5

O falecido Colégio São José

Postado por bruna em Feb 28, 2009 em Sampa, desabafo, infância, nostalgia

Hoje estou em São Paulo, fazendo escala para amanhã voltar pro Rio. Fomos tradicionalmente à Liberdade comprar coisinhas japonesas, e passamos em frente ao Colégio São José (R. da Glória, 195), que agora virou o Complexo Jurídico Damásio de Jesus (Faculdade de Direito).

Que tristeza sobre isso. Meu coração ficou triste, triste.

Estudei lá dos 7 aos 17 anos, o que equivale a toda vida estudantil. Foi minha segunda casa, onde ficava ansiosa pelas aulas começarem e re-começarem. Onde ouvia e por que não, contestava os professores. Lembro uma vez de ter julgado excessiva a atitude de um professor de Matemática e ter levantado e saído correndo da sala. Era o prof. Manoel, com “o”, corintiano roxo. Foi lá que aprendi a admirar muito meus professores e onde fiz boas amizades. Foi onde errei muito também, e um dos lugares onde também aprendi a não abaixar a cabeça para tudo. Tinha a rigidez da Irmã Geny, como ela impunha respeito, até com um certo medo. Mas quando ela saiu, por politicagem, para deixar uma outra diretora assumir e deixar o Colégio falir, quanta falta sentimos dela. Depois dela nada mais foi igual. Todas as pessoas queridas começaram a ser demitidas. Desde a mestra Rachel, praticamente uma Santa, de tanto acreditar na bondade alheia, mesmo onde não havia bondade, até a Tia Yvette, que quando éramos criança era bem ríspida, mas que depois que crescemos era a mais doce possível.

Inacreditável entrar num lugar tão íntimo e ser uma estranha. Como foi triste andar pelos corredores e ver aquelas lindas cortinas claras, valorizando o sol e tornando o ambiente tão leve, agora serem azul-marinhas, num ambiente que nem luz tem, com aquelas carteiras cinzas e pretas ao invés das de madeira tão bonitas.

Que triste ver que mudaram os banheiros tão antigos, tão bonitos, com pisos clássicos laranjas, por aqueles cinzas de banheiro qualquer nota. Que triste ver a Capela mais linda que existe meio largada, com pintura por fazer e sem “aquela” luzinha vermelha acesa. Que triste ver metade da parede cinza, um cinza tão feio que não combina em nada com a arquitetura e clareza que inspira o ambiente. Parece tão mal pensado, tão mal cuidado. No pátio interno, resolveram colocar algumas esculturas de não sei o quê, que mais uma vez, não tem nada, nada a ver com a beleza do Colégio. E aí fui pra parte externa. A quadra “principal” (a mais visível), está muito mal cuidada, não recebe pintura provavelmente há anos, sendo que era pintada anualmente, invariavelmente. Parece que toda a parte externa é apenas um enfeite. E parece que só não alteraram por algum motivo burocrático. A impressão que passa é que logo logo vão mudar todo aquele resto de beleza.

Quem sabe não transformar em mais um belo cinza prédio de São Paulo.

Que pena. Não recomendo ninguém que estudou lá visitá-lo. Não vale a pena. De verdade.

Minha mãe sempre falou uma coisa que levo bem a sério. A única herança que ela nos deu foi a educação do Colégio. Que bom que no pacote incluía um Colégio lindíssimo e com tantos bons professores. Que bom que me formei antes do colégio acabar. Que pena que acabou.

Bom, aqui é um trechinho do Hino do Colégio, que por mais que na época eu cantasse por obrigação, agora soa nostálgico e emocionante: “Salve, salve, colégio querido//És um templo de ciência e de fé//A ti o peito de amor merecido, dos alunos do Pai São José!”.

O mundo é realmente pequeno e o colégio era realmente tradicional, minha sogra, 59 anos mais velha que eu, também estudou lá. Minha mãe estudou no de Itú e minha irmã no mesmo que eu, apenas 6 anos adiantados.

Meu coração saiu bem triste de lá. Quem sabe um dia não volta a ser um bom colégio, não? Não custa nada sonhar, e espero que consigam tombar aquele patrimônio de Ramos de Azevedo o quanto antes, antes de tantas destruições que já foram feiras, como terem acabado com uma gruta que havia na parte externa do prédio.

Tags: , , ,

 
2

Designer para quem quer ser designer

Postado por bruna em Feb 16, 2009 em facul

Mais uma vez, venho falar do Infnet. Não, não são reclamações ou algo revolucionário. Esse trimestre tem sido bem interessante, tomando interessante por “aprendível”. Estamos com disciplinas boas (Áudio e Vídeo, Roteiro e Storyboard e Processos Criativos) e bons professores.

O Pojucan, de Roteiro e Storyboard é uma peça, e particularmente tenho gostado bem das aulas dele. Ele incentiva a gente a pensar, por mais que talvez ainda não tenha tanta didática, como ele mesmo já disse. Mas foi o único que nos fez não ter aula na frente do computador, e acho sim que devíamos ter tido bem mais aulas assim.

Mas é sobre o Léo Caldi, de Processos Criativos, que vou falar. Tivemos poucos professores designers de formação. Podemos contar nos dedos os que tivemos, o que é extremamente necessário numa faculdade de design (tum!). Logo de início, sem nem começar a primeira aula, ele pareceu ser super gente boa, querendo se integrar, falando com a gente no corredor, etc… E quando ele começou a aula, tava tudo bem… Mas não sei bem o que aconteceu, ele travou de repente. Acho que foi porque nosso Waltem falou sobre a turma (dos problemas iniciais na facul - pois por sermos primeira turma, tivemos “alguns” problemas), mas ele falou super de boa, só contando mesmo sobre como somos. Só para ele se situar. Mas acho que por ser a primeira turma dele também (aqui na facult), misturou ansiedade com medo de frustração, não sei…

Mesmo assim depois ele continuou a aula, tava bem legal, a gente tava até mais participativo, tentando ajudar mesmo, mas não deu, não era o dia dele e ponto final. Mesmo assim ele ainda deu uma aula legal. Mas a segunda aula já foi tudo de bom. Adorei. E acho que o pessoal também gostou, pois muita gente participou. E ele só foi melhorando. Enfim, posso dizer que foi 01 aula que o prof. travou e as outras certamente já serviram para apagá-la e superar imensamente…

Só para terem ideia, que eu me lembre, foi o único professor (em quase 3 anos) que deu uma prova no papel para desenharmos. Sim, e fomos mal [/orgulho mode off]. Pois é, isso tem uma lição bem boa: Precisamos de professores que sejam designers se quisermos ser designers. Lógico. E eu digo, talvez eu tenha reclamado de muitos professores, mas esse está sendo fundamental para nossa formação. Talvez já não estejamos mais tanto no pique de irmos atrás do que é falado (nunca é tarde, mãs…), mas certamente se tivéssemos tido mais professores assim, seríamos profissionais melhores.

É isso, pessoas, precisamos de mais professores que sejam bons e consigam incentivar nossa criatividade. E claro, precisamos nos esforçar para chegar onde queremos… =)

Besos

Tags:

 
1

“A casa da minha infância”

Postado por bruna em Feb 9, 2009 em Sampa, cultura, desabafo, pensamentos

Hoje terminei de ler esse livro lindo de Luis Nassif. Quando estudei na PUC por um tempo me deleitava na livraria que tem lá. E um dia, último dia do curso, cheguei um pouco antes pra comprar o livro de presente pro maridão. Levei dois. Por acaso meu olho bateu no livro dele. E foi uma boa surpresa, porque só lembrava dele na Cultura, com os comentários de economia. Mas já tinha uma simpatia gratuita, e que só aumentou depois do livro. Pra quem gosta de crônicas, de tentar entender um pouco sobre o processo da vida, ou ainda quem adora chorinho, como ele, tem um prato cheio pela frente.

Gostei, me fez pensar bastante. Talvez me mude a longo prazo, pois tem boas indicações de caminho para o futuro. O tão temido futuro da minha cabeça. Lindo, simples assim.

Mudando um pouco de assunto, esse sábado fui à terrinha para um curso do Tipocracia Mais FontLab, e foi muito legal, até desenvolvi uma fonte, claro que precisa ser hiper mais bem trabalhada, mas pelo menos nasceu. Apesar da chuva que alagou onde estávamos, foi bem legal, depois o Henrique me deu uma carona e fomos ao Black Dog junto com o Eduílson, que não conhecia lá.

São Paulo me inspira. São Paulo é meu berço, como sou apaixonada por essa cidade. Posso tomar chuva que tomo feliz, posso comer porcaria que como feliz, posso esperar o ônibus quase 1h, que fico quase feliz, posso falar do meu jeito e não ficar com vergonha de falar diferente, pois estou em casa, posso andar pela Paulista e ser a paulistana mais paulistana de todas, posso voltar para o Rio e me sentir saindo de casa de uma maneira inexplicável. Posso chegar no Rio e ser muito feliz por voltar para minha casinha com meu maridão. Mas nunca será São Paulo…

Ando bem em dúvida sobre o que serei quando crescer. Gosto muito de Design, mas de fato, não sou designer. Muitos têm ouvido esse discurso ultimamente, e muito obrigada por me ouvirem. Obrigada por tentarem me entender. Mas isso tem me consumido bastante. Como disse na minha bio, meu grande sonho era ser delegada criminal. Sei que nunca vou ser, por muitos fatores. Falam que eu deveria ser jornalista, mas acho que sou muito egoísta pra ser. Enfim… tenho mais esse ano na faculdade, está tranqüilo por lá, estou gostando deste trimestre, os professores são bons e as matérias estão mais interessantes. Estou fazendo a monitoria de Tipografia, e estou gostando e aprendendo muito, valeu Chico =)

No mais, obras em casa, perguntas na cabeça e tentando repondê-las aos poucos. Espero um dia conseguir respondê-las, porque elas ficam inquietas por lá.

Tags: , , ,

 
1

São Paulo

Postado por bruna em Jan 25, 2009 em Sampa, infância, orgulho

À minha cidade querida dedico muitas memórias.

Desde as idas aos domingos ao Parque da Aclimação, onde quando criança pegávamos o trenzinho que dava a volta no bairro, e parecia enorme, até a Av. Chucri Zaidan, palco do meu primeiro e único emprego na cidade, onde mudou minha vida.

O colégio na Liberdade, e estar acostumada a ir sempre à Galvão Bueno, na Ikesaki, ou no Shop. Santa Cruz, Paulista, o Ibira, são coisas que vêm em lembranças avassaladoras de como amo essa cidade.

Não é perfeita, nenhuma é. Nunca conheci mais que metade da enorme metrópole. Talvez nem 25%. Mas a amo, e muito. Os paulistanos não são tão sérios quanto se diz por aí. Gostamos de balada, de boa música e boa comida. E fazemos muito bem tudo isso.

Cidade que às vezes dá nos nervos de tão cinza que é às 7:30h. A geografia foi maldosa nesse aspecto. Em comensação, nossos espaços são mais bem divididos. Também estamos perto da praia, por incrível que possa parecer. 1h e estamos lá.

É uma cidade bonita também. De arquitetura de Ramos de Azevedo espalhadas por muitos cantos da cidade, de prédios muito estranhos e feios também.

São Paulo não é uma cidade qualquer. É o coração econômico do Brasil, tem muitas facetas e falsetes.

E hoje, tão bem acolhida em outra grande capital, tento achar todos os meios possíveis para voltar para casa. Minha cidade tão querida. Só minha, onde me sinto à vontade para andar sem me preocupar, por mais que tenha que me preocupar, mas é como se conhecesse cada cantinho, cada lugar exato por onde vou passar. Tudo bem, não é beeem assim, mas bem poderia.

Penso nela todos os dias, praticamente. Sinto falta, saudades, sempre que vou é uma alegria. Comer pizza, esfiha, coisas com muzzarela ao invés de queijo minas, escarola ao invés de chicória, ouvir os “meus” e “faróis” e abrir um largo sorriso…

Parabéns, São Paulo!

Tags: , ,

 
2

Retrospectiva 2008

Postado por bruna em Dec 16, 2008 em 2008, pensamentos, retrospectiva, viagem

Mais um ano se vai, e esse foi muuuiiiitttoooo especial!

Pra tirar o pó daqui, vou escrever bastante hoje, hohoho =)

Janeiro: Nada de especial, foi o meu niver e o do meu bonitão, mas não fizemos nada muito diferente. Passamos o ano novo em Paraty, com as poodles-toys e dias lindos!

Fevereiro: Carnaval, Fortaleza! Amamos, lugar bonito, com uma infra-estrutura ótima e super receptiva, um lugar perfeito pra  quem não curte muito a bagunça de carnaval mas gosta de agitação =)

Nesses primeiros meses corremos muito para fechar as coisas do casório,  como várias provas do vestido lá do outro lado da cidade, por exemplo.

Março: Pela primeira vez fiquei sem trabalhar por querer. Quis dar um tempo, porque estudava de manhã e chegava em casa quase 23h, e é o que falo, se eu fosse sozinha, acho que levaria de boa, mas morando com a pessoa mais especial que há para você, seu tempo TEM que ser dividido para ele também, é fato, é necessário. Mas, como estávamos a dois meses do grande dia, nem percebi esse tempo sem trabalhar, fiz questão de fazer os convites eu mesma, fazer um site pra indicar tudo, e tentar aproveitar cada detalhezinho, pra sair tudo direitinho! E olha, recomendo, é uma delícia!

Abril: Fomos conhecer Curitiba, é linda, parece outro mundo de tão agradável. Andamos com muito mais tranqüilidade do que se fosse por aqui ou por Sampa, gostamos muito e queremos voltar =) Bem, fora isso, correria + correria! Tava chegando! U-hu!!!

Maio: Ah, maio…. doce maio…. acompanhar a previsão do tempo dia após dia e torcer para que não chovesse no dia 17! Nâo choveu! Foi lindo, maravilhoso, inesquecível! Que emoção, que tudo! Pessoas queridas perto da gente, querendo só o nosso melhor, foi muito emocionante mesmo, muito! Sim, agora somos marido e mulher, mas até hoje não consigo chamá-lo sempre de meu marido, hehe, vira e mexe sai um “namorado” ou “noivo”, mas nada que o tempo não corrija, porque ele é o maridão mais lindo e tudo de bom do universo! [/babação mode off]

Junho: Preparação para a lua-de-mel, passou voando! Fim de trimestre, correria, e… 2 tatuagens!

Julho: A viagem! Tudo de bom, como é bom conhecer lugares novos, culturas novas, ou velhas (^^), gente diferente da gente! Bom saber que não é só a gente que fura fila, ou que nós somos super simpáticos perto de determinados países, haha! Bom ver o quanto pagamos mais caro por alguma coisa também! Protetor solar bom aqui é carésimo, lá fora um dos melhores é mega barato. Mas que falta faz nosso arroz e feijão também, não? Enfim, foi muito legal, acho que eu não soube aproveitar tão bem, porque fico cansada fácil, e a viagem foi bem cansativa, e já pegamos um ritmo forte desde o primeiro dia. Talvez se eu tivesse descansado um pouco mais quando chegamos, teria aproveitado melhor. Ou não, não sei. Enfim, foi lindo, maravilhoso!

Agosto: Fase meio nostálgica, voltar à realidade, fazer muitas análises, passei por um choque de realidade repentino de mim para comigo mesma. Passei a repensar algumas coisas, a culpa que sinto por algumas atitudes, a culpa que me é imposta, o medo que sinto em demasia, a paciência curta peculiar…

Setembro: Mês que ainda continuaram as coisas de agosto. Nada de muito especial nesse mês. Feriado não tivemos então não viajamos.

Outubro: Viagem decidida em cima da hora, resolvi ir ao TMDG 2008, em Mar del Plata. Foi bem legal! Aprendi bastante coisa, além de a viagem Buenos Aires - Mar del Plata (de buso) ser magnífica! Lindérrima! Escrevi três posts sobre a viagem, quem estiver a fim de ler: TMDG - 1, TMDG - 2 , TMDG - 3.

Novembro: Mês do meu lindão! Ansiedade porque a banda da vida dele, o Queen, viria ao Brasil com o Paul Rodgers no fim do mês! E foi mágico, ver a felicidade dele quando conseguiu a primeira baqueta, a “não acreditação” dele em ver o ídolo que o fez querer ser baterista, nossa, foi fantástico. Não tem palavras para descrever o sentimento de felicidade por alguém que você ama estar feliz! Mágico! Fomos aos 3 shows, e os 3 foram sensacionais!

Dezembro: Mês de balanço, mês de projetos urgentes, mês do fim de um ano excelente! Que termine bem, que tenha sido um ano bom para todos, que ano que vem seja muito melhor, que o Obama seja mesmo tudo aquilo que estamos esperando, que a gente tenha mais consciência do que estamos fazendo para a Natureza, que seja um ano de mudanças. Mudanças para melhor, para sempre. E que acima de tudo, não queiramos ser mais que ninguém, mas que simplesmente façamos a nossa parte para melhorar nossa vida, nosso mundo.

Na faculdade foi um ano bem cansativo, principalmente no começo. Agora até gostaria de deixar claro uma coisa. No post em que falei sobre os professores sei que peguei pesado. Não quis apagar o post porque era o que senti naquela hora, e não acho que só porque mudei em alguma coisa deveria apagá-lo. Mas quero deixar muito claro que se houve algum erro, esse erro foi da Coordenação que não repassava nossas críticas aos professores, fazendo a gente preencher até hoje uma avaliação no fim de cada trimestre, mas que naquela época não servia de nada, porque os professores mesmo não tinham acesso a elas. O que é uma pena, porque eu e alguns colegas nos expusemos de uma maneira que não seria necessária. A professora em questão é uma excelente pessoa, mas não foi uma boa professora para nossa turma. Enfim, depois de um tempo as coisas melhoraram, eu acho pelo menos. Gostei do último trimestre em particular.

Alguns dos sites que fiz esse ano (layout e desenvolvimento):

Casamento, Albergue da Juventude - RJ, Projeto Acadêmico sobre reciclagemBohemian Quen (banda do maridão).

Tiveram outros, mas foram só a codificação. Esse ano foi mais tranqüilo nesse aspecto, acho que caiu a ficha do que é ser e tentar ser freela, e agora em 2009 é correr atrás.

É isso, pessoas! Entre meus projetos para o ano que vem está escrever mais aqui e mudar o visual do site ;) Acho que ainda faço em janeiro, vamos ver! Obrigada para quem lê este blog, e por favor, mandem sugestões, críticas, fiquem à vontade, o intuito é melhorar sempre!

Ano que vem esse blog terá uma participação muito especial, aguardem!

Feliz 2009 para todo mundo!

Tags: , , ,

 
1

Sobre a vida

Postado por bruna em Nov 11, 2008 em pensamentos, viagem

Ruim é ter medo.

Pena que o medo muitas vezes é implantado em você, mesmo sem você querer. Mas e daí, quem vai se importar com o seu medo além de você mesmo? Ninguém. Por mais que uma pessoa esteja perto de você, te conforte e oriente, não é nada mais que uma outra pessoa, não você. Então o jeito é ver de onde vem esse medo, mexer bastante nele, tentar ver onde ele aflora e tirá-lo aos poucos… mas alguns estão tão arraigados que é difícil até de o achar.

Amo muito sentir o vento forte, que bate no rosto fazendo mexer até os cílios, que vem do metrô da Cinelândia sentido zona Norte. Segredo isso, mas é uma das sensações mais gostosas que sinto. Adoro sentir chuva começando e batendo no rosto, e mesmo ficar encharcada com ela, faz tempo que não faço isso. Me dá frio na barriga encontrar sempre o amado, e aí ver o quanto é grande o amor que sinto por ele, e sei que é recíproco. É tão bom saber que tem alguém te esperando, que tem alguém do seu lado, que tem alguém que te entende em 95% das situações. E mesmo assim, sem ser previsível, sem ser cansativo, ser complexamente um amor.

Pegar estrada, paisagens, expectativas, conhecer ou re-conhecer.

Expectativa, preocupação, ansiedade. Ai palavrinhas. Quando são em moderação, que delícia. Quando não, que desespero, parece que não há vida enquanto não acontece o que tem que acontecer.

Laços, que são impostos e nem sempre depois de livres queremos mais. Aprendi a lidar com eles e tenho grande facilidade em desvinculá-los. Bom eu não sei se é, mas que me deixa ser mais coerente com o que sinto e julgo correto, isso sim é bom.

Ligar o “foda-se” é a melhor coisa que podemos fazer sempre que não estamos bem. Se alguém conseguir isso sempre, me ensina, por favor.

Ser desencanado, encantado, entusiasmado, achar que tudo sempre vai dar certo. Ou não. Esses momentos são cíclicos, e querer enxergar onde não há luz ou tampar os olhos para as coisas mais hipócritas sem se importar com elas, é arte das grandes.

Quem mais fala de coerência é o mais incoerente, quem mais fala de justiça é o que sempre comete injustiças, quem sempre quer mais, tem menos. Mas que diabos é isso?

Sou eu.

Tags: ,

 
2

TMDG 2008 - Parte 03

Postado por bruna em Oct 16, 2008 em eventos, tmdg, viagem

Como prometido, agora as fotos que tirei durante a viagem, tanto em Buenos Aires como em Mar del Plata, estão no Flickr.

O terceiro dia do TMDG foi naquele espírito de despedida, e foi mais curto que os outros dias. Logo de cara teve um estudante selecionado, mas eu não  vi, estava passeando pelos stands pela última vez, hehe :). Agora os palestrantes:

FileniFileni Design: Gostei bastante, os caras falaram principalmente de sinalização, e eles têm uns cases bem interessantes, como o da LanChile, de um shopping de Buenos Aires chamado Alto Palermo, de lojas de esporte, etc… Realmente sinalização é tudo. É uma dilíça uma praquinha dizendo que o banheiro é ali do lado e você chega lá e não é coisa nenhuma… ¬¬’, e claro, a vontade de ir ao banheiro é proporcional à sua proximidade com o bath. Tipo, morrendo de vontade de ir ao banheiro, quanto mais perto estamos de nosso apartamento, casa, maior a vontade, não é verdade? :P

Joshua Davis: Ponto positivo: O cara é mega engraçado. Típico norte-americano, e sabe falar super bem, arranca risos da platéia inteira. De resto, acho que da parte de design deve ter sido o mais fraco. De fato, não gostei, não sei porque tanta pagação de pau pra ele.  Parte conceitual ele falou bem pouco, só de um logo que ele fez para a China, que tinham uns tigres, e ele explicando como chegou no resultado foi patético, como se fosse algo sem o menor estudo. Enfim, aqui vocês encontram uma parte do que ele falou e das coisas engraçadas dele.

Pronto, crianças, terminada a missão! Espero que tenham gostado, e logo logo mais atualizações, pois os pensamentos estão bem embrulhados ;).

Tags: , ,

 
3

TMDG 2008 - Parte 02

Postado por bruna em Oct 11, 2008 em eventos, tmdg, viagem

Bom, hoje falarei do segundo dia do TMDG, que na minha opinião foi o melhor, talvez por ter sido o que teve mais gente falando, mas não acho que tenha sido isso, foi porque o pessoal era mais empolgado e interessante que no dia anterior.

Estudante Selecionado - Foi bem legal, foram na verdade alguns estudantes, acho que 4, que foram falar sobre um projeto que fizeram no Chile. Foi um vídeo que eles mostravam um cara novo (devia ter uns 25 anos), mas que já trabalhava e que um dia resolveu deixar seus “instintos” infantis, por assim dizer, aflorarem. Tipo, ele saiu de casa todo engravatado, mas foi de bicicleta pro trabalho, e no caminho tomou sorvete, deitou na grama, aproveitou o caminho. Gostei, pois foi uma introdução de que pro design há de se deixar a mente muito aberta, como as crianças deixam mesmo. E eles mostraram o making-off do filminho, que é bem complicado de se fazer, tals…

PSYOP - É, os caras são fodas, com o perdão do termo. Foram eles que fizeram aquela propaganda da Coca, da fábrica, mas aqui foi ao ar só uma parte, lembram (esse daqui)? E o que eu mais gostei, talvez porque eu use muito, foi o case do Converse, que é simplesmente demais, porque eles tinham na mão que deveria ser em preto e branco e que deveria passar uma idéia de união, de que as pessoas que usam o All Star estão unidas de uma certa maneira. Mas, esperava mais… Tá bem, animação, 3D não são as coisas que eu mais goste, mas certamente é o que mais usa a criatividade, e acho que eles poderiam ter explorado melhor essa parte do processo criativo. Eles até ensaiaram falar sobre, mas acho que foram meio despreparados, pelo menos foi a idéia que passou pra mim.

The Uncoolhunter - Conhecida por sair dos padrões, e ser conhecida por isso, eles se deram conta que agora não fazem mais parte desta parte que está fora dos padrões, porque estar fora dos padrões, usar coisas estranhas, diferentes do tradicional, está na moda. E eles mostraram isso de uma forma super natural, falaram dessa tendência, com a pergunta “Uncool is the new cool?”. Pra mim, foi a melhor palestra do evento inteiro, pela simplicidade, pelo conteúdo e pelo tema, vale uma ida ao site ;).

Hort - O cara é sensacional. Foram quase 2 horas babando pelo trabalho do cara. Ele começou como designer de capas de cd’s na década de 90 inteira, até que os cdzitchos saíram de moditcha, não, minha gente? Aí ele começou a trabalhar com outras coisas, com fotografia, com trabalhos sociais, muito fofo ele, porque ele é mó grandão, aquele que você olha e parece ser muito frio, até por ser alemão, mas o cara foi o que mais falou sobre a criatividade, sobre o inesperado, sobre surpreender e agradar o cliente. Ele falou que metade do tempo que ele usa em um trabalho é para “levar o cliente” a entender sua idéia e a confiar em seu trabalho. Bem interessante e “abridor” de mente, deu vontade de sair dali e trabalhar, trabalhar e trabalhar, por puro prazer!

Marian Bantjes - Como uma menina que conheci no ônibus de volta, ela é a Bridget Jones :). Muito fofa, gostei do fato de ela não ser designer formada e ser hiper bem reconhecida e boa no que faz. Ela é tipógrafa. Mas tipo, não uma tipógrafa comum… não sei como explicar, mas ela é foda (desculpe II, a missão). Vejam os trabalhos dela no site, vale hiper a pena. Ela é super carismática, engraçada, e o melhor, comum. Gente como a gente, sabe? Ela tava comentando que quando ela foi chegando à meia-idade foi tendo uma crise muito grande, pensando no que ela queria da vida, o que ela iria fazer, etc… e que nessa época ela tinha uma sociedade com outra designer, e que resolveu sair da sociedade e seguir só. E ela é muito feliz, faz o que gosta e faz muito bem feito. Inspiradora! Deu pena porque no fim ela se perdeu um pouco lendo umas crônicas que ela tinha escrito. Eram 22, ficamos até a 6, porque ela ainda tava com uma tosse muito forte e irritante… Mas se não fosse pelo fim, teria sido a melhor do dia ;).

Tirei muuuuuiiiitas fotos, e prometo que vou colocá-las no Flickr, mas por enquanto, um amigo que conheci lá, o Rodrigo, deixou as dele disponíveis aqui, vejam!

Até a próxima!

Tags: , ,

 
3

TMDG 2008 - Parte 01

Postado por bruna em Oct 8, 2008 em eventos, tmdg, viagem

Decidi ir ao TMDG 2008 menos de uma semana antes do evento. Comprei as passagens e seria o que Deus quisesse, porque não tinha conseguido comprar os ingressos nem as passagens de ônibus de Buenos Aires - Mar del Plata… Bom, fato é que Ele quis, e acabou dando tudo certo…

Cheguei em BsAs na quarta, dia 1, e fiquei até quinta à tarde, aí já aproveitei e comprei os ingressos e as passagens, e deu tudo certo, ufa!

Quinta foi dia de pegar a estrada já com o pessoal da facul (Rodrigo, Mariana, Marquinhu e Ratinho) + o pessoal do Sul (Lisiane, Rodrigo e Rosana), e que estrada… lindíssima, renderam belas fotos!

Na quinta mesmo acabamos não fazendo mais nada além de jantar.

Sexta! Café da manhã, pegar o ingresso pessoalmente da garela e credenciamento! Nossa, lotado o Estádio Poliesportivo, cheio de standes, vontade de comprar tudo! Tinha um stand de uma livraria (La Paragráfica) que dava vontade de comprar todos os livros! Muito diferentes, lindos, sobre os melhores temas possíveis de DG :)

Basicamente encontramos faladores de espanhol e brasileiros, mas percebemos e conversamos com gente de todos os cantos da América Latina. Muita gente do Peru e do Chile, chamou a atenção, principalmente pelo Peru.

A primeira palestra foi da agência “La Cocina“, onde eles apresentaram casos que pegaram de re-design, e foi bem interessante, porque mostraram que não é simples, como todos sabemos ou imaginamos, e mostraram o cuidado que têm quando fazem isso.

Eles apresentaram os casos de re-design da Norton (vinhos), Chocolatada da SanCor (como Toddy 1L), Alba (tintas), e o re-design da lata da tradicionalissima Quilmes (cerveja).

Também foi um estudante (Tooco) mostrando suas ilustrações, bem interessante também, porque o cara viajou boa parte da América Latina e tem várias referências visuais. Pena que ele deixou pro final pra mostrar o que ele fazia de melhor, tanto que foram ilustrações que ganharam vários prêmios, tal. O começo ele tentou mostrar mais o processo de como ele tinha chegado até ali, mas julguei um pouco perda de tempo.

Depois foi o brasileiríssimo Mopa, bem legal! Mas devo concordar com o Rodrigo que eles talvez sejam mais arte que design… sei que é uma linha bem tênue pra quem não conhece muito do tema, mas basicamente o design deve ter funcionalidade, enquanto a arte é mais passiva de observação… Me corrijam se eu estiver errada ;) E o que eles fazem é lindíssimo, os 4 que palestraram são desenhistas, e eles tiveram uma idéia muito boa, que foi tirar fotos das novas camisetas que produziram embaixo d’água, e eles mostraram todo o processo, muito legal!

Na seqüência, Atypica…. uma decepção… Não entendi bem, mas acho que a pessoa que estava com parte da apresentação não foi, e sei que eles passaram um filme ridículo, sem falar nada…. foi muito chato mesmo, apesar de eu ter comprado algumas revistas deles e ter gostado.

Fato é… a pessoa que vos escreve achou que a Atypica era a última do dia, e voltou pro Hotel. Não, não era a última do dia, e parece que a Normad Ink fez uma das melhores palestras do evento… ok, não vou poder falar sobre ela. :/

Minha análise sobre o primeiro dia é que foi bom, mas poderia ter sido melhor. Concordo com o pessoal da facul que falou que eles só apresentaram cases, mas eu acho que foram cases bem interessantes, eles falaram sobre como chegaram a alguns trabalhos, e de fato poderiam ter falado mais sobre o processo todo, seria bem mais legal!

Bom, encerro aqui a primeira parte, falando do primeiro dia de lá e logo logo escrevo sobre o segundo, que na minha opinião foi o melhor ;) Aos poucos vou colocando imagens também sobre o que vi.

Tags: , ,

 
6

Depois de um longo e tenebroso inverno…

Postado por bruna em Sep 19, 2008 em críticas, desabafo, facul

Pois é, pessoas, finalmente consegui mudar de host e transferir direitinho o bd dele pro novo [/orgulhosa off] :) Então agora posso escrever com segurança que não vou perder nada.

Esses dias têm sido corridos, mas agora, tudo tranqüilinho e é só curtir!

Não sei bem sobre o que escrever, mas como meu mundinho atual tem girado mais em torno da facult, é sobre ela que vou escrever.

You know, babe, eu estudo no “Infnet, modéstia à parte”. Faço parte da Primeira Turma de Design Gráfico, ó que chique, benhê. Não tão chique quanto possa parecer. Quando cheguei ao Rio fui trabalhar numa empresa onde todos gostavam do Instituto e eu tinha boas referências de lá. Nunca tinha me tocado que eram pessoas que tinham feito coisas relacionadas a TI, que realmente, me parece ser bem superior lá.

Well, vou falar das coisas positivas: Se você tá a fim de certificação, legal, lá é seu lugar. Mas saiba que mesmo eles focando em certificações, você vai ter que estudar, e muito, por conta própria. A infra-estrutura é show, pelo menos para as aulas das graduações: telas de LCD, acho que 17 polegadas, tem tablet (apesar de em mais de ano termos usado 3 vezes, no máximo), e uma máquina bem boa de capuccino, com o café moído na hora. Bem, o que me chamou a atenção para querer fazer lá minha graduação, além de ser em 3 anos, é o curriculum (clica aqui pra ver). Show de bola né? Foi o que pensei! E quando passei no vestiba, lembro como se fosse hoje da felicidade que senti! Muito bom, nossa, vou ser A profissional, isso e aquilo…

Mãããs, não é bem assim, né, people… Tem muita, mas muita coisa que penamos até hoje porque somos a tal Primeira Turma, então acabamos bem ou mal sendo um teste pra eles. Ok, não tou dizendo que somos cobaias, não com uma intenção real deles, manja? Mas acabamos sendo, de alguma forma. E digo o porquê. Quando fizemos o vestibular, foi nos avisado que caso não passássemos na prova de Inglês, seria feito um nivelamento por um semestre, gratuitamente, para os alunos. Nossa, isso aumentou ainda mais minha expectativa. E claro, não passei no Inglês (podem rir, sou mó mané mesmo =D). Fiz o nivelamento, na época com meu querido professor CAT (queridíssimo mesmo), e gostei muito. Com o tempo, fui percebendo que o que minha turma precisava mesmo, não era de um nivelamento de inglês, e sim de ferramentas, como DreamWeaver, Photoshop, e coisas do gênero, coisas que fazem muita diferença para uma turma seguir bem ou não. E nossa turma não seguiu bem. Segue, até hoje, de maneira irregular, com uns muito fortes, uns muito fracos, e uns muito medianos. Ou seja, pra quê mesmo o nivelamento de inglês? Lembram de uma palavrinha mágina que começa com Market e termina com seu gerúndio? Hmmm….

Bem, e no primeiro trimestre, WebDesign! U-hu! Paixãozitcha da que vos fala. Esta matéria seguiu por 3 trimestres. E aprendemos, aprendemos…. aprendemos um monte de DreamWeaver. Certificação, galera, é isso que você tem que saber. Macetes, isso e aquilo. Vai ali na empresa e diz que manja de DW, vai. Boa sorte! Teoria da Cor… Que massa! Matéria mega importante pra nossa profissão, nops? Pois é. A primeira aula foi uma maravilha, lindos slides e uma mega expectativa. Até a segunda, terceira aula. Tchau, descartada mais uma. Até o terceiro tri chegar e a melhor professora ever entrar. Bianca Martins. Esta sim fez toda a diferença. Encho a bola mesmo. Apaixonada pelo que faz, ensinou muito. Enfim, fizemos que fizemos e conseguimos ter 1 ano de aula com ela direto. Uma fofa. E hoje, infelizmente, foi o último dia de aula que ela nos deu. Well, em paralelo à Bianca, temos duas matérias que nos acompanham quase até o fim do curso. Parágrafos novos.

Gestão de Projetos. Cool. Certificação PMI. Tenho amigos que entraram lá por causa desta matéria, e um deles até gosta da matéria. Enfim, sei que neste trimestre, 70% tá reprovada. Eles têm a chance de uma prova final, e é bem provável que passem, nunca vi reprovação por lá, seja por falta, seja por conhecimento. Mas enfim, o que tenho a dizer é que praticamente 90% da nota é por duas provas objetivas, onde é cheia de pegadinhas e segue o perfil da certificação do PMI. Legal, né? E 10% da nota é por um trabalho, onde você realmente aplica o que você aprendeu durante 3 meses. Pensei que eu ia sair de lá sabendo o que é gerir um projeto, e não tendo uma certificação de decoreba, por mais que isso faça a diferença no mercado. Somos cabeças pensantes, e se isso não é incentivado, que ânimo pode me dar?

Ingrês. Tanto, tanto e tanto por nada. Nivelamento de inglês? Legal, metade das pessoas que realmente precisavam saiu na metade ou nem começou. Adiantou? Nada. A turma é mega desnivelada ainda e as aulas seguem num ritmo descompassado com a necessidade que realmente temos no nosso dia-a-dia de saber a língua dos yankees.

E é isso, garela (como diz uma sobrinha fofíssima). O que eu posso perceber, e pelo que ouço, é que nossa turma apanha mesmo, e que as outras seguintes já têm belas melhorias, mas é nessa que estou, e é dessa que falo. Se você pensa em fazer Design lá, de boa, não recomendo. Mas procure outras opiniões de outras turmas. Espero estar enganada.

O que eu consigo perceber é que realmente temos a maioria dos professores muito bons, mas que sei lá porque desanimam logo, e acabam dando uma aula muito “má o meno”. E temos outros que não são mesmo. Parei de reclamar por lá. Somos conhecidos por “reclamões”, e sei que faço parte destes, então, o que me resta é esperar o diploma.

Tags: , ,

Copyright © 2010 desembrulhando pensamentos Todos os direitos reservados. Tema adaptado de Laptop Geek.