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100 anos da imigração japonesa

Postado por bruna em Jun 18, 2008 em cultura, história

Saiu hoje, 18 de junho de 2008, uma reportagem no caderno da Folha especial sobre a Imigração. Em uma parte saiu uma foto grande dos avós do Kiko, maridão da que vos fala. Inclusive o Kiko parece muito esse avô, tem fotos que seria difícil saber quem é quem se não fossem as fotos preto e branco.

Parabéns aos nipônicos desse brasil, que contribuem para um país melhor e que deixaram de lado suas terras para se aventurarem por aqui e por aqui ficaram!

Tenho muito orgulho de ser casada com um descendente de japoneses!

Segue matéria:

Casamento pioneiro uniu carioca e japonês “Manoel”
TEREZA YOSHINAGA NOVAES
DA REPORTAGEM LOCAL

Takeo Iwabuchi chegou à praça Mauá, na zona portuária do Rio, em 1912, aos 22 anos. Deixou a família em Aomori, norte do Japão, e veio para o Brasil depois de receber uma carta de um amigo imigrante.
Seus bens se resumiam a peças de seda e parte de uma herança.
Iwabuchi se instalou com outros conterrâneos em uma pensão. Da sua janela, o recém-chegado observava o movimento da rua e uma moça, que trabalhava como vendedora em uma loja em frente, lhe chamou a atenção. Era Jurema de Araújo, carioca filha de portugueses.
Pouco tempo depois, Iwabuchi se mudou para a pensão da família Araújo, em São Cristovão, e começou a namorar Jurema. Em três anos, decidiram se casar. A notícia do noivado se espalhou pelo bairro e os vizinhos perguntavam aos pais da noiva como eles permitiriam que a filha se casasse com um japonês, afinal ninguém sabia “que gente era essa”.
A união não abalou os Araújo, a matriarca já era chamada de mãe por Takeo. E ele foi rebatizado Manoel pela família.
Depois do casamento, em 1918, o casal se mudou para São Paulo, onde causava estranheza na comunidade nipônica.
“Ele não foi o primeiro a se casar com uma brasileira. Sei de outro casamento em 1912, no Rio, mas em SP foram os primeiros”, diz Paulo Iabutti, 85, um dos sete filhos do casal.
Em fotos de eventos da comunidade, Jurema aparece como a única “gaijin”. Ela se adaptou à cultura, aprendeu os pratos prediletos do marido e fez com que o bacalhau entrasse na lista de seus favoritos.

[Folha de São Paulo, 18/06/2008]

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