Designer para quem quer ser designer
Mais uma vez, venho falar do Infnet. Não, não são reclamações ou algo revolucionário. Esse trimestre tem sido bem interessante, tomando interessante por “aprendível”. Estamos com disciplinas boas (Áudio e Vídeo, Roteiro e Storyboard e Processos Criativos) e bons professores.
O Pojucan, de Roteiro e Storyboard é uma peça, e particularmente tenho gostado bem das aulas dele. Ele incentiva a gente a pensar, por mais que talvez ainda não tenha tanta didática, como ele mesmo já disse. Mas foi o único que nos fez não ter aula na frente do computador, e acho sim que devíamos ter tido bem mais aulas assim.
Mas é sobre o Léo Caldi, de Processos Criativos, que vou falar. Tivemos poucos professores designers de formação. Podemos contar nos dedos os que tivemos, o que é extremamente necessário numa faculdade de design (tum!). Logo de início, sem nem começar a primeira aula, ele pareceu ser super gente boa, querendo se integrar, falando com a gente no corredor, etc… E quando ele começou a aula, tava tudo bem… Mas não sei bem o que aconteceu, ele travou de repente. Acho que foi porque nosso Waltem falou sobre a turma (dos problemas iniciais na facul - pois por sermos primeira turma, tivemos “alguns” problemas), mas ele falou super de boa, só contando mesmo sobre como somos. Só para ele se situar. Mas acho que por ser a primeira turma dele também (aqui na facult), misturou ansiedade com medo de frustração, não sei…
Mesmo assim depois ele continuou a aula, tava bem legal, a gente tava até mais participativo, tentando ajudar mesmo, mas não deu, não era o dia dele e ponto final. Mesmo assim ele ainda deu uma aula legal. Mas a segunda aula já foi tudo de bom. Adorei. E acho que o pessoal também gostou, pois muita gente participou. E ele só foi melhorando. Enfim, posso dizer que foi 01 aula que o prof. travou e as outras certamente já serviram para apagá-la e superar imensamente…
Só para terem ideia, que eu me lembre, foi o único professor (em quase 3 anos) que deu uma prova no papel para desenharmos. Sim, e fomos mal [/orgulho mode off]. Pois é, isso tem uma lição bem boa: Precisamos de professores que sejam designers se quisermos ser designers. Lógico. E eu digo, talvez eu tenha reclamado de muitos professores, mas esse está sendo fundamental para nossa formação. Talvez já não estejamos mais tanto no pique de irmos atrás do que é falado (nunca é tarde, mãs…), mas certamente se tivéssemos tido mais professores assim, seríamos profissionais melhores.
É isso, pessoas, precisamos de mais professores que sejam bons e consigam incentivar nossa criatividade. E claro, precisamos nos esforçar para chegar onde queremos… =)
Besos
Realmente no primeiro momento eu fiquei balançado se o Leo aguentaria a barra ou não… Mas vi que foi um momento de insegurança passageiro.
As aulas dele tem sido bastante produtivas e somasse ao hall dos poucos professores que realmente nos colocaram para pensar como designers - e trabalhar como. Tenho gostado do rumo das discussões nas aulas e principalmente pelo professor ter seu ponto de vista formado sobre as situações propostas. (Mesmo que algumas vezes ele mesmo admita que já foi criticado por outros designers devido a certa postura)
Eu também me arrebentei na prova, de uma forma que não esperava… Mas também tive muito mais dificuldade na prova do que eu esperava, o que de certa forma talvez justifique a nota… Mas quanto a isso vou esperar primeiro pelos comentários dele.
Nós sempre reclamamos, porém quando o Infnet acerta, temos que dar o braço a torcer. Estou gostando bastante das aulas neste trimestre… Espero que o “trem” continue andando no rumo certo.
Abraços Bruninha! o/
Acho que das coisas mais importantes em um professor é realmente conseguir instigar os alunos a pensarem, a questionarem, e tirar dos alunos o interesse em aprender. E infelizmente, isto tem sido raro na cadeia de educação no Brasil. Tudo parece muito mecanizado. Os alunos acham que só têm que decorar o que o professor passa e o professor acaba aceitando esta situação. Por isto fico tão feliz de ver que vc e vários de seus colegas correm atrás de questionar as coisas que estão ruins pra tentar melhorar o curso, a faculdade e as pessoas. Conte sempre comigo.