas de não sei o quê, que mais uma vez, não tem nada, nada a ver com a beleza do Colégio. E aí fui pra parte externa. A quadra “principal” (a mais visível), está muito mal cuidada, não recebe pintura provavelmente há anos, sendo que era pintada anualmente, invariavelmente. Parece que toda a parte externa é apenas um enfeite. E parece que só não alteraram por algum motivo burocrático. A impressão que passa é que logo logo vão mudar todo aquele resto de beleza.
Quem sabe não transformar em mais um belo cinza prédio de São Paulo.
Que pena. Não recomendo ninguém que estudou lá visitá-lo. Não vale a pena. De verdade.
Minha mãe sempre falou uma coisa que levo bem a sério. A única herança que ela nos deu foi a educação do Colégio. Que bom que no pacote incluía um Colégio lindíssimo e com tantos bons professores. Que bom que me formei antes do colégio acabar. Que pena que acabou.
Bom, aqui é um trechinho do Hino do Colégio, que por mais que na época eu cantasse por obrigação, agora soa nostálgico e emocionante: “Salve, salve, colégio querido//És um templo de ciência e de fé//A ti o peito de amor merecido, dos alunos do Pai São José!”.
O mundo é realmente pequeno e o colégio era realmente tradicional, minha sogra, 59 anos mais velha que eu, também estudou lá. Minha mãe estudou no de Itú e minha irmã no mesmo que eu, apenas 6 anos adiantados.
Meu coração saiu bem triste de lá. Quem sabe um dia não volta a ser um bom colégio, não? Não custa nada sonhar, e espero que consigam tombar aquele patrimônio de Ramos de Azevedo o quanto antes, antes de tantas destruições que já foram feiras, como terem acabado com uma gruta que havia na parte externa do prédio.
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Postado por bruna em Feb 9, 2009 em
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Hoje terminei de ler esse livro lindo de Luis Nassif. Quando estudei na PUC por um tempo me deleitava na livraria que tem lá. E um dia, último dia do curso, cheguei um pouco antes pra comprar o livro de presente pro maridão. Levei dois. Por acaso meu olho bateu no livro dele. E foi uma boa surpresa, porque só lembrava dele na Cultura, com os comentários de economia. Mas já tinha uma simpatia gratuita, e que só aumentou depois do livro. Pra quem gosta de crônicas, de tentar entender um pouco sobre o processo da vida, ou ainda quem adora chorinho, como ele, tem um prato cheio pela frente.
Gostei, me fez pensar bastante. Talvez me mude a longo prazo, pois tem boas indicações de caminho para o futuro. O tão temido futuro da minha cabeça. Lindo, simples assim.
Mudando um pouco de assunto, esse sábado fui à terrinha para um curso do Tipocracia Mais FontLab, e foi muito legal, até desenvolvi uma fonte, claro que precisa ser hiper mais bem trabalhada, mas pelo menos nasceu. Apesar da chuva que alagou onde estávamos, foi bem legal, depois o Henrique me deu uma carona e fomos ao Black Dog junto com o Eduílson, que não conhecia lá.
São Paulo me inspira. São Paulo é meu berço, como sou apaixonada por essa cidade. Posso tomar chuva que tomo feliz, posso comer porcaria que como feliz, posso esperar o ônibus quase 1h, que fico quase feliz, posso falar do meu jeito e não ficar com vergonha de falar diferente, pois estou em casa, posso andar pela Paulista e ser a paulistana mais paulistana de todas, posso voltar para o Rio e me sentir saindo de casa de uma maneira inexplicável. Posso chegar no Rio e ser muito feliz por voltar para minha casinha com meu maridão. Mas nunca será São Paulo…
Ando bem em dúvida sobre o que serei quando crescer. Gosto muito de Design, mas de fato, não sou designer. Muitos têm ouvido esse discurso ultimamente, e muito obrigada por me ouvirem. Obrigada por tentarem me entender. Mas isso tem me consumido bastante. Como disse na minha bio, meu grande sonho era ser delegada criminal. Sei que nunca vou ser, por muitos fatores. Falam que eu deveria ser jornalista, mas acho que sou muito egoísta pra ser. Enfim… tenho mais esse ano na faculdade, está tranqüilo por lá, estou gostando deste trimestre, os professores são bons e as matérias estão mais interessantes. Estou fazendo a monitoria de Tipografia, e estou gostando e aprendendo muito, valeu Chico =)
No mais, obras em casa, perguntas na cabeça e tentando repondê-las aos poucos. Espero um dia conseguir respondê-las, porque elas ficam inquietas por lá.
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Postado por bruna em Sep 19, 2008 em
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Pois é, pessoas, finalmente consegui mudar de host e transferir direitinho o bd dele pro novo [/orgulhosa off]
Então agora posso escrever com segurança que não vou perder nada.
Esses dias têm sido corridos, mas agora, tudo tranqüilinho e é só curtir!
Não sei bem sobre o que escrever, mas como meu mundinho atual tem girado mais em torno da facult, é sobre ela que vou escrever.
You know, babe, eu estudo no “Infnet, modéstia à parte”. Faço parte da Primeira Turma de Design Gráfico, ó que chique, benhê. Não tão chique quanto possa parecer. Quando cheguei ao Rio fui trabalhar numa empresa onde todos gostavam do Instituto e eu tinha boas referências de lá. Nunca tinha me tocado que eram pessoas que tinham feito coisas relacionadas a TI, que realmente, me parece ser bem superior lá.
Well, vou falar das coisas positivas: Se você tá a fim de certificação, legal, lá é seu lugar. Mas saiba que mesmo eles focando em certificações, você vai ter que estudar, e muito, por conta própria. A infra-estrutura é show, pelo menos para as aulas das graduações: telas de LCD, acho que 17 polegadas, tem tablet (apesar de em mais de ano termos usado 3 vezes, no máximo), e uma máquina bem boa de capuccino, com o café moído na hora. Bem, o que me chamou a atenção para querer fazer lá minha graduação, além de ser em 3 anos, é o curriculum (clica aqui pra ver). Show de bola né? Foi o que pensei! E quando passei no vestiba, lembro como se fosse hoje da felicidade que senti! Muito bom, nossa, vou ser A profissional, isso e aquilo…
Mãããs, não é bem assim, né, people… Tem muita, mas muita coisa que penamos até hoje porque somos a tal Primeira Turma, então acabamos bem ou mal sendo um teste pra eles. Ok, não tou dizendo que somos cobaias, não com uma intenção real deles, manja? Mas acabamos sendo, de alguma forma. E digo o porquê. Quando fizemos o vestibular, foi nos avisado que caso não passássemos na prova de Inglês, seria feito um nivelamento por um semestre, gratuitamente, para os alunos. Nossa, isso aumentou ainda mais minha expectativa. E claro, não passei no Inglês (podem rir, sou mó mané mesmo =D). Fiz o nivelamento, na época com meu querido professor CAT (queridíssimo mesmo), e gostei muito. Com o tempo, fui percebendo que o que minha turma precisava mesmo, não era de um nivelamento de inglês, e sim de ferramentas, como DreamWeaver, Photoshop, e coisas do gênero, coisas que fazem muita diferença para uma turma seguir bem ou não. E nossa turma não seguiu bem. Segue, até hoje, de maneira irregular, com uns muito fortes, uns muito fracos, e uns muito medianos. Ou seja, pra quê mesmo o nivelamento de inglês? Lembram de uma palavrinha mágina que começa com Market e termina com seu gerúndio? Hmmm….
Bem, e no primeiro trimestre, WebDesign! U-hu! Paixãozitcha da que vos fala. Esta matéria seguiu por 3 trimestres. E aprendemos, aprendemos…. aprendemos um monte de DreamWeaver. Certificação, galera, é isso que você tem que saber. Macetes, isso e aquilo. Vai ali na empresa e diz que manja de DW, vai. Boa sorte! Teoria da Cor… Que massa! Matéria mega importante pra nossa profissão, nops? Pois é. A primeira aula foi uma maravilha, lindos slides e uma mega expectativa. Até a segunda, terceira aula. Tchau, descartada mais uma. Até o terceiro tri chegar e a melhor professora ever entrar. Bianca Martins. Esta sim fez toda a diferença. Encho a bola mesmo. Apaixonada pelo que faz, ensinou muito. Enfim, fizemos que fizemos e conseguimos ter 1 ano de aula com ela direto. Uma fofa. E hoje, infelizmente, foi o último dia de aula que ela nos deu. Well, em paralelo à Bianca, temos duas matérias que nos acompanham quase até o fim do curso. Parágrafos novos.
Gestão de Projetos. Cool. Certificação PMI. Tenho amigos que entraram lá por causa desta matéria, e um deles até gosta da matéria. Enfim, sei que neste trimestre, 70% tá reprovada. Eles têm a chance de uma prova final, e é bem provável que passem, nunca vi reprovação por lá, seja por falta, seja por conhecimento. Mas enfim, o que tenho a dizer é que praticamente 90% da nota é por duas provas objetivas, onde é cheia de pegadinhas e segue o perfil da certificação do PMI. Legal, né? E 10% da nota é por um trabalho, onde você realmente aplica o que você aprendeu durante 3 meses. Pensei que eu ia sair de lá sabendo o que é gerir um projeto, e não tendo uma certificação de decoreba, por mais que isso faça a diferença no mercado. Somos cabeças pensantes, e se isso não é incentivado, que ânimo pode me dar?
Ingrês. Tanto, tanto e tanto por nada. Nivelamento de inglês? Legal, metade das pessoas que realmente precisavam saiu na metade ou nem começou. Adiantou? Nada. A turma é mega desnivelada ainda e as aulas seguem num ritmo descompassado com a necessidade que realmente temos no nosso dia-a-dia de saber a língua dos yankees.
E é isso, garela (como diz uma sobrinha fofíssima). O que eu posso perceber, e pelo que ouço, é que nossa turma apanha mesmo, e que as outras seguintes já têm belas melhorias, mas é nessa que estou, e é dessa que falo. Se você pensa em fazer Design lá, de boa, não recomendo. Mas procure outras opiniões de outras turmas. Espero estar enganada.
O que eu consigo perceber é que realmente temos a maioria dos professores muito bons, mas que sei lá porque desanimam logo, e acabam dando uma aula muito “má o meno”. E temos outros que não são mesmo. Parei de reclamar por lá. Somos conhecidos por “reclamões”, e sei que faço parte destes, então, o que me resta é esperar o diploma.
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Postado por bruna em Aug 17, 2008 em
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Sou adepta do respeito. Quando ficamos mais velhos, claro que algumas limitações aparecem, e cabe respeitarmos os que passam por isto agora para mais tarde sermos respeitados. Ok, todos sabemos disto, afinal, aprendemos desde pequenos a respeitar os mais velhos.
Tem gente que não respeita. Motorista de ônibus que não pára quando é velhinho pedinho pra subir, ou quando eles sobem o motorista dá uma daquelas arrancadas incríveis, quase matando os pobres senhores.
Agora, temos que ver os dois lados. A outra parte é que os idosos também têm que respeitar os outros, e muitos velhinhos parecem que esqueceram algumas palavrinhas básicas, como “obrigada” e “por favor”. Isso realmente me irrita. Sempre dou meu lugar quando vejo um idoso, ou tento ajudar dando passagem, coisas básicas que todos devemos fazer. Mas às vezes é demais, parece que para furar uma fila é um minuto e atropelar pessoas são dois. Sem pedir desculpas.
Tenho muito medo de ficar velha. É fato. Não tenho medo de morrer, eu acho, mas de ficar velha tenho horror. Tenho medo de ficar grossa, estúpida, achando que todos me devem favores. Tirando o fato de ter medo de não tomar banho todos os dias, e ficar com aquele cheirinho característico. Sei que o corpo não é o mesmo, mas quero tapetinhos, banquinhos e todos os inhos para tomar banho TODOS os dias. Isso é um acordo meu e do maridão da que vos fala.
Fala sério, passar a vida toda batalhando, fazendo o melhor, pra chegar no fim carrancudo? Ah não! Quero ser daquelas velhinhas fofas que fazem natação e beijam na rua, ^^.
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