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Hoje é dia de todo dia

Postado por bruna em Jun 12, 2009 em amor, pensamentos, relacionamentos

Claro, hoje é uma data linda, super propícia aos cartões de crédito, mas mesmo assim um dia deveras bonito.

Caio no clichê de que todo dia é dia dos namorados, e por ser uma relação horizontal, não vertical do tipo mãe/filhos ou pai/filhos, é uma relação que os dois têm que construir, caso queiram, é claro.

Cada dia que passo ao lado do Kiko aprendo e muito. Gostamos de conhecer cada vez mais o outro. Não cansamos um do outro. E talvez isso seja a diferença. A gente não quer sair sozinho pra preservar nossa “particularidade”. Não somos mais particulares a partir do momento que quisemos ficar juntos.

Somos amigos acima de tudo, contamos um com o outro, sem esperar repreensões, e sim compreensão e um colo, como todo mundo espera e deseja.

A gente observa demais tudo, e claro, os outros casais também. Por que parece que estamos há uns 2 meses juntos, sempre? Notamos o quanto é difícil achar um casal em que a mulher seja segura, confie no seu taco, enquanto o homem não queira apenas acrescentar a mulher em sua vida, achando que não tem que mudar nada e a mulher que tem que se adaptar à sua rotina, e se isso não acontecer, “ela não me entende”.

Acho que falta querer, amar. De fato, não perdemos nossa individualidade, nem podemos. Não nascemos grudados, mas os amigos dele, agora são nossos. As músicas que ele gosta e eu não, ao menos ouço, pra conhecê-lo melhor, e não significa que vou me matar pra querer gostar das mesmas coisas. É uma questão de querer conhecê-lo.

Acho que se não é uma entrega dos dois lados, uma entrega com confiança, não há relacionamento que aguente. Desconfiar, não querer estar perto, querer outra pessoa, pois acha que a que está com você não supre o que você quer, repense. No mínimo repense.

Tenho mais amigos que amigas, e sempre que os ouço falar de relacionamento, acabo falando basicamente uma mesma coisa: Converse. A gente, mulher, não morde. Por que tanta resistência? Queremos carinho, colo, se a gente tá implicando demais, desarme. Beije! Duvido que ela/ele resista… É aquela coisa, quando um não quer, dois não brigam. Fato.

Crescemos muito como casal. O Kiko é um homem fantástico, me domou. No melhor dos sentidos (ou não, ham ham…). Me fez parar com crises de ciúmes bobas, me fez enxergar o quanto isso significava minha falta de confiança em mim mesma. Claro, às vezes um ciuminho até faz o outro se sentir um pouquinho, não faz mal, mas bem pouquinho. Por outro lado, desde que ficamos juntos, tenho um desafio bastante grande com ele, que é fazê-lo falar mais. E acho que temos conseguido melhorar. Queremos melhorar.

Enfim, pessoas, espero que estejam curtindo o chameguinho bom, um cobertor de orelhas bem quentinho com esse friozinho. Amem, e se deixem amar!

Lindo, te amo. Obrigada por existir. Você é a construção que faltava no meu tijolinho ;)

P.S.: Agora o Kiko também é participante deste blog, não só nos comentários mais ;) Logo logo ele escreve um post de apresentação, por enquanto, eu mesma escrevi uma pequena bio sobre ele, mas sou altamente suspeita, hohoho.

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Buenos Aires - El retorno

Postado por bruna em Jun 12, 2009 em 2009, viagem

Bueno, está foi a segunda vez que Kiko y yo fomos à cidade porteña juntos. Foi muito, mas muito bom =) Além do fato de nós dois estarmos lotados de coisas pra fazer ultimamente e ter sido uma ótima “mini-férias”, foi excelente porque não nos preocupamos com os pontos turísticos já conhecidos na primeira vez, em 2007.

Para começar, decidimos ir porque a Gol lançou uma promoção há um mês mais ou menos, onde a viagem para lá estava mais barata que uma ponte aérea. Aí fomos procurar hospedagem, e ficamos um pouco preocupados, porque a diária do hotel que nós ficamos da primeira vez estava em US$80,00, e ia ferrar o esquema de ir com um baixo custo pra lá. Acabei comentando com alguns amigos sobre isso, e o Léo Caldi deu uma ótima dica, que é a ByT Argentina, que é um portal para aluguel de apartamentos, e você escolhe onde quer ficar, e é ótemo para todos os bolsos e famílias ;) Escolhemos este daqui, pela localização, que é ótima, mas o apartamento ficava na frente do elevador (que tinha aquelas portas que você tem que correr duas portas para abrir, ou seja, barulhentas) e tínhamos uma vizinha que não sabia controlar os filhos pequenos, que choravam o tempo inteiro, então este foi o único porém.

O clima estava ótimo, tempo bom para andar e comer bastante, hohoho. Mas me lembrou muito São Paulo no inverno. O ar estava muito seco, nossos narizes sangraram um pouquinho e incomodou um pouco a vista, mas céu azul full time e uma temperatura em média de 16 graus, mucho bom!

Mas o que foi legal mesmo é que pegamos várias dicas de onde comer bem, e não onde comer bem para turistas, mas para os locais, o que foi ótimo, porque nos garantiu um ótimo custo/benefício. Peguei em alguns blogs (blog da Lalai, dicas do Marcelo Barbão, dicas da Rachel Verano, blog da Turista Acidental e dicas excelentes do Fabiano Goldoni - vai lá no dia 11/12/2008) várias referências, então se algo coincidir aqui, não é mera coincidência ;)

Algumas dicas de sobrevivência: NUNCA troque seu dinheirinho logo que chegar em Bs. As. Você vai achar que o único lugar aberto é antes de sair daquela salinha das malas, mas há vida depois de lá. E o melhor, há o Banco de la Nación, aberto 7 dias por semana, 24h por dia, e com a taxa mais justa, é fato. Vale a pena esperar um pouquinho na fila, quando fomos, R$1,00 estava valendo $1,57. Li bastantes coisas falando de trocar pouco dinheiro, só para pegar o taxi até o hotel e alimentação e usar o cartão de crédito. Preferimos trocar uma quantidade que mais ou menos estipulamos para nossa viagem e boa. No finzinho ainda faltou um pouco, mas aí seguimos a sugestão do site do governo portenho, que vale super a pena baixar o guia básico em português. Super útil, ainda mais para quem vai pela primeira vez. Anotem o endereço e telefone da delegacia de turista e do SAME, serviço de saúde de lá.

Outra dica: Soubemos que a cidade está mais violenta, por causa da crise, e até já soubemos de uma morte de um brasileiro por assalto. Então fomos bem mais cautelosos dessa vez, daquelas dicas de andar com dinheiro espalhado pelo corpo, documentos escondidos naquelas pochetes internas, que ficam ou na cintura por baixo da camiseta. Além claro de olho aberto em todos os lugares.

Uma das dicas mais importantes: NUNCA peguem taxi sem ter o nome do Radio Taxi no carro. Primeiro, todos percebem que não somos de lá, por mais que usemos nosso melhor espanhol, acho que é a cara, só pode. Desde que estávamos pesquisando de ir pra lá lemos várias vezes que estavam passando muitas notas falsas, para ficar de olho, aquelas coisas. Assim que chegamos no Banco de la Nación, perguntamos para o atendente sobre isso, e eles têm até um folheto explicativo, mostrando uma dica para reconhecer uma nota falsa. Explico: Eles falam para prestar atenção na numeração da nota que você entregou. Aqueles numerinhos, que você nunca olha, sabe? Pois é, assim como você, a gente não entendeu o porquê daquilo, afinal, se estamos entregando uma nota, é para devolverem algum troco, se for o caso, né? Então, um dia, quase 2h da manhã, saindo de um restaurante de Puerto Madero, pegamos um taxi que estava parado em frente, um carro capengão (comum por lá), mas boa. E o taxista super falante, falando que já esteve no Brasil, se apaixonou por uma mulher na Bahia, e coisa e tal, super simpático mesmo. Aí chegamos e deu por volta de $12. O Kiko deu uma nota de $50 e ele segurou ela e perguntou se não tínhamos menor. Ficamos procurando, e tínhamos um pouco menos que $12, mas ele aceitou de boa e devolveu a nota de $50. Já viram o fim da história? No dia seguinte, quando fomos comprar alguma coisa, o Kiko deu a nota e era grosseiramente falsa. Mas muito, muito tosca. Impressa provavelmente em casa. Ficamos com muita raiva, e a dica que damos é: Sempre peguem Radio Taxi (passa toda hora, em qualquer lugar), tentem conversar com o taxista, para saber o nome dele (usei a técnica de que íamos precisar de taxi pra voltar pro aeroporto, aí eles passam tudo quanto é informação) OU se passarem uma nota alta, não ceda ao capricho de diminuir o valor, ele vai te enganar nesse segundo, pode ter certeza.

Bom, outra coisa legal de lá é que é tudo plano, então não cansamos como aqui, que temos bastantes ladeiras, sobe e desce direto. Mal tem curvas por lá. As quadras são divididas de 100 em 100, não como aqui em que uma rua é de 30 a 40 e a outra de 41 a 120, por exemplo. Então se você está no número 100 de alguma avenida e precisa chegar ao 900, é certo que vá andar 8 quadras.

Bom, agora vamos aos passeios e comilanças de fato. Como falamos no começo, não nos preocupamos tanto com pontos turísticos. Fomos numa de viagem gastronômica, e foram ótimas as dicas encontradas. Vou falando por ordem de data, para facilitar:

Domingo, primeiro dia: Como da primeira vez fomos embora num domingo de manhã, não tínhamos curtido a feirinha de antiguidade de San Telmo, então nosso ponto de partida foi lá. A feirinha é muito legal, nos impressionamos com a quantidade de talheres de prata à venda. Numa pracinha em frente ficamos com a impressão que as pessoas se reunem para dançar um tango, casualmente. Mas não é só na feirinha que tem antiguidades, toda San Telmo é lotada de lojinhas do gênero. Quando fui ao TMDG ano passado comprei uns bloquinhos ótimos de anotação, então uma das coisas que queria comprar eram os tais bloquinhos, e no mesmo bairro tinha uma papelaria que vendia, a Tienda Palácio (Defensa, 926), que apesar de carinha, é linda e tem vááárias coisas que você quer levar pra casa. Uma tentação.

Fomos também a uma padaria indicada, na rua Peru, entre a r. Humberto e r. Carlos Calvo. Muito gostosinha, e apesar de terem falado das empanadas, não gostamos tanto assim, porque era requentada, e a massa acaba ficando meio murcha. Mas os alfajores foram uma ótima dica, é caseiro, e a massa super suave, um ótimo achado.

Ficamos ainda andando pelo bairro, fomos à Cualquier Verdura, uma casa vintage onde tudo está à venda, muito fofa. Fiquei apaixonada pela cozinha! Também fomos à Galeria Mercado de San Telmo (Defensa, 961), com várias coisas antigas. Também tinha uma igrejinha super bonitinha por lá, e ficamos assistindo um pouco da missa em espanhol. Tudo isso para fazer um pouco de hora e ir ao restaurante Brasserie Petanque, super lindo, e bem gostoso. Eu pedi sorrentinos e o Kiko pediu lomo com batatas, e estava tudo muito bom. O atendimento é ótimo, o ambiente é uma delícia. Nossa nota: 9,5 (tanto para comida como custo/benefício).

Segunda-feira: Acordamos com as pessoas pegando o elevador para irem trabalhar e aproveitamos para sair junto. Claro, tínhamos que ir ao Tortoni, uma paixão turística, deliciosa e tudo de bom. Sempre demos sorte, mas em algum dos blogs lemos que o ideal é ir lá depois das 9:30h, porque antes disso é capaz de se pegar fila, pois o pessoal local também vai lá. Depois que conhecemos os tradicionais espanhóis churros com chocolate, ficamos apaixonados. E quando fomos a primeira vez a BsAs, não conhecíamos tal delícia. E agora que voltamos, vimos que na Argentina também é tradição, e lá no Tortoni é divino, fica a dica. Logo depois fomos pra Palermo, em uma livraria indicada maravilhosa, a “Boutique del Libro” (r. Thames, 1762), em que não dá a menor vontade de sair de lá. Boa para tomar um café vendo bastantes livros. Pena que são tão caros :( Depois ficamos andando pelas ruas de Palermo, lindas, e achamos uma lojinha de cd’s que tinha um de “Tango & Beatles”, fácil de deduzir, né? Aí segui a dica do Cláudio Gil de ir à Papelera Palermo. Quase não fomos, achei que era uma papelaria normal….ah como ia me arrepender se não fosse…. é divina, tudo lindo, bem feito, cada papel, cada detalhe… comprei um caderno de papel feito a mão, vários papéis e uma pena metálica, que ainda não testei. Depois andamos mais um pouco e fomos a outra recomendação, o restaurante “El Preferido de Palermo”, onde o escritor Jorge Luis Borges almoçava. Muito aconchegante, é um bar com cara de bar, mas com um charme a mais. Muito barato, pensamos que os pratos fossem pequenos pelo preço. Só engano. Cada um pediu um prato e sobrou um monte. Eu pedi um bife à milanesa e o Kiko pediu uma vacío (fraldinha), e estavam muito bons. Nossas notas: 8 para a comida e 9,0 pelo c/b.

Depois do almoço fomos ao MALBA (Museu de arte latinoamericana de BsAs), muito bom, onde vimos o original do Abaporu (Tarsila do Amaral), Fridah Kahlo, Botero e outros. Não é um museu grande, vale super a pena e não é cansativo. Às terças é fechado. Tomamos um café e fomos para o apartamento, estávamos cansados. À noite acabamos indo à Galeria Pacífico, comemos no Burguer King e tomamos um sorvete de frutas no Freddo.

Terça-feira: Acordamos e seguimos outra dica, a de tomar café no “Café de La Rambla” (Posadas con Ayacucho - Recoleta), um clima super gostoso e sem ser turístico. Nossa pedida foi a dica do chocolate caliente com medialunas. Ótimo pra começar o dia =) E o lugar é lindinho, vale super! Depois fomos ao “El Ateneo”, que é outro da série turística e que toda vez que formos iremos lá. Mas tem que ser o da Av. Santa Fé, que é onde era o teatro, lindíssimo. Vale o cafezinho caritcho com livros para saborear ;)

Andamos mais um pouco e já era hora do almoço. Fomos ao “El Cuartito” (Talcahuano, 937), um lugar super agradável também, onde a recomendação foram as empanadas. Que estavam de fato muito gostosas. Mas aí resolvemos pedir uma pizza, já que vimos que todos estavam pedindo, mas não foi uma boa ideia, não recomendamos. A pizza é razoável, mas certamente se acham melhores, como falaremos mais adiante. Mas o lugar é legal e tem fotos de vários times de futebol e de outros esportes também, com direito a camisa autografada do Maradona e foto do Senna.

Depois fomos à Plaza San Martín, tiramos algumas fotos e voltamos pro apartamento para dormirmos um pouco e ir ao Tortoni à noite para ver tango.

O Tango do Tortoni foi indicado em vários blogs como imperdível, mas honestamente não gostamos muito. É muito teatral, com pouca dança. Falamos isso em comparação com nossa primeira vez, em que fomos à Esquina Carlos Gardel ($245), que se não nos enganamos é um pouco mais caro que o Tortoni ($70) e dá de mil, além de eles terem nos pegado no hotel e ter o jantar incluído. Também teve outra coisa que me irritou, que foi uma apresentação de uma dupla de música folclórica argentina que tocou malambo, e eu tenho um problema sério com barulhos muito altos, me deu vontade de sair correndo dali. Nada contra danças folclóricas, é super legal, mas estávamos ali para ver tango.

Como tínhamos lido que a comida de lá não era muito recomendada, resolvemos ir a Puerto Madero para o jantar, e onde depois levamos o golpe da nota falsa, como falamos no começo. Decidimos jantar no “La Caballeriza” (Alicia Moreau de Justo, 580), que acabou sendo nossa refeição mais cara, apesar de termos dividido um prato. Pedimos uma empanada de carne cada, que foi eleita a melhor empanada de BsAs, onde podemos dizer que é boa, mas não a melhor. Ela é frita, mas o recheioé ótimo, mas mais pareceu um pastel bem recheado que empanada. Dividimos um bife com batatas fritas (pode estar parecendo repetitivo, mas é que a carne deles é sensacional. Se você pede bem passada, não é como aqui que vem quase queimada, simplesmente não vem vermelhona, vem super suculenta e saborosa). Deu super de boa para nós dois. O atendimento foi um pouco lento, apesar de estar bem vazio pela hora (era quase 1h). Bem para turista, mas bem gostoso. Nossa nota foi 9 para comida e c/b 8.

Quarta-feira: Tomamos café no Tortoni e decidimos ir para Belgrano, bairro que mal consta nos mapas turísticos, mas que é a continuação de Palermo e com metrô super acessível. Gostamos de lá, andamos a avenida principal (Av. Cabildo), mas acho que por não conhecermos acabamos nem entrando em loja alguma. Mas lemos que lá é mais barato que comprar na Florida. Fomos mesmo pra lá porque em um dos blogs havia indicação de dois lugares para comer empanadas, e que foram nosso almoço. A primeira foi a “Plaza del Carmen” (Av. Cabildo, 2500), onde foi indicada a empanada caprese. De fato, deliciosa, e o lugar super gostosinho também, mas é mais um grande restaurante que aconchegante. Eu (Bruna) acabo gostanto mais das empanadas de carne, porque as de outros sabores, principalmente com queijo, acabam me parecendo mais uma pizza fechada que empanada. Mas é super gostosa, recomendadíssimo. Acabamos comendo só isso lá porque tinha outro lugar pra ir. E lá fomos nós para o “La Paceña” (Echeverría, 2570), que foi eleita por nós a segunda melhor empanada ever. Como quem nos indicou falou, a massa é imperdível, absolutamente gostosa, acho que eles misturam farinha de milho, fica super crocante e deliciosa. E são feitas na hora. Caímos no erro de pedir uma e depois outra, e o atendende não gostou muito, disse que tínhamos que pedir tudo de uma vez, mas demorou um pouquinho e ficou tudo bem =). Adoramos. O Kiko pediu uma de carne suave e outra de presunto e queijo roquefort, que ele adorou. Eu pedi a de carne suave e depois a de carne picante. Recomendada para quem realmente gosta de coisas picantes, porque nem aguentei terminá-la, hehehe. Nunca tomei tanta coca-cola na minha vida, foi quase 1l para acalmar a língua, hehe. Mas muito boa também, até onde aguentei não me arrependi ;) Nota 10!

Depois fomos de metrô até Palermo e tentamos ir ao Museu Nacional de Belas Artes (Rodin, Monet, Renoir, El Greco, Goya…), mas estava fechado por causa de uma paralisação dos funcionários (manifestações são super comuns por lá. Povo mais politizado.), então voltamos pro apartamento, descansamos um pouco e fomos jantar. Que jantar. O melhor jantar ever. Fomos também por uma indicação no “Soberbo 22″ (Fitz Roy, 4691), em Palermo. Pedimos uma salada de rúcula com tomate cereja, tomate seco, queijo parmesão, palmito e cogumelos (super bem servida, dividimos tudo), pedimos uma carne e uma batata com cebola (tem um nome, esqueci qual…), além da entradinha cortesia de duas empanadinhas de carne e pães com um molhinho delicioso. Perfeito! Nota 10!

Depois fomos ao “The Cavern Club”, onde só tocam bandas covers dos Beatles (dã) e que tínhamos ficado na vontade na primeira vez que fomos. Foi a banda Rolldies que tocou, e basicamente o lado C dos Beatles, hehe. Gostamos, mas o baterista, segundo o Kiko, era muito fraco e não merecia os pratos Zildjian que eram tocados, hehehe.

Quinta-feira: Resolvemos arriscar e seguir uma sugestão de ir pra Recoleta e escolher um café aleatório para tomar el desayuno. Nos agradou o Café Victoria, com o patiozinho lindo e cheio de árvores perto, é em frente à pracinha do cemitério. Como era nosso último dia, caprichamos, pedimos um super café, e estava delicioso. Tenho um sério problemas com pombos. Nunca gostei deles, e a definição mais exata que já ouvi foi a do meu professor de Biologia do colégio, que era que “pombos são ratos com asas”. E como era aberto e com comida, o que tinha bastante eram pombos gordos e querendo nossa comida. E como tem em qualquer lugar, tem uns espertões sempre dando comida para eles. Mas, resumindo, tem bastantes pombos. E por favor, não dêem comidas aos pombos.

Depois fomos ao Museu de Belas Artes, e estava aberto =) Curtimos muito, super vale a visita. O segundo andar foi um pouco dispensável para nós, mas para quem gosta de cultura local, é deveras interessante!

Depois ficamos andando pela Recoleta, que é lindíssima, e fomos a uma última sugestão de empanadas. O “La Cholita” (Rodriguez Peña, 1165), onde a sugestão era carne picante. O lugar é lindo, mas quando fui pedir a empanada, ele disse que era ao lado, que era do mesmo dono, mas que a especialidade era massas. Meo Deos. De novo. Meo Deos. Massas para nenhum, nenhum paulistano pôr defeito. DI-VI-NO. Chama-se “Cumaná”.  O clima é delicioso, as empanadas divinas. Íamos ficar só nas empanadas assadas em forno a lenha (pedimos de carne e carne picante, que era picante mas suportável), mas não resistimos, vimos alguns pratos serem servidos e ficamos com água na boca. Pedimos um calzoni GRANDE (não sabíamos que era tão grande, dá perfeitamente para 4 pessoas com muita fome) de presunto, queijo e champignon. E além de ser assado em forno a lenha, vem com muita cebola com orégano em cima. Muito, má muito gostoso. Pedimos 3 cocas-colas também e sabem por quanto saiu tudo isso? $50 já com gorjeta. Pena que foi o último que fomos, mas foi perfeito.

Depois fomos andando bastante (para diminuir a culpa na consciência de ter comido tanto) e chegamos no apê. Fomos ao Tortoni pela última vez para comprar 2 canecas e tomar um cafezinho con crema, perfeito claro.

E por último, voltamos pro apê, tentamos dormir um pouco e fomos embora… A viagem foi ótima, valeu super a pena, é uma cidade encantadora.

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Vivendo e aprendendo muito

Postado por bruna em Apr 2, 2009 em 2009, Rio, eventos, pensamentos

Bom, já tinha escrito bastante sobre as coisas que ia falar quando de repente meu computador desligou sem mais nem menos. Mas foi bom, vou tentar melhorar.

Essa semana toda, que pra mim começou no sábado, tem sido absurdamente aprendível. Sábado teve o 14 Encontro de Webdesign (#EWD), promovido pela Arteccom, e que por sorte, na última hora ganhei um ingresso no blog do Richard Barros. Foi muito legal, bem melhor que o que fui no ano retrasado e que me fiz prometer não ir mais. Valeu super a pena. O que tinha escrito antes do computador desligar, é que adotei um hábito muito saudável desde o ano passado. Comprei um bloquinho de notas, o que é super prático. Recomendo a todos, não dá trabalho e você deixa de confiar tanto na memória que sempre falha =)

Bom, vamos às palestras (Acabei vendo só as do #EWD, porque as do Encontro de TI - #ETI - de fato nada têm a ver com meu gosto):

Julius Wiedemann, da Taschen

Mesmo sabendo que o cara é muito bom, achei ele meio nervoso, sem saber controlar muito bem o nervosismo com o que ia falar. Mas falou muita coisa interessante, sempre com umas belas fotos que tinham a ver com alguma edição da Taschen sobre circo. Falou de:

- Entretenimento e web

  • O que é entretenimento? Internet = diversão? Quanta gente se diverte por aí? Onde a gente se diverte então? Diverte tanto?
  • Atualmente existem mais acessos a rede social do que acessos a e-mails.
  • Facebooking = verbo incluído no dicionário norte-americano.
  • Antigamente diversão era circo, dança, drama, música, ópera…
  • Ranking de mais acessados na web deste ano: 1) Busca, 2) Informação, 3) Softwares, 4) REDE SOCIAL, 5) E-MAIL. Mostrou a inversão que teve em um ano entre o 4) e 5) item.
  • Ele indicou esse artigo da Nielsen, sobre redes sociais, muito interessante.

Achei curioso que ele não comentou o que é entretenimento de fato. Uma vez ouvi essa explicação (não lembro onde, não estava com meu bloquinho, hoho…): Entretenimento = entreter entre dois tempos. Por ex.: Celulares viraram entretenimento, tanto que o que eu vejo de gente jogando no metrô não é brincadeira. Buscamos nos entreter toda hora. Precisamos nos entreter. Vivendo em cidade grande você é obrigado a se entreter, ou vira um amargurado de marca maior. As distâncias são grandes, portanto o tempo tem que ser usado com “sabedoria”. Ou não.

- Informação ou entretenimento

  • Ou seria melhor Informação + Entretenimento?
  • “O único endereço físico que uma empresa tem é o seu domínio na internet” (Julius Wiedemann)
  • Segundo Marshall McLuhan: “A era da automação agora vai ser a era do DIYS (Do it your self)”
  • Se o site não está bom, usuário vai para outro. Bem interessante isso, e fiquei conversando com o Anthony, da faculdade, que tem muito de não ter a cara para mostrar, né? Quando é fisicamente, que a gente está acostumado a ir a uma loja todos os dias, e de repente não vai um dia, no dia seguinte perguntam o porquê de não ter ido…
  • A convergência tem que ser para o digital e para o entretenimento ao mesmo tempo.
  • User experience, marketing experience, product experience. Google neles. Se alguém tiver boas referências, só falar que posto aqui.

- Desafios

  • Com tanta diversão, o desafio é ter o tempo do usuário.
  • Luxo do futuro: Tempo. Me dá uma dose de tempo, por favor?
  • A internet é o problema de muitas indústrias, mas também é a solução.
  • Realtime response: Entretenimento é web e web é entretenimento (ele citou o caso da Amazon, onde vc manda uma foto de uma página de livro e o sistema acha qual é o livro. Existe algo parecido com  música, nesse link).

Luis Marcelo - Tecnopop

O cara é f***, designer nato. Trabalhou com Maria Rita, Gilberto Gil, e outros grandes nomes. O nome da palestra: “Como entreter um entertainer - As dicas para a felicidade incontestável e a prosperidade absoluta” =D. Segundo ele:

  • O artista é uma pessoa como qualquer outra (João Gilberto é exeção, talvez) - Não sabia, ele comentou que JG não tem site. Peça rara.
  • Para artista, internet é ferramenta de negócios e relacionamento.
  • 5 dicas para a felicidade completa e o sucesso absoluto:
  1. Ouça o cliente (designers muitas vezes não ouvem porque eles acham que já sabem o que o cliente precisa).
  2. Envolva-se (em qualquer coisa na vida. Envolva-se!). Todo designer precisa ir onde o artista está (Tipo, se não sou fã de Vandinha do Axé, mas vou fazer o site dela, preciso ouvir, ir a shows, ver como é a vida dela. Não precisa ir ao Google, Vandinha do Axé é nome fictício. Eu acho).
  3. Não complique mais que o necessário (KISS - amei isso - Keep it simple, stupid. Kill your darlings, seja realista. ÓBVIO É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE. SE FOR O CASO, DEFENDA SUAS IDEIAS).
  4. Combine bem combinado. O cliente sempre quer um site lindão e funcionando. Fale com o cliente. E confirme se entendido. “Diga se entendido”. Não confie na capacidade de pensamento abstrato. Defina um interlocutor. Saiba sempre que…vai dar merda (excelente). Questione, duvide, comprove, verifique, revise, teste, reteste… O ACERTO DE ONTEM NÃO JUSTIFICA O ERRO DE HOJE.
  5. Prometeu, tem que cumprir. Nada tem mais impacto que a surpresa negativa. Cronograma não é uma abstração. “SÓ O IMPOSSÍVEL ACONTECE, O POSSÍVEL APENAS SE REPETE”. O caminho da felicidade absoluta é possível. Não é incrível?

Adorei. O cara conseguiu aliar muitas coisas que ele já viveu com um bom humor impressionante. Muito bom mesmo.

Gil Giardelli - Permission

O cara é simplesmente foda. Simples, mas muito simples assim. Daqueles do que eu quero ser quando crescer. Vamos às lições:

  • Nacemos designers, apenas esquecemos. - Achei sensacional, é uma coisa que sempre falei com meus professores. Nossa criatividade quando somos pequenos, nossa falta de pré-conceitos, é tudo tão mágico, até de repente sabermos que não podemos brincar com certos brinquedos, porque é do sexo oposto, ou achar menina chata e menino mais chato ainda… aquelas coisas. Mas de fato, a faculdade tem me feito tentar resgatar um pouco do que eu era, mesmo sem saber…
  • VOCÊ É O QUE COMPARTILHA. -  Muito legal o que ele falou. Faço parte da geração compartilhamento. Compartilhamos conhecimento, experiências, vontades, raivas, pensamentos… Não tem nada pra nos segurarmos. Somos capazes de aprender muito devido à colaboração alheia de encher a Wiki de artigos. É fantástico, e me orgulho de pertencer a essa geração.
  • Chega de ser consumidor!!!! - Outra coisa fantástica, e que até cabe uma coisa que tenho feito esse ano. Tenho tentado mudar alguns hábitos, e é complicado, mas jurei pra mim mesma que esse ano não compraria nada além do necessário. Cheguei a essa conclusão quando vi o quanto tinha de roupa que nem cheguei a usar ainda. Já foram 3 meses, e eu só comprei um shortinho que estava na promoção porque tenho certeza que vou usar muito. Fora isso, não vou comprar mais sapatos ou roupas desnecessárias. É muito bom ter essa consciência, e não foi nem um pouco fácil no começo.
  • Menos hierarquia. Somos coletivos. Somos coletivos. E somos coletivos. - Preciso dizer isso muitas vezes pra mim mesma. Esqueço de vez em quando…
  • Fim do individualismo. - Achei interessante, legal e tudo mais, mas fiquei um pouco na dúvida. Acho que ele disse isso com relação à internet, porque o que mais vemos na mídia hoje é um individualismo cada vez mais propagado, não? Ou tou muito enganada? Todo mundo só olha pro seu nariz….
  • Tempos de revolução. REVOLUCIONE!!!!
  • Mundo já foi agrícola, já foi industrial, e agora é um grande laboratório.
  • Os melhores eram os “segundos”. Picasso e Dali não eram reconhecidos como os melhores na época deles.
  • Somos da geração da generosidade.
  • 4C’s: Conteúdo, colaboração, comunidade, comércio.
  • SIMPLICIDADE É A ARTE DA COMPLEXIDADE.
  • Aprenda, continuamente. Seja fazendo um curso de vinhos, de pintura, mas aprenda. Sempre. Ele falou outra coisa muito interessante. Que diploma de graduação deveria ter prazo de validade de 1 ano, para a pessoa ser obrigada a se atualizar sempre.
  • SER INOVADOR É TER ÉTICA. EXIJA RESPEITO. RESPEITE.
  • Alguns dos sites que ele mostrou. Vamos ajudar. Vamos fazer parte. Vamos mudar nosso mundo. Classroom 2.0 (Discussão sobre educação), GoodPlanet.com, The Huffington Post, Eco-Bounty, Coletivu, We can solv it, entre outros…

E aí termina o #EWD. Ainda teve o Roberto da Agência Frog, e até gostei da palestra dele, mas não achei que ele tenha falado grandes novidades. Gostei muito dos outros 3, e senti muito de não ter feito a oficina de Empreendedorismo do Gil Giardelli, espero que disponibilizem pra quem quiser ver =).

Também conheci várias @ do twitter, foi muito legal, mas fiquei basicamente com o Cayo (@yogodoshi) e o Anthony (@anthony).

[UPDATE] Como ia me esquecer? Conheci o meu segundo guru na web. Fiquei tão emocionada, conheci o Maujor. Antes de trabalhar com o Fabinho na 3Jane (grande profissional, me ensinou muito), minhas únicas referências em código eram o Maujor e o Bruno Dulcetti. Como o Rio é um ovo, conheci o Dulcetti através de amigos da faculdade, e agora o Maujor no encontro. Um fofo. Adorei!

Só pra encerrar o assunto de design, ponho aqui um link que fala de Brainsession, que o Cris Dias colocou no blog dele, em que começa meio morno, mas vale muito a pena, é muito interessante ver como nosso cérebro funciona, como temos que explorar nossas capacidades. E explorar isso em nossa profissão. Vamos instigar, né?

Agora vamos mudar de assunto, porque vou falar do meu domingo, onde aprendi demais também. Esse trimestre fiz a monitoria de Tipografia da turma da tarde, uma turma que eu estava bem receosa em estar, mas que acabou sendo super legal, onde sei que melhorei e conheci pessoas muito legais =). Uma delas foi o Marcos Melo, que tem uma ONG aqui no Rio de Janeiro, chamada Essência Vital, onde eles têm vários projetos super interessantes, visando o bem estar, desenvolver o senso crítico, difundir o conhecimento, bem aquilo do compartilhamento, que o Gil Giardelli falou na palestra dele. Lá na ONG, o Marcos trabalha com soropositivos, com métodos alternativos de tratamento, pois como ele diz, o governo fornece os coquetéis, que são muito pesados para o organismo, mas esquecem de cuidar do psicológico, do lado espiritual e tudo mais. É muito bonito o trabalho pelo que ele me conta, e tenho aprendido muito com as Newsletters deles. Assinem, vale a pena. É trabalho de formiguinha, mas temos que revolucionar. Temos que mudar nosso mundo, gente.

Cresci com um pediatra que é homeopata. Raríssimas vezes tomei alopatia quando criança, e mesmo agora evito o quanto posso. Não gosto. Sempre tem efeito colateral. E nessas newsletters e no que converso com ele tenho aprendido muito mais do que qualquer médico já me falou, além do que foi meu pediatra.

Enfim, tudo pra falar que domingo começaram as palestras desta ONG, cujo projeto é chamado “Vibração positiva”, e a palestra foi “Alimentos x Imunidade”. Confesso que até sabia algumas coisas, tive sorte de minha mãe ser bem natureba e ter ensinado muita coisa prática, mas aprendi muito também, como falo a seguir. A palestra foi dada pela nutricionista Dra. Christina Maia. Anotei o que tinha mais a ver com a nossa rotina aqui de casa, mas no site dela tem bastantes coisas, vale a pena a visita, mas agora seguem anotações:

  • Nosso intestino é responsável por 80% de nossa imunidade. - Isso foi revelador, nunca imaginei. Poderia pensar em pulmão, fígado, mas intestino…
  • Pela sabedoria oriental, a origem de todas as doenças está no intestino.
  • O intestino é responsável por: Absorção, síntese e imunidade.
  • A serotonina (aquela responsável pelo prazer, tão na moda) é fabricada em maior parte pelo intestino.
  • Não é de se espantar que é verdade que quando alguém fica muito tempo sem ir ao banheiro fica de mau-humor.
  • O que faz nosso intestino funcionar: Fibras + ÁGUA. Não esqueça da água, somente as fibras podem piorar o quadro. Temos que comer de 25 a 35g de fibras por dia.
  • Existem 2 tipos de fibras: as solúveis (maçã, banana) e as insolúveis (alface).
  • Devemos consumir cereais integrais, que pelo próprio nome já diz que ele é íntegro, sem perda de nutrientes e fibras.
  • Nossa excreção se dá por: Suor + fezes + urina.
  • TODA GORDURA VEGETAL NÃO AUMENTA O COLESTEROL. Abacate liberado =).
  • Alimentos funcionais: Previnem doenças (cogumelos, iogurte e leite fermentado, acerola, peixes de água fria, óleos, sementes e frutas oleaginosas - castanha do pará, nozes - , algas, cenoura, vegetais crucíferos - brócolis, repolho, couve, couve-flor -, temperos).
  • Gengibre: Ótimo para digestão (cozinhar com uma rodela de 2cm já é o suficiente).
  • Sucoterapia: Faça suco do que quiser. Misture, arrisque. Fazer sucos de frutas + hortaliças + germen de trigo, levedo de cerveja ou semente de linhaça.
  • Açúcar: comprovado que pode aumentar tumores cancerígenos.
  • Adoçante recomendado: Stevia.
  • “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.

E foi isso, foi muito legal também, e acho que vale a pena tentar pôr em prática algumas coisas. Tava falando ontem com um amigo, que não gosto também de ser radical e simplesmente mudar tudo da minha vida em 1s. Se sinto prazer em comer algumas besteiras, não vou deixar de fazê-lo de repente. Acho que tem que ser natural. Mas também posso dizer que alguns hábitos que já mudei já me fazem sentir diferença durante os dias, como melhora de humor e mais disposição.

Bom, por hoje é “só”. Espero que gostem e que tenha alguma coisa nova aqui para vocês =)

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Amor maior que eu

Postado por bruna em Mar 9, 2009 em amor

Falar de um amor maior que eu talvez evidencie por demais algo de minha auto-confiança.

Não me importo. Tenho um maior que eu. 

Ele, que não se importa por eu amar Djobi Djoba, ele, que sempre me ouve, ele, que sofre com meus sofrimentos, ele, que é com quem quero estar pra sempre. Ele, que posso contar nos dedos quantas vezes se irritou comigo, ele, que quer sempre o bem, a paz.

Eu, que gosto de acordar mais cedo só para ve-lô e dar um beijo de bom dia, eu, que um dia pensei que não ia querer mais amar, eu, que o entendo com um olhar, eu, que já apaguei a pasta com todos os arquivos da banda preferida dele, e chorava compulsivamente, por ter machucado alguém tão amado.

Nós, que não somos perfeitos. Nós, que tentamos todos os dias melhorar. Nós que somos mais nós. Nós que estamos um com o outro pro que der e vier, sem obrigações. Nós, que somos amigos acima de tudo. Nós, que somos amantes em tempo integral. Nós, que brindamos nem que seja água. Nós, que aprendemos o que é amar cada dia que passa. Nós, que descobrimos o que é a paz junto do outro.

Sim, como tenho medo de virar uma relação de dependência, e sim, caímos em você é meu ar, você é meu tudo, sem você eu não vivo. Não vivo e não vou querer viver sem. Sim, planejamos e planejamos sempre. Nem que seja amanhã, e que amanhã não dê certo, ou esqueçamos do que havíamos planejado. Sim, amamos ficar em casa com duas bolinhas de pelos.

Pois é, meu amor, eu te amo. Mais uma vez estou pensando em você, e queria que ficasse registrado o que pensava. Obrigada por existir. Ser doce, amável, Homem.

 

Te amo, tãonibo.

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O falecido Colégio São José

Postado por bruna em Feb 28, 2009 em Sampa, desabafo, infância, nostalgia

Hoje estou em São Paulo, fazendo escala para amanhã voltar pro Rio. Fomos tradicionalmente à Liberdade comprar coisinhas japonesas, e passamos em frente ao Colégio São José (R. da Glória, 195), que agora virou o Complexo Jurídico Damásio de Jesus (Faculdade de Direito).

Que tristeza sobre isso. Meu coração ficou triste, triste.

Estudei lá dos 7 aos 17 anos, o que equivale a toda vida estudantil. Foi minha segunda casa, onde ficava ansiosa pelas aulas começarem e re-começarem. Onde ouvia e por que não, contestava os professores. Lembro uma vez de ter julgado excessiva a atitude de um professor de Matemática e ter levantado e saído correndo da sala. Era o prof. Manoel, com “o”, corintiano roxo. Foi lá que aprendi a admirar muito meus professores e onde fiz boas amizades. Foi onde errei muito também, e um dos lugares onde também aprendi a não abaixar a cabeça para tudo. Tinha a rigidez da Irmã Geny, como ela impunha respeito, até com um certo medo. Mas quando ela saiu, por politicagem, para deixar uma outra diretora assumir e deixar o Colégio falir, quanta falta sentimos dela. Depois dela nada mais foi igual. Todas as pessoas queridas começaram a ser demitidas. Desde a mestra Rachel, praticamente uma Santa, de tanto acreditar na bondade alheia, mesmo onde não havia bondade, até a Tia Yvette, que quando éramos criança era bem ríspida, mas que depois que crescemos era a mais doce possível.

Inacreditável entrar num lugar tão íntimo e ser uma estranha. Como foi triste andar pelos corredores e ver aquelas lindas cortinas claras, valorizando o sol e tornando o ambiente tão leve, agora serem azul-marinhas, num ambiente que nem luz tem, com aquelas carteiras cinzas e pretas ao invés das de madeira tão bonitas.

Que triste ver que mudaram os banheiros tão antigos, tão bonitos, com pisos clássicos laranjas, por aqueles cinzas de banheiro qualquer nota. Que triste ver a Capela mais linda que existe meio largada, com pintura por fazer e sem “aquela” luzinha vermelha acesa. Que triste ver metade da parede cinza, um cinza tão feio que não combina em nada com a arquitetura e clareza que inspira o ambiente. Parece tão mal pensado, tão mal cuidado. No pátio interno, resolveram colocar algumas esculturas de não sei o quê, que mais uma vez, não tem nada, nada a ver com a beleza do Colégio. E aí fui pra parte externa. A quadra “principal” (a mais visível), está muito mal cuidada, não recebe pintura provavelmente há anos, sendo que era pintada anualmente, invariavelmente. Parece que toda a parte externa é apenas um enfeite. E parece que só não alteraram por algum motivo burocrático. A impressão que passa é que logo logo vão mudar todo aquele resto de beleza.

Quem sabe não transformar em mais um belo cinza prédio de São Paulo.

Que pena. Não recomendo ninguém que estudou lá visitá-lo. Não vale a pena. De verdade.

Minha mãe sempre falou uma coisa que levo bem a sério. A única herança que ela nos deu foi a educação do Colégio. Que bom que no pacote incluía um Colégio lindíssimo e com tantos bons professores. Que bom que me formei antes do colégio acabar. Que pena que acabou.

Bom, aqui é um trechinho do Hino do Colégio, que por mais que na época eu cantasse por obrigação, agora soa nostálgico e emocionante: “Salve, salve, colégio querido//És um templo de ciência e de fé//A ti o peito de amor merecido, dos alunos do Pai São José!”.

O mundo é realmente pequeno e o colégio era realmente tradicional, minha sogra, 59 anos mais velha que eu, também estudou lá. Minha mãe estudou no de Itú e minha irmã no mesmo que eu, apenas 6 anos adiantados.

Meu coração saiu bem triste de lá. Quem sabe um dia não volta a ser um bom colégio, não? Não custa nada sonhar, e espero que consigam tombar aquele patrimônio de Ramos de Azevedo o quanto antes, antes de tantas destruições que já foram feiras, como terem acabado com uma gruta que havia na parte externa do prédio.

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“A casa da minha infância”

Postado por bruna em Feb 9, 2009 em Sampa, cultura, desabafo, pensamentos

Hoje terminei de ler esse livro lindo de Luis Nassif. Quando estudei na PUC por um tempo me deleitava na livraria que tem lá. E um dia, último dia do curso, cheguei um pouco antes pra comprar o livro de presente pro maridão. Levei dois. Por acaso meu olho bateu no livro dele. E foi uma boa surpresa, porque só lembrava dele na Cultura, com os comentários de economia. Mas já tinha uma simpatia gratuita, e que só aumentou depois do livro. Pra quem gosta de crônicas, de tentar entender um pouco sobre o processo da vida, ou ainda quem adora chorinho, como ele, tem um prato cheio pela frente.

Gostei, me fez pensar bastante. Talvez me mude a longo prazo, pois tem boas indicações de caminho para o futuro. O tão temido futuro da minha cabeça. Lindo, simples assim.

Mudando um pouco de assunto, esse sábado fui à terrinha para um curso do Tipocracia Mais FontLab, e foi muito legal, até desenvolvi uma fonte, claro que precisa ser hiper mais bem trabalhada, mas pelo menos nasceu. Apesar da chuva que alagou onde estávamos, foi bem legal, depois o Henrique me deu uma carona e fomos ao Black Dog junto com o Eduílson, que não conhecia lá.

São Paulo me inspira. São Paulo é meu berço, como sou apaixonada por essa cidade. Posso tomar chuva que tomo feliz, posso comer porcaria que como feliz, posso esperar o ônibus quase 1h, que fico quase feliz, posso falar do meu jeito e não ficar com vergonha de falar diferente, pois estou em casa, posso andar pela Paulista e ser a paulistana mais paulistana de todas, posso voltar para o Rio e me sentir saindo de casa de uma maneira inexplicável. Posso chegar no Rio e ser muito feliz por voltar para minha casinha com meu maridão. Mas nunca será São Paulo…

Ando bem em dúvida sobre o que serei quando crescer. Gosto muito de Design, mas de fato, não sou designer. Muitos têm ouvido esse discurso ultimamente, e muito obrigada por me ouvirem. Obrigada por tentarem me entender. Mas isso tem me consumido bastante. Como disse na minha bio, meu grande sonho era ser delegada criminal. Sei que nunca vou ser, por muitos fatores. Falam que eu deveria ser jornalista, mas acho que sou muito egoísta pra ser. Enfim… tenho mais esse ano na faculdade, está tranqüilo por lá, estou gostando deste trimestre, os professores são bons e as matérias estão mais interessantes. Estou fazendo a monitoria de Tipografia, e estou gostando e aprendendo muito, valeu Chico =)

No mais, obras em casa, perguntas na cabeça e tentando repondê-las aos poucos. Espero um dia conseguir respondê-las, porque elas ficam inquietas por lá.

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São Paulo

Postado por bruna em Jan 25, 2009 em Sampa, infância, orgulho

À minha cidade querida dedico muitas memórias.

Desde as idas aos domingos ao Parque da Aclimação, onde quando criança pegávamos o trenzinho que dava a volta no bairro, e parecia enorme, até a Av. Chucri Zaidan, palco do meu primeiro e único emprego na cidade, onde mudou minha vida.

O colégio na Liberdade, e estar acostumada a ir sempre à Galvão Bueno, na Ikesaki, ou no Shop. Santa Cruz, Paulista, o Ibira, são coisas que vêm em lembranças avassaladoras de como amo essa cidade.

Não é perfeita, nenhuma é. Nunca conheci mais que metade da enorme metrópole. Talvez nem 25%. Mas a amo, e muito. Os paulistanos não são tão sérios quanto se diz por aí. Gostamos de balada, de boa música e boa comida. E fazemos muito bem tudo isso.

Cidade que às vezes dá nos nervos de tão cinza que é às 7:30h. A geografia foi maldosa nesse aspecto. Em comensação, nossos espaços são mais bem divididos. Também estamos perto da praia, por incrível que possa parecer. 1h e estamos lá.

É uma cidade bonita também. De arquitetura de Ramos de Azevedo espalhadas por muitos cantos da cidade, de prédios muito estranhos e feios também.

São Paulo não é uma cidade qualquer. É o coração econômico do Brasil, tem muitas facetas e falsetes.

E hoje, tão bem acolhida em outra grande capital, tento achar todos os meios possíveis para voltar para casa. Minha cidade tão querida. Só minha, onde me sinto à vontade para andar sem me preocupar, por mais que tenha que me preocupar, mas é como se conhecesse cada cantinho, cada lugar exato por onde vou passar. Tudo bem, não é beeem assim, mas bem poderia.

Penso nela todos os dias, praticamente. Sinto falta, saudades, sempre que vou é uma alegria. Comer pizza, esfiha, coisas com muzzarela ao invés de queijo minas, escarola ao invés de chicória, ouvir os “meus” e “faróis” e abrir um largo sorriso…

Parabéns, São Paulo!

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Retrospectiva 2008

Postado por bruna em Dec 16, 2008 em 2008, pensamentos, retrospectiva, viagem

Mais um ano se vai, e esse foi muuuiiiitttoooo especial!

Pra tirar o pó daqui, vou escrever bastante hoje, hohoho =)

Janeiro: Nada de especial, foi o meu niver e o do meu bonitão, mas não fizemos nada muito diferente. Passamos o ano novo em Paraty, com as poodles-toys e dias lindos!

Fevereiro: Carnaval, Fortaleza! Amamos, lugar bonito, com uma infra-estrutura ótima e super receptiva, um lugar perfeito pra  quem não curte muito a bagunça de carnaval mas gosta de agitação =)

Nesses primeiros meses corremos muito para fechar as coisas do casório,  como várias provas do vestido lá do outro lado da cidade, por exemplo.

Março: Pela primeira vez fiquei sem trabalhar por querer. Quis dar um tempo, porque estudava de manhã e chegava em casa quase 23h, e é o que falo, se eu fosse sozinha, acho que levaria de boa, mas morando com a pessoa mais especial que há para você, seu tempo TEM que ser dividido para ele também, é fato, é necessário. Mas, como estávamos a dois meses do grande dia, nem percebi esse tempo sem trabalhar, fiz questão de fazer os convites eu mesma, fazer um site pra indicar tudo, e tentar aproveitar cada detalhezinho, pra sair tudo direitinho! E olha, recomendo, é uma delícia!

Abril: Fomos conhecer Curitiba, é linda, parece outro mundo de tão agradável. Andamos com muito mais tranqüilidade do que se fosse por aqui ou por Sampa, gostamos muito e queremos voltar =) Bem, fora isso, correria + correria! Tava chegando! U-hu!!!

Maio: Ah, maio…. doce maio…. acompanhar a previsão do tempo dia após dia e torcer para que não chovesse no dia 17! Nâo choveu! Foi lindo, maravilhoso, inesquecível! Que emoção, que tudo! Pessoas queridas perto da gente, querendo só o nosso melhor, foi muito emocionante mesmo, muito! Sim, agora somos marido e mulher, mas até hoje não consigo chamá-lo sempre de meu marido, hehe, vira e mexe sai um “namorado” ou “noivo”, mas nada que o tempo não corrija, porque ele é o maridão mais lindo e tudo de bom do universo! [/babação mode off]

Junho: Preparação para a lua-de-mel, passou voando! Fim de trimestre, correria, e… 2 tatuagens!

Julho: A viagem! Tudo de bom, como é bom conhecer lugares novos, culturas novas, ou velhas (^^), gente diferente da gente! Bom saber que não é só a gente que fura fila, ou que nós somos super simpáticos perto de determinados países, haha! Bom ver o quanto pagamos mais caro por alguma coisa também! Protetor solar bom aqui é carésimo, lá fora um dos melhores é mega barato. Mas que falta faz nosso arroz e feijão também, não? Enfim, foi muito legal, acho que eu não soube aproveitar tão bem, porque fico cansada fácil, e a viagem foi bem cansativa, e já pegamos um ritmo forte desde o primeiro dia. Talvez se eu tivesse descansado um pouco mais quando chegamos, teria aproveitado melhor. Ou não, não sei. Enfim, foi lindo, maravilhoso!

Agosto: Fase meio nostálgica, voltar à realidade, fazer muitas análises, passei por um choque de realidade repentino de mim para comigo mesma. Passei a repensar algumas coisas, a culpa que sinto por algumas atitudes, a culpa que me é imposta, o medo que sinto em demasia, a paciência curta peculiar…

Setembro: Mês que ainda continuaram as coisas de agosto. Nada de muito especial nesse mês. Feriado não tivemos então não viajamos.

Outubro: Viagem decidida em cima da hora, resolvi ir ao TMDG 2008, em Mar del Plata. Foi bem legal! Aprendi bastante coisa, além de a viagem Buenos Aires - Mar del Plata (de buso) ser magnífica! Lindérrima! Escrevi três posts sobre a viagem, quem estiver a fim de ler: TMDG - 1, TMDG - 2 , TMDG - 3.

Novembro: Mês do meu lindão! Ansiedade porque a banda da vida dele, o Queen, viria ao Brasil com o Paul Rodgers no fim do mês! E foi mágico, ver a felicidade dele quando conseguiu a primeira baqueta, a “não acreditação” dele em ver o ídolo que o fez querer ser baterista, nossa, foi fantástico. Não tem palavras para descrever o sentimento de felicidade por alguém que você ama estar feliz! Mágico! Fomos aos 3 shows, e os 3 foram sensacionais!

Dezembro: Mês de balanço, mês de projetos urgentes, mês do fim de um ano excelente! Que termine bem, que tenha sido um ano bom para todos, que ano que vem seja muito melhor, que o Obama seja mesmo tudo aquilo que estamos esperando, que a gente tenha mais consciência do que estamos fazendo para a Natureza, que seja um ano de mudanças. Mudanças para melhor, para sempre. E que acima de tudo, não queiramos ser mais que ninguém, mas que simplesmente façamos a nossa parte para melhorar nossa vida, nosso mundo.

Na faculdade foi um ano bem cansativo, principalmente no começo. Agora até gostaria de deixar claro uma coisa. No post em que falei sobre os professores sei que peguei pesado. Não quis apagar o post porque era o que senti naquela hora, e não acho que só porque mudei em alguma coisa deveria apagá-lo. Mas quero deixar muito claro que se houve algum erro, esse erro foi da Coordenação que não repassava nossas críticas aos professores, fazendo a gente preencher até hoje uma avaliação no fim de cada trimestre, mas que naquela época não servia de nada, porque os professores mesmo não tinham acesso a elas. O que é uma pena, porque eu e alguns colegas nos expusemos de uma maneira que não seria necessária. A professora em questão é uma excelente pessoa, mas não foi uma boa professora para nossa turma. Enfim, depois de um tempo as coisas melhoraram, eu acho pelo menos. Gostei do último trimestre em particular.

Alguns dos sites que fiz esse ano (layout e desenvolvimento):

Casamento, Albergue da Juventude - RJ, Projeto Acadêmico sobre reciclagemBohemian Quen (banda do maridão).

Tiveram outros, mas foram só a codificação. Esse ano foi mais tranqüilo nesse aspecto, acho que caiu a ficha do que é ser e tentar ser freela, e agora em 2009 é correr atrás.

É isso, pessoas! Entre meus projetos para o ano que vem está escrever mais aqui e mudar o visual do site ;) Acho que ainda faço em janeiro, vamos ver! Obrigada para quem lê este blog, e por favor, mandem sugestões, críticas, fiquem à vontade, o intuito é melhorar sempre!

Ano que vem esse blog terá uma participação muito especial, aguardem!

Feliz 2009 para todo mundo!

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Sobre a vida

Postado por bruna em Nov 11, 2008 em pensamentos, viagem

Ruim é ter medo.

Pena que o medo muitas vezes é implantado em você, mesmo sem você querer. Mas e daí, quem vai se importar com o seu medo além de você mesmo? Ninguém. Por mais que uma pessoa esteja perto de você, te conforte e oriente, não é nada mais que uma outra pessoa, não você. Então o jeito é ver de onde vem esse medo, mexer bastante nele, tentar ver onde ele aflora e tirá-lo aos poucos… mas alguns estão tão arraigados que é difícil até de o achar.

Amo muito sentir o vento forte, que bate no rosto fazendo mexer até os cílios, que vem do metrô da Cinelândia sentido zona Norte. Segredo isso, mas é uma das sensações mais gostosas que sinto. Adoro sentir chuva começando e batendo no rosto, e mesmo ficar encharcada com ela, faz tempo que não faço isso. Me dá frio na barriga encontrar sempre o amado, e aí ver o quanto é grande o amor que sinto por ele, e sei que é recíproco. É tão bom saber que tem alguém te esperando, que tem alguém do seu lado, que tem alguém que te entende em 95% das situações. E mesmo assim, sem ser previsível, sem ser cansativo, ser complexamente um amor.

Pegar estrada, paisagens, expectativas, conhecer ou re-conhecer.

Expectativa, preocupação, ansiedade. Ai palavrinhas. Quando são em moderação, que delícia. Quando não, que desespero, parece que não há vida enquanto não acontece o que tem que acontecer.

Laços, que são impostos e nem sempre depois de livres queremos mais. Aprendi a lidar com eles e tenho grande facilidade em desvinculá-los. Bom eu não sei se é, mas que me deixa ser mais coerente com o que sinto e julgo correto, isso sim é bom.

Ligar o “foda-se” é a melhor coisa que podemos fazer sempre que não estamos bem. Se alguém conseguir isso sempre, me ensina, por favor.

Ser desencanado, encantado, entusiasmado, achar que tudo sempre vai dar certo. Ou não. Esses momentos são cíclicos, e querer enxergar onde não há luz ou tampar os olhos para as coisas mais hipócritas sem se importar com elas, é arte das grandes.

Quem mais fala de coerência é o mais incoerente, quem mais fala de justiça é o que sempre comete injustiças, quem sempre quer mais, tem menos. Mas que diabos é isso?

Sou eu.

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TMDG 2008 - Parte 03

Postado por bruna em Oct 16, 2008 em eventos, tmdg, viagem

Como prometido, agora as fotos que tirei durante a viagem, tanto em Buenos Aires como em Mar del Plata, estão no Flickr.

O terceiro dia do TMDG foi naquele espírito de despedida, e foi mais curto que os outros dias. Logo de cara teve um estudante selecionado, mas eu não  vi, estava passeando pelos stands pela última vez, hehe :). Agora os palestrantes:

FileniFileni Design: Gostei bastante, os caras falaram principalmente de sinalização, e eles têm uns cases bem interessantes, como o da LanChile, de um shopping de Buenos Aires chamado Alto Palermo, de lojas de esporte, etc… Realmente sinalização é tudo. É uma dilíça uma praquinha dizendo que o banheiro é ali do lado e você chega lá e não é coisa nenhuma… ¬¬’, e claro, a vontade de ir ao banheiro é proporcional à sua proximidade com o bath. Tipo, morrendo de vontade de ir ao banheiro, quanto mais perto estamos de nosso apartamento, casa, maior a vontade, não é verdade? :P

Joshua Davis: Ponto positivo: O cara é mega engraçado. Típico norte-americano, e sabe falar super bem, arranca risos da platéia inteira. De resto, acho que da parte de design deve ter sido o mais fraco. De fato, não gostei, não sei porque tanta pagação de pau pra ele.  Parte conceitual ele falou bem pouco, só de um logo que ele fez para a China, que tinham uns tigres, e ele explicando como chegou no resultado foi patético, como se fosse algo sem o menor estudo. Enfim, aqui vocês encontram uma parte do que ele falou e das coisas engraçadas dele.

Pronto, crianças, terminada a missão! Espero que tenham gostado, e logo logo mais atualizações, pois os pensamentos estão bem embrulhados ;).

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