Postado por bruna em Dec 8, 2009 em
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Apesar de ter muito orgulho em ouvir o hino nacional, me arrepiar e ficar feliz em ser brasileira, isso não tira nem um pouco a raiva que sinto por sê-la também.
Começa com as coisas mínimas, como estar grávida e muitas vezes cansada por causa de tantas mudanças no corpo e ter gente sentada nos assentos preferenciais do metrô e ninguém te dar o lugar. E não são idosos que sentam por lá geralmente. É gente nova, que te olha, finge que não percebe e vira para outro lado. A partir de hoje terei papel de educar as pessoas. Vou pedir com a máxima calma para poder sentar. Até porque quando não estou cansada, não me importo, vou numa boa em pé, mas depois de um dia cheio, muitas vezes o cansaço é muito mesmo, sem frescura.
Gostei de quando fui a São Paulo da campanha que estão fazendo por lá. Simplesmente não sente nos assentos preferenciais. Simples assim. E muita gente respeita. Peguei na hora do rush, na Liberdade (do lado da Sé, principal estação de SP) e olha que delícia, o lugar preferencial estava livre. Achei lindo. Acho que isso de poder sentar quando não tem ninguém não é uma boa. Ontem mesmo peguei um onde não tinha idoso, aí uma mulher “normal” sentou e na outra estação um idoso entrou. Ela perguntou naquelas se ele queria sentar, e ele sem graça disse que não precisava. Claro que precisava, ele queria sim. E a mulher continuou lá.
A falta de respeito que o metrô do Rio também tem tratado seus passageiros tem sido absurda. Ontem o metrô lotado por volta de 08:30h e o ar condicionado na ventilação. De passar mal mesmo. Todo mundo suando, e eu estando grávida e com pressão baixa normalmente senti perfeitamente o efeito: sonolência, falta de ânimo, sede e sensação de que poderia cair. Uma beleza. E isso tem sido muito, mas muito comum mesmo. Não é um dia ou outro.
Indo pro Brasil, é tão triste saber que nossa fronteira é tão grande e não tem gente suficiente para protegê-la, onde sabemos que as drogas e armamento entra facilmente por quase qualquer ponto, ou se não é por qualquer ponto, por algum bem fácil de se encontrar. Não tem tanta gente desempregada? Por que não treinam essas pessoas pra trabalhar? Dizer que não tem como é mentira. Nossos impostos estão aí sempre muito bem pagos e em dia.
Lá fora paga-se muito de impostos. Mas ninguém tem que pagar escola particular, plano de saúde particular, e outras coisas. Pagamos tudo em dobro por aqui, quem tem condições, é claro.
Nossa política é risível. Há pouco passou uma matéria no Bom dia Brasil falando sobre a corrupção nos EUA, e falando justamente que tem muita corrupção por lá também. A diferença? Lá eles são punidos, como gente normal. Não tem direito a nada especial, são cidadãos e são julgados pela mesma justiça que qualquer pessoa. E ficam presos e não podem mais voltar ao poder público. Tão simples, tão lógico, não? Por que aqui se defende tanto esses fdp’s? Não tão ali pela gente? Não tão ali para trabalhar para a gente? Por que têm direitos especiais?
Outra coisa que tenho comentado. Somos muito patetas, né? Ainda mais agora com Copenhagem, pensem bem. Redução de 36 a 39% da emissão dos poluentes e nunca se viu uma venda tão grande de carros com descontos, incentivos e tudo o mais… vai entender…
Bom, deixa eu ir ali cuidar da minha vida e fazer o melhor possível, para deixar um mundo melhor para Lorena.
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Postado por bruna em Nov 5, 2009 em
pensamentos
Fico observando os velhinhos que passam por aí. Ou por aqui.
Tem dois tipos: Os doces, que dá vontade de levar pra casa e só ouvir o que têm a dizer, os amargos, que estão sempre tensos, de mau-humor, parece que sempre resmungando, e os neutros, que não entrarei em detalhes.
Os doces parece que aprenderam muito durante a vida, que aprenderam a filtrar o que é bom e ruim, que conseguem ver beleza no fato de estar vivo àquela idade, de ver beleza quando uma criança passa, vendo tudo aquilo se renovar, e sabendo que essas crianças vão passar por muitas coisas ainda, mas que chegarão lá. Eles gostam de conversar, e sempre têm alguma coisa pra ensinar, e como é bom ouvi-los. Estão sempre bem arrumados, não deixam que as dificuldades do dia-a-dia seja uma desculpa para o banho não tomado, a roupa não cuidada e a aparência mal cuidada.
Os amargos também aprenderam muito com a vida. Muita coisa boa e muita coisa ruim, como todos nós devemos passar pela vida. Ilusão achar que minha vida vai ser muito boa ou muito ruim, cada um tem a sua carga, e a gente sabe disso. Uns dias melhores, outros, nem tanto, é assim. E os amargos criam cada vez mais barreiras, não querem contato, um carinho soa forçado, um cuidado é dispensado facilmente. E acham que nada daquilo que passaram até ali foi bom. E demonstram isso com bastante veemência, empurrando todos e tudo na rua, parece que só tem ele na rua, e todos lhe devem o maior respeito.
A gente acaba levando com a gente o que a gente já foi com os outros, com a gente mesmo. Gosto muito de acreditar que a gente realmente é “Eternamente responsável por aquilo que cativamos”. Assim como o Gentileza dizia: Gentileza gera gentileza.
E quando for mais tarde, vou querer sim ser das velhinhas fofas, que se arrumam cuidadosamente, passam perfume, contam causos e curtem a família.
Sei que tenho só 22 anos, sou nova, e vou ser mãe, mas isso não me impede de pensar sempre que estamos gerando mais um ciclo, e que tudo está sendo renovado de novo…
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Postado por bruna em Oct 22, 2009 em
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Muitos pensamentos esses dias. Ao mesmo tempo que a gravidez gera planos, expectativas, ansiedades, ao mesmo tempo tenho mil coisas ao mesmo tempo.
Isso de não ter tempo começa a me irritar. Realmente, vivemos sempre pro futuro. Quero me ver formada, não que estou me formando. Quero a Lorena nos braços, não curto tanto quanto deveria a gravidez, por conta da expectativa. Quero estar logo em algum lugar, e não curto onde estou. E sei que vou me arrepender. Sei que vou sentir que o tempo passou rápido demais. Afinal, com 22 anos já me sinto um pouco assim quando lembro, por exemplo, de Sampa amada, e acho que deveria ter curtido muito mais tudo por lá. Sinto que deveria ter aproveitado muito mais a faculdade. Será que realmente deveria ter feito essa faculdade?
E como acabar com esse círculo vicioso? Parece que não acaba. Nem para daqui a 2 horas. Sempre estamos planejando o que vamos fazer, ou lembramos o que fizemos há alguns dias, meses, anos. Quando não, horas, e ainda assim não curtimos aquele tempo. E nem vamos curtir adequadamente o que vier.
Reparei como esse ano dei uma parada em fazer sites, em estudar códigos e em tecnologias em geral. Não sei se cansei. Mas foi bom. Mas reclamo. E um dia eu tão dengosa num diálogo com o Kiko:
- Linda, você quer isso?
- Não…
- Quer aquilo?
- Não…
- E aquele outro? Será que seria bom?
- Não, lindo, eu quero reclamar….
Simples assim. Quero colo. Quero dengo, quero massagem no rosto e ele fazendo carinho até eu dormir. Só. E tudo parece ter um sentido inexplicável. Tudo entra nos eixos e tudo vale a pena. Vamos fazer isso, aquilo, aquele outro, vamos aproveitar, vamos curtir enquanto somos 2, vamos, vamos, vamos… não fomos, não fizemos, não fomos e não fomos. E por quê? Porque o tempo é curto. E quando chega à noite, já foi. Tenho sono às 21h, ele às 24h.
O que fazer? Organizar. Não consigo. Acho que tenho um pouco de déficit de atenção, mas o médico que me cuidou a vida inteira disse pra eu não me preocupar com essas besteiras, que sou absolutamente normal. Mas por que não consigo me organizar, meu Deus?
E outro dia na yoga um professor: “Estou bem, graças a Deus. É isso que vocês falam? Graças a Deus nada, eu que cuido da minha alimentação, sei do que posso e não posso, do que me faz bem ou não. Deus? Deus nada. Eu.” Um pouco chocante, mas outra coisa que ele falou eu gostei muito: “Somos que nem edifícios. Se construímos que nem o Sérgio Naya, com cimento de areia, com alimentação ruim, hábitos ruins, nosso prédio corre o risco de desabar a qualquer momento. Se sabemos como cuidar, por que não?”.
Me senti um pouco frustrada, pois essa semana tomei a decisão de largar a natação, pois estava fazendo alguma atividade à tarde todos os dias da semana, e meu TCC precisa de atenção. E meu corpo precisa dormir. Como sinto sono. O TCC vai indo. Estou me empolgando e gostando do tema. Em breve coloco aqui sobre o que vou fazer.
Enfim, coisas pequenas.
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Postado por bruna em Oct 16, 2009 em
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gravidez,
pensamentos
A você desejo saúde sempre, paz de espírito como mantra diário.
Que seja feliz, ame e seja muito amada.
Que saiba e admita quando errar, e que se esforce para não enganar os sentimentos de ninguém.
Que tenha estruturas sólidas e discernimento constante entre o certo e o errado, apesar de o errado ser muitas vezes tentador.
Trabalharemos para que goste de trabalhar e veja o quanto é importante na vida das pessoas que te cercam.
Que você tenha bons amigos, amigos para uma vida toda.
Que você saiba que algumas vezes brigaremos, que às vezes você vai nos achar velhos, e em outros momentos vai ter orgulho de sermos tão antenados em tudo.
Que você sinta o carinho e esforço diários para fazermos o possível [e impossível] para você ser feliz com você mesma.
Que você brinque, se suje, se machuque às vezes para sentir aqueles limites que não saberemos falar.
Que saia de balada, curta música, goste de você mesma e do que você se tornar.
Estaremos aqui para te apoiar, orientar e ajudar sempre.
Que a gente crie bons laços de confiança, que você realmente saiba que pode contar conosco.
Talvez algumas vezes a gente chore junto, mas sei e queremos rir muito mais.
Que seu pai e você ganhem tardes ouvindo rock, música clássica, discutindo sobre esse ou aquele arranjo.
Que os fins de semana sejam sagrados.
Que a gente saiba aproveitar cada segundo juntos.
Que eu e você discutamos sobre nossos sentimentos, que a gente consiga se entender cada vez mais.
Que não fiquemos tristes com as críticas, mas que tentemos melhorar cada dia.
Que você veja que a sua vida depende inteiramente do que você fizer para você mesma. Seja dona dela, não ela de você.
A você, Lorena, desejamos e faremos o melhor.
Bruna Morato
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Postado por bruna em Sep 20, 2009 em
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Aquele colega que parecia ser tão importante com o tempo tenho mais pena.
Seus olhos apesar de fingirem ser felizes e de bem com a vida não enganam a frustração que provavelmente ele tem consigo mesmo. Frustração de ter casado talvez sem muita vontade, por achar na época que era o certo a fazer.
Começa errada a relação assim. E tudo me parece que foi meio truncado, a não finalização da faculdade, a malandragem para tudo e em tudo que faz, a maneira de conseguir as coisas só no gogó. Agora na faculdade que ele vai terminar, os trabalhos ruins são sempre justificados, os que não sabe fazer são feitos por outros, e assim vai.
É uma ótima pessoa, tem um coração bom, no fundo, sei disso. Mas parece que não quer assumir o controle da sua vida, apesar de muito parecer que sim. Ao invés de suas putas, deveria procurar sua real felicidade. Ao invés de fingir ser feliz, deveria fazer por onde. E ao invés de fingir que não vê, enxergar.
Que ele seja feliz! *brinde*
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Postado por bruna em Aug 26, 2009 em
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Minha amiga deste post resolveu me contar mais algumas coisas que a angustiam de verdade.
Minha amiga descobriu que vai ser mãe. Ainda não sabe se é menino ou menina, mas ela e seu marido, muito especial, estão muito felizes. Uma nova chance de fazer tudo de uma maneira melhor, de uma maneira mais às claras, com ela e com todos a sua volta.
Apesar de todos sempre falarem pra ela que era igual seu jeito e de sua mãe, ela percebe que não sabem de onde tiraram isso. Talvez as duas sejam bravas, mas nada além disso. Ideias diferentes, objetivos diferentes, jeitos absolutamente diferentes de encararem a vida. Mas no fim, ela também achava que era parecida, e achava isso legal, motivo de orgulho. Ela não sente mais isso.
Esses dias ela percebeu que sua mãe sempre falava que sua avó desunia as filhas, que por isso que cada uma tinha algum problema, nenhuma era casada, e que elas não eram próximas. Minha amiga acha que quando você não está satisfeito com alguma coisa, você deve deixar de lado e partir para uma nova, e não é porque existe sangue no meio que se deve ficar preso. Ela mesma quis rompê-los desde muito cedo, sem se importar com isso, já que ser feliz é ser livre, nem que seja livre de você mesmo.
Mas por curiosidade minha amiga disse que a mãe dela fazia as mesmas coisas com ela e sua irmã. Ela nem pode falar com a irmã, única irmã, que a mãe fica querendo saber as conversas e o que estavam falando mal dela (…).
Ela, quando pequena, mentia muito, e sabia disso. Sua mãe também, e ao invés de procurar ajuda ou tentar entender o porquê de suas mentiras, acabou por deixar e apontar o dedo na cara de minha amiga, era mais fácil ao invés de tentar corrigi-la. Era mais cômodo tentar vê-la como um adulto quando convinha e jogar na cara que quem bancava a casa era ela, e que deviam toda obediência a ela, e que se não gostasse a porta era a serventia da casa.
Acabou que por esses dias ela percebeu como perdeu amigos de infância (os poucos) por causa de suas mentiras de infância. Ela se tornou uma detectora de mentira das melhores, e para mim é exemplo de caráter, o que para mim entendo como provavelmente uma falta de atenção, de explicações, de coisas normais que uma criança precisa.
Ela sabe que a mãe deve amá-la. Ela sabe que a mãe gosta dela, do jeito todo particular dela, de um jeito que fere minha amiga, ao invés de acalentar. Minha amiga não entende porque sua mãe não procura ajuda médica, quando é visível que precisa, ou por que ela não muda, sendo nítido que precisa.
Hoje minha amiga não quer ter contato com sua família, porque tudo que se faz quanto a isso parece uma traição à mãe, parecida com a quando ela e sua irmã estão mais próximas. E sua mãe tem conseguido isso. Não acho que seja consciente, mas como vejo de fora, acho que é loucura. Mas mais uma vez, minha amiga é forte, esse bebê vai ser muito importante para muitas superações, tenho certeza, é visível como será uma boa mãe e como tentará entender seu bebê, sempre, independente de suas escolhas. Vai lá, amiga, você consegue!
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Como sou uma menina e pega mal ficar falando palavrões, vou mandar tudo ao santo lugar do f***-** e mandar todos aqueles que se ‘importam’ com minha digníssima presença à m****.
Grupo? Somos um grupo? Odeio grupos.
Vamos fazer tudo para ser melhores, para termos mais voz? Não, aulas de reposição aos sábados não dá, impossível.
Vamos fazer algo de alto nível? Não, tá muito complicado.
Cansei. Vão tudo catar coquinho na ladeira, vão.
Bando de falsos que não sabem o que querem da vida. A frase do professor é master. Quer moleza? Senta no pudim.
Claro, para tudo existe exceção, que bom.
E digo mais, não me venham com mimimi, pelamor.
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Postado por bruna em Jun 17, 2009 em
desabafo,
pensamentos
E um dia ela resolveu se confessar, a um certo troco de nada, mas que talvez ocupasse sua mente há tempos.
Ela contou que olhando suas fotos da infância não entendia o porquê de sua mãe não lhe cuidar tanto quanto cuidava dela própria. Era uma menina agitada, mas isso não tirava a necessidade de cuidados de uma menina mais tranquila, talvez como a irmã dela. O cabelo por sempre despenteado a machucava. Parece algo tão insignificante para mim, mas a ela dói. E é na alma, perceptível. A mim não resta mais que consolá-la, tentar dizer que talvez tenha sido por a mãe achar melhor que ela fosse do jeito que era.
Ela contou que não entendia porquê não gostava tanto de sua mãe como deveria. Por quê ela não teve tanta atenção? Preocupação não adiantou para ela. Porque a preocupação nada mais é que o medo que está no outro, não em você. Ou seja, é um ato de egoísmo para ela. Ímpar. Ela não entende porque não foi como os amiguinhos. Ela não consegue ver que na verdade o problema não é com ela.
Não ter crescido com seu pai foi algo que por um tempo a angustiou, outro a revoltou e por ora ela compreende. Ela compreende que nasceu de um caso, mas que isso foi uma bênção, senão não poderia viver tantas coisas. Ela está feliz no momento. Está tranquila com ela mesma. Ela consegue enxergar as coisas por um outro ângulo. Que bom para ela. Por outro lado, o que a incomodava também passa a ser deixado para outro ângulo, que pena para os outros.
Ela me contou que não foi desejada por quase ninguém, além de sua mãe. Mas isso não a machuca. Isso a faz forte, e ela entende também o porque de sua sensibilidade em sua infância. Por mais que ela não soubesse porquê e sua mãe até desejasse que ela tivesse um filho tão chorão quanto ela, ela sabe, mesmo sem ser nenhuma gênia, que isso muito provavelmente foi pelo fato de não ter sido querida. Mas ela tornou-se forte.
Ela aprendeu a gostar dela mesma. Ela não se gostava. Não se achava bonita, apesar de muita gente assim a definir. Ela tem rido mais. Ela tem conhecido mais. Ela tem se permitido mais. E ela começou a descobrir sua verdadeira personalidade, e aquela que lhe foi ensinada, mostrada e provada como sendo muito boa, foi cremada. Por ela mesma.
Que seja muito feliz, minha melhor amiga.
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Postado por bruna em Jun 12, 2009 em
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relacionamentos
Claro, hoje é uma data linda, super propícia aos cartões de crédito, mas mesmo assim um dia deveras bonito.
Caio no clichê de que todo dia é dia dos namorados, e por ser uma relação horizontal, não vertical do tipo mãe/filhos ou pai/filhos, é uma relação que os dois têm que construir, caso queiram, é claro.
Cada dia que passo ao lado do Kiko aprendo e muito. Gostamos de conhecer cada vez mais o outro. Não cansamos um do outro. E talvez isso seja a diferença. A gente não quer sair sozinho pra preservar nossa “particularidade”. Não somos mais particulares a partir do momento que quisemos ficar juntos.
Somos amigos acima de tudo, contamos um com o outro, sem esperar repreensões, e sim compreensão e um colo, como todo mundo espera e deseja.
A gente observa demais tudo, e claro, os outros casais também. Por que parece que estamos há uns 2 meses juntos, sempre? Notamos o quanto é difícil achar um casal em que a mulher seja segura, confie no seu taco, enquanto o homem não queira apenas acrescentar a mulher em sua vida, achando que não tem que mudar nada e a mulher que tem que se adaptar à sua rotina, e se isso não acontecer, “ela não me entende”.
Acho que falta querer, amar. De fato, não perdemos nossa individualidade, nem podemos. Não nascemos grudados, mas os amigos dele, agora são nossos. As músicas que ele gosta e eu não, ao menos ouço, pra conhecê-lo melhor, e não significa que vou me matar pra querer gostar das mesmas coisas. É uma questão de querer conhecê-lo.
Acho que se não é uma entrega dos dois lados, uma entrega com confiança, não há relacionamento que aguente. Desconfiar, não querer estar perto, querer outra pessoa, pois acha que a que está com você não supre o que você quer, repense. No mínimo repense.
Tenho mais amigos que amigas, e sempre que os ouço falar de relacionamento, acabo falando basicamente uma mesma coisa: Converse. A gente, mulher, não morde. Por que tanta resistência? Queremos carinho, colo, se a gente tá implicando demais, desarme. Beije! Duvido que ela/ele resista… É aquela coisa, quando um não quer, dois não brigam. Fato.
Crescemos muito como casal. O Kiko é um homem fantástico, me domou. No melhor dos sentidos (ou não, ham ham…). Me fez parar com crises de ciúmes bobas, me fez enxergar o quanto isso significava minha falta de confiança em mim mesma. Claro, às vezes um ciuminho até faz o outro se sentir um pouquinho, não faz mal, mas bem pouquinho. Por outro lado, desde que ficamos juntos, tenho um desafio bastante grande com ele, que é fazê-lo falar mais. E acho que temos conseguido melhorar. Queremos melhorar.
Enfim, pessoas, espero que estejam curtindo o chameguinho bom, um cobertor de orelhas bem quentinho com esse friozinho. Amem, e se deixem amar!
Lindo, te amo. Obrigada por existir. Você é a construção que faltava no meu tijolinho
P.S.: Agora o Kiko também é participante deste blog, não só nos comentários mais
Logo logo ele escreve um post de apresentação, por enquanto, eu mesma escrevi uma pequena bio sobre ele, mas sou altamente suspeita, hohoho.
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Postado por bruna em Apr 2, 2009 em
2009,
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Bom, já tinha escrito bastante sobre as coisas que ia falar quando de repente meu computador desligou sem mais nem menos. Mas foi bom, vou tentar melhorar.
Essa semana toda, que pra mim começou no sábado, tem sido absurdamente aprendível. Sábado teve o 14 Encontro de Webdesign (#EWD), promovido pela Arteccom, e que por sorte, na última hora ganhei um ingresso no blog do Richard Barros. Foi muito legal, bem melhor que o que fui no ano retrasado e que me fiz prometer não ir mais. Valeu super a pena. O que tinha escrito antes do computador desligar, é que adotei um hábito muito saudável desde o ano passado. Comprei um bloquinho de notas, o que é super prático. Recomendo a todos, não dá trabalho e você deixa de confiar tanto na memória que sempre falha =)
Bom, vamos às palestras (Acabei vendo só as do #EWD, porque as do Encontro de TI - #ETI - de fato nada têm a ver com meu gosto):
Julius Wiedemann, da Taschen
Mesmo sabendo que o cara é muito bom, achei ele meio nervoso, sem saber controlar muito bem o nervosismo com o que ia falar. Mas falou muita coisa interessante, sempre com umas belas fotos que tinham a ver com alguma edição da Taschen sobre circo. Falou de:
- Entretenimento e web
- O que é entretenimento? Internet = diversão? Quanta gente se diverte por aí? Onde a gente se diverte então? Diverte tanto?
- Atualmente existem mais acessos a rede social do que acessos a e-mails.
- Facebooking = verbo incluído no dicionário norte-americano.
- Antigamente diversão era circo, dança, drama, música, ópera…
- Ranking de mais acessados na web deste ano: 1) Busca, 2) Informação, 3) Softwares, 4) REDE SOCIAL, 5) E-MAIL. Mostrou a inversão que teve em um ano entre o 4) e 5) item.
- Ele indicou esse artigo da Nielsen, sobre redes sociais, muito interessante.
Achei curioso que ele não comentou o que é entretenimento de fato. Uma vez ouvi essa explicação (não lembro onde, não estava com meu bloquinho, hoho…): Entretenimento = entreter entre dois tempos. Por ex.: Celulares viraram entretenimento, tanto que o que eu vejo de gente jogando no metrô não é brincadeira. Buscamos nos entreter toda hora. Precisamos nos entreter. Vivendo em cidade grande você é obrigado a se entreter, ou vira um amargurado de marca maior. As distâncias são grandes, portanto o tempo tem que ser usado com “sabedoria”. Ou não.
- Informação ou entretenimento
- Ou seria melhor Informação + Entretenimento?
- “O único endereço físico que uma empresa tem é o seu domínio na internet” (Julius Wiedemann)
- Segundo Marshall McLuhan: “A era da automação agora vai ser a era do DIYS (Do it your self)”
- Se o site não está bom, usuário vai para outro. Bem interessante isso, e fiquei conversando com o Anthony, da faculdade, que tem muito de não ter a cara para mostrar, né? Quando é fisicamente, que a gente está acostumado a ir a uma loja todos os dias, e de repente não vai um dia, no dia seguinte perguntam o porquê de não ter ido…
- A convergência tem que ser para o digital e para o entretenimento ao mesmo tempo.
- User experience, marketing experience, product experience. Google neles. Se alguém tiver boas referências, só falar que posto aqui.
- Desafios
- Com tanta diversão, o desafio é ter o tempo do usuário.
- Luxo do futuro: Tempo. Me dá uma dose de tempo, por favor?
- A internet é o problema de muitas indústrias, mas também é a solução.
- Realtime response: Entretenimento é web e web é entretenimento (ele citou o caso da Amazon, onde vc manda uma foto de uma página de livro e o sistema acha qual é o livro. Existe algo parecido com música, nesse link).
Luis Marcelo - Tecnopop
O cara é f***, designer nato. Trabalhou com Maria Rita, Gilberto Gil, e outros grandes nomes. O nome da palestra: “Como entreter um entertainer - As dicas para a felicidade incontestável e a prosperidade absoluta” =D. Segundo ele:
- O artista é uma pessoa como qualquer outra (João Gilberto é exeção, talvez) - Não sabia, ele comentou que JG não tem site. Peça rara.
- Para artista, internet é ferramenta de negócios e relacionamento.
- 5 dicas para a felicidade completa e o sucesso absoluto:
- Ouça o cliente (designers muitas vezes não ouvem porque eles acham que já sabem o que o cliente precisa).
- Envolva-se (em qualquer coisa na vida. Envolva-se!). Todo designer precisa ir onde o artista está (Tipo, se não sou fã de Vandinha do Axé, mas vou fazer o site dela, preciso ouvir, ir a shows, ver como é a vida dela. Não precisa ir ao Google, Vandinha do Axé é nome fictício. Eu acho).
- Não complique mais que o necessário (KISS - amei isso - Keep it simple, stupid. Kill your darlings, seja realista. ÓBVIO É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE. SE FOR O CASO, DEFENDA SUAS IDEIAS).
- Combine bem combinado. O cliente sempre quer um site lindão e funcionando. Fale com o cliente. E confirme se entendido. “Diga se entendido”. Não confie na capacidade de pensamento abstrato. Defina um interlocutor. Saiba sempre que…vai dar merda (excelente). Questione, duvide, comprove, verifique, revise, teste, reteste… O ACERTO DE ONTEM NÃO JUSTIFICA O ERRO DE HOJE.
- Prometeu, tem que cumprir. Nada tem mais impacto que a surpresa negativa. Cronograma não é uma abstração. “SÓ O IMPOSSÍVEL ACONTECE, O POSSÍVEL APENAS SE REPETE”. O caminho da felicidade absoluta é possível. Não é incrível?
Adorei. O cara conseguiu aliar muitas coisas que ele já viveu com um bom humor impressionante. Muito bom mesmo.
Gil Giardelli - Permission
O cara é simplesmente foda. Simples, mas muito simples assim. Daqueles do que eu quero ser quando crescer. Vamos às lições:
- Nacemos designers, apenas esquecemos. - Achei sensacional, é uma coisa que sempre falei com meus professores. Nossa criatividade quando somos pequenos, nossa falta de pré-conceitos, é tudo tão mágico, até de repente sabermos que não podemos brincar com certos brinquedos, porque é do sexo oposto, ou achar menina chata e menino mais chato ainda… aquelas coisas. Mas de fato, a faculdade tem me feito tentar resgatar um pouco do que eu era, mesmo sem saber…
- VOCÊ É O QUE COMPARTILHA. - Muito legal o que ele falou. Faço parte da geração compartilhamento. Compartilhamos conhecimento, experiências, vontades, raivas, pensamentos… Não tem nada pra nos segurarmos. Somos capazes de aprender muito devido à colaboração alheia de encher a Wiki de artigos. É fantástico, e me orgulho de pertencer a essa geração.
- Chega de ser consumidor!!!! - Outra coisa fantástica, e que até cabe uma coisa que tenho feito esse ano. Tenho tentado mudar alguns hábitos, e é complicado, mas jurei pra mim mesma que esse ano não compraria nada além do necessário. Cheguei a essa conclusão quando vi o quanto tinha de roupa que nem cheguei a usar ainda. Já foram 3 meses, e eu só comprei um shortinho que estava na promoção porque tenho certeza que vou usar muito. Fora isso, não vou comprar mais sapatos ou roupas desnecessárias. É muito bom ter essa consciência, e não foi nem um pouco fácil no começo.
- Menos hierarquia. Somos coletivos. Somos coletivos. E somos coletivos. - Preciso dizer isso muitas vezes pra mim mesma. Esqueço de vez em quando…
- Fim do individualismo. - Achei interessante, legal e tudo mais, mas fiquei um pouco na dúvida. Acho que ele disse isso com relação à internet, porque o que mais vemos na mídia hoje é um individualismo cada vez mais propagado, não? Ou tou muito enganada? Todo mundo só olha pro seu nariz….
- Tempos de revolução. REVOLUCIONE!!!!
- Mundo já foi agrícola, já foi industrial, e agora é um grande laboratório.
- Os melhores eram os “segundos”. Picasso e Dali não eram reconhecidos como os melhores na época deles.
- Somos da geração da generosidade.
- 4C’s: Conteúdo, colaboração, comunidade, comércio.
- SIMPLICIDADE É A ARTE DA COMPLEXIDADE.
- Aprenda, continuamente. Seja fazendo um curso de vinhos, de pintura, mas aprenda. Sempre. Ele falou outra coisa muito interessante. Que diploma de graduação deveria ter prazo de validade de 1 ano, para a pessoa ser obrigada a se atualizar sempre.
- SER INOVADOR É TER ÉTICA. EXIJA RESPEITO. RESPEITE.
- Alguns dos sites que ele mostrou. Vamos ajudar. Vamos fazer parte. Vamos mudar nosso mundo. Classroom 2.0 (Discussão sobre educação), GoodPlanet.com, The Huffington Post, Eco-Bounty, Coletivu, We can solv it, entre outros…
E aí termina o #EWD. Ainda teve o Roberto da Agência Frog, e até gostei da palestra dele, mas não achei que ele tenha falado grandes novidades. Gostei muito dos outros 3, e senti muito de não ter feito a oficina de Empreendedorismo do Gil Giardelli, espero que disponibilizem pra quem quiser ver =).
Também conheci várias @ do twitter, foi muito legal, mas fiquei basicamente com o Cayo (@yogodoshi) e o Anthony (@anthony).
[UPDATE] Como ia me esquecer? Conheci o meu segundo guru na web. Fiquei tão emocionada, conheci o Maujor. Antes de trabalhar com o Fabinho na 3Jane (grande profissional, me ensinou muito), minhas únicas referências em código eram o Maujor e o Bruno Dulcetti. Como o Rio é um ovo, conheci o Dulcetti através de amigos da faculdade, e agora o Maujor no encontro. Um fofo. Adorei!
Só pra encerrar o assunto de design, ponho aqui um link que fala de Brainsession, que o Cris Dias colocou no blog dele, em que começa meio morno, mas vale muito a pena, é muito interessante ver como nosso cérebro funciona, como temos que explorar nossas capacidades. E explorar isso em nossa profissão. Vamos instigar, né?
Agora vamos mudar de assunto, porque vou falar do meu domingo, onde aprendi demais também. Esse trimestre fiz a monitoria de Tipografia da turma da tarde, uma turma que eu estava bem receosa em estar, mas que acabou sendo super legal, onde sei que melhorei e conheci pessoas muito legais =). Uma delas foi o Marcos Melo, que tem uma ONG aqui no Rio de Janeiro, chamada Essência Vital, onde eles têm vários projetos super interessantes, visando o bem estar, desenvolver o senso crítico, difundir o conhecimento, bem aquilo do compartilhamento, que o Gil Giardelli falou na palestra dele. Lá na ONG, o Marcos trabalha com soropositivos, com métodos alternativos de tratamento, pois como ele diz, o governo fornece os coquetéis, que são muito pesados para o organismo, mas esquecem de cuidar do psicológico, do lado espiritual e tudo mais. É muito bonito o trabalho pelo que ele me conta, e tenho aprendido muito com as Newsletters deles. Assinem, vale a pena. É trabalho de formiguinha, mas temos que revolucionar. Temos que mudar nosso mundo, gente.
Cresci com um pediatra que é homeopata. Raríssimas vezes tomei alopatia quando criança, e mesmo agora evito o quanto posso. Não gosto. Sempre tem efeito colateral. E nessas newsletters e no que converso com ele tenho aprendido muito mais do que qualquer médico já me falou, além do que foi meu pediatra.
Enfim, tudo pra falar que domingo começaram as palestras desta ONG, cujo projeto é chamado “Vibração positiva”, e a palestra foi “Alimentos x Imunidade”. Confesso que até sabia algumas coisas, tive sorte de minha mãe ser bem natureba e ter ensinado muita coisa prática, mas aprendi muito também, como falo a seguir. A palestra foi dada pela nutricionista Dra. Christina Maia. Anotei o que tinha mais a ver com a nossa rotina aqui de casa, mas no site dela tem bastantes coisas, vale a pena a visita, mas agora seguem anotações:
- Nosso intestino é responsável por 80% de nossa imunidade. - Isso foi revelador, nunca imaginei. Poderia pensar em pulmão, fígado, mas intestino…
- Pela sabedoria oriental, a origem de todas as doenças está no intestino.
- O intestino é responsável por: Absorção, síntese e imunidade.
- A serotonina (aquela responsável pelo prazer, tão na moda) é fabricada em maior parte pelo intestino.
- Não é de se espantar que é verdade que quando alguém fica muito tempo sem ir ao banheiro fica de mau-humor.
- O que faz nosso intestino funcionar: Fibras + ÁGUA. Não esqueça da água, somente as fibras podem piorar o quadro. Temos que comer de 25 a 35g de fibras por dia.
- Existem 2 tipos de fibras: as solúveis (maçã, banana) e as insolúveis (alface).
- Devemos consumir cereais integrais, que pelo próprio nome já diz que ele é íntegro, sem perda de nutrientes e fibras.
- Nossa excreção se dá por: Suor + fezes + urina.
- TODA GORDURA VEGETAL NÃO AUMENTA O COLESTEROL. Abacate liberado =).
- Alimentos funcionais: Previnem doenças (cogumelos, iogurte e leite fermentado, acerola, peixes de água fria, óleos, sementes e frutas oleaginosas - castanha do pará, nozes - , algas, cenoura, vegetais crucíferos - brócolis, repolho, couve, couve-flor -, temperos).
- Gengibre: Ótimo para digestão (cozinhar com uma rodela de 2cm já é o suficiente).
- Sucoterapia: Faça suco do que quiser. Misture, arrisque. Fazer sucos de frutas + hortaliças + germen de trigo, levedo de cerveja ou semente de linhaça.
- Açúcar: comprovado que pode aumentar tumores cancerígenos.
- Adoçante recomendado: Stevia.
- “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.
E foi isso, foi muito legal também, e acho que vale a pena tentar pôr em prática algumas coisas. Tava falando ontem com um amigo, que não gosto também de ser radical e simplesmente mudar tudo da minha vida em 1s. Se sinto prazer em comer algumas besteiras, não vou deixar de fazê-lo de repente. Acho que tem que ser natural. Mas também posso dizer que alguns hábitos que já mudei já me fazem sentir diferença durante os dias, como melhora de humor e mais disposição.
Bom, por hoje é “só”. Espero que gostem e que tenha alguma coisa nova aqui para vocês =)
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