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TMDG 2008 - Parte 02

Postado por bruna em Oct 11, 2008 em eventos, tmdg, viagem

Bom, hoje falarei do segundo dia do TMDG, que na minha opinião foi o melhor, talvez por ter sido o que teve mais gente falando, mas não acho que tenha sido isso, foi porque o pessoal era mais empolgado e interessante que no dia anterior.

Estudante Selecionado - Foi bem legal, foram na verdade alguns estudantes, acho que 4, que foram falar sobre um projeto que fizeram no Chile. Foi um vídeo que eles mostravam um cara novo (devia ter uns 25 anos), mas que já trabalhava e que um dia resolveu deixar seus “instintos” infantis, por assim dizer, aflorarem. Tipo, ele saiu de casa todo engravatado, mas foi de bicicleta pro trabalho, e no caminho tomou sorvete, deitou na grama, aproveitou o caminho. Gostei, pois foi uma introdução de que pro design há de se deixar a mente muito aberta, como as crianças deixam mesmo. E eles mostraram o making-off do filminho, que é bem complicado de se fazer, tals…

PSYOP - É, os caras são fodas, com o perdão do termo. Foram eles que fizeram aquela propaganda da Coca, da fábrica, mas aqui foi ao ar só uma parte, lembram (esse daqui)? E o que eu mais gostei, talvez porque eu use muito, foi o case do Converse, que é simplesmente demais, porque eles tinham na mão que deveria ser em preto e branco e que deveria passar uma idéia de união, de que as pessoas que usam o All Star estão unidas de uma certa maneira. Mas, esperava mais… Tá bem, animação, 3D não são as coisas que eu mais goste, mas certamente é o que mais usa a criatividade, e acho que eles poderiam ter explorado melhor essa parte do processo criativo. Eles até ensaiaram falar sobre, mas acho que foram meio despreparados, pelo menos foi a idéia que passou pra mim.

The Uncoolhunter - Conhecida por sair dos padrões, e ser conhecida por isso, eles se deram conta que agora não fazem mais parte desta parte que está fora dos padrões, porque estar fora dos padrões, usar coisas estranhas, diferentes do tradicional, está na moda. E eles mostraram isso de uma forma super natural, falaram dessa tendência, com a pergunta “Uncool is the new cool?”. Pra mim, foi a melhor palestra do evento inteiro, pela simplicidade, pelo conteúdo e pelo tema, vale uma ida ao site ;).

Hort - O cara é sensacional. Foram quase 2 horas babando pelo trabalho do cara. Ele começou como designer de capas de cd’s na década de 90 inteira, até que os cdzitchos saíram de moditcha, não, minha gente? Aí ele começou a trabalhar com outras coisas, com fotografia, com trabalhos sociais, muito fofo ele, porque ele é mó grandão, aquele que você olha e parece ser muito frio, até por ser alemão, mas o cara foi o que mais falou sobre a criatividade, sobre o inesperado, sobre surpreender e agradar o cliente. Ele falou que metade do tempo que ele usa em um trabalho é para “levar o cliente” a entender sua idéia e a confiar em seu trabalho. Bem interessante e “abridor” de mente, deu vontade de sair dali e trabalhar, trabalhar e trabalhar, por puro prazer!

Marian Bantjes - Como uma menina que conheci no ônibus de volta, ela é a Bridget Jones :). Muito fofa, gostei do fato de ela não ser designer formada e ser hiper bem reconhecida e boa no que faz. Ela é tipógrafa. Mas tipo, não uma tipógrafa comum… não sei como explicar, mas ela é foda (desculpe II, a missão). Vejam os trabalhos dela no site, vale hiper a pena. Ela é super carismática, engraçada, e o melhor, comum. Gente como a gente, sabe? Ela tava comentando que quando ela foi chegando à meia-idade foi tendo uma crise muito grande, pensando no que ela queria da vida, o que ela iria fazer, etc… e que nessa época ela tinha uma sociedade com outra designer, e que resolveu sair da sociedade e seguir só. E ela é muito feliz, faz o que gosta e faz muito bem feito. Inspiradora! Deu pena porque no fim ela se perdeu um pouco lendo umas crônicas que ela tinha escrito. Eram 22, ficamos até a 6, porque ela ainda tava com uma tosse muito forte e irritante… Mas se não fosse pelo fim, teria sido a melhor do dia ;).

Tirei muuuuuiiiitas fotos, e prometo que vou colocá-las no Flickr, mas por enquanto, um amigo que conheci lá, o Rodrigo, deixou as dele disponíveis aqui, vejam!

Até a próxima!

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TMDG 2008 - Parte 01

Postado por bruna em Oct 8, 2008 em eventos, tmdg, viagem

Decidi ir ao TMDG 2008 menos de uma semana antes do evento. Comprei as passagens e seria o que Deus quisesse, porque não tinha conseguido comprar os ingressos nem as passagens de ônibus de Buenos Aires - Mar del Plata… Bom, fato é que Ele quis, e acabou dando tudo certo…

Cheguei em BsAs na quarta, dia 1, e fiquei até quinta à tarde, aí já aproveitei e comprei os ingressos e as passagens, e deu tudo certo, ufa!

Quinta foi dia de pegar a estrada já com o pessoal da facul (Rodrigo, Mariana, Marquinhu e Ratinho) + o pessoal do Sul (Lisiane, Rodrigo e Rosana), e que estrada… lindíssima, renderam belas fotos!

Na quinta mesmo acabamos não fazendo mais nada além de jantar.

Sexta! Café da manhã, pegar o ingresso pessoalmente da garela e credenciamento! Nossa, lotado o Estádio Poliesportivo, cheio de standes, vontade de comprar tudo! Tinha um stand de uma livraria (La Paragráfica) que dava vontade de comprar todos os livros! Muito diferentes, lindos, sobre os melhores temas possíveis de DG :)

Basicamente encontramos faladores de espanhol e brasileiros, mas percebemos e conversamos com gente de todos os cantos da América Latina. Muita gente do Peru e do Chile, chamou a atenção, principalmente pelo Peru.

A primeira palestra foi da agência “La Cocina“, onde eles apresentaram casos que pegaram de re-design, e foi bem interessante, porque mostraram que não é simples, como todos sabemos ou imaginamos, e mostraram o cuidado que têm quando fazem isso.

Eles apresentaram os casos de re-design da Norton (vinhos), Chocolatada da SanCor (como Toddy 1L), Alba (tintas), e o re-design da lata da tradicionalissima Quilmes (cerveja).

Também foi um estudante (Tooco) mostrando suas ilustrações, bem interessante também, porque o cara viajou boa parte da América Latina e tem várias referências visuais. Pena que ele deixou pro final pra mostrar o que ele fazia de melhor, tanto que foram ilustrações que ganharam vários prêmios, tal. O começo ele tentou mostrar mais o processo de como ele tinha chegado até ali, mas julguei um pouco perda de tempo.

Depois foi o brasileiríssimo Mopa, bem legal! Mas devo concordar com o Rodrigo que eles talvez sejam mais arte que design… sei que é uma linha bem tênue pra quem não conhece muito do tema, mas basicamente o design deve ter funcionalidade, enquanto a arte é mais passiva de observação… Me corrijam se eu estiver errada ;) E o que eles fazem é lindíssimo, os 4 que palestraram são desenhistas, e eles tiveram uma idéia muito boa, que foi tirar fotos das novas camisetas que produziram embaixo d’água, e eles mostraram todo o processo, muito legal!

Na seqüência, Atypica…. uma decepção… Não entendi bem, mas acho que a pessoa que estava com parte da apresentação não foi, e sei que eles passaram um filme ridículo, sem falar nada…. foi muito chato mesmo, apesar de eu ter comprado algumas revistas deles e ter gostado.

Fato é… a pessoa que vos escreve achou que a Atypica era a última do dia, e voltou pro Hotel. Não, não era a última do dia, e parece que a Normad Ink fez uma das melhores palestras do evento… ok, não vou poder falar sobre ela. :/

Minha análise sobre o primeiro dia é que foi bom, mas poderia ter sido melhor. Concordo com o pessoal da facul que falou que eles só apresentaram cases, mas eu acho que foram cases bem interessantes, eles falaram sobre como chegaram a alguns trabalhos, e de fato poderiam ter falado mais sobre o processo todo, seria bem mais legal!

Bom, encerro aqui a primeira parte, falando do primeiro dia de lá e logo logo escrevo sobre o segundo, que na minha opinião foi o melhor ;) Aos poucos vou colocando imagens também sobre o que vi.

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Depois de um longo e tenebroso inverno…

Postado por bruna em Sep 19, 2008 em críticas, desabafo, facul

Pois é, pessoas, finalmente consegui mudar de host e transferir direitinho o bd dele pro novo [/orgulhosa off] :) Então agora posso escrever com segurança que não vou perder nada.

Esses dias têm sido corridos, mas agora, tudo tranqüilinho e é só curtir!

Não sei bem sobre o que escrever, mas como meu mundinho atual tem girado mais em torno da facult, é sobre ela que vou escrever.

You know, babe, eu estudo no “Infnet, modéstia à parte”. Faço parte da Primeira Turma de Design Gráfico, ó que chique, benhê. Não tão chique quanto possa parecer. Quando cheguei ao Rio fui trabalhar numa empresa onde todos gostavam do Instituto e eu tinha boas referências de lá. Nunca tinha me tocado que eram pessoas que tinham feito coisas relacionadas a TI, que realmente, me parece ser bem superior lá.

Well, vou falar das coisas positivas: Se você tá a fim de certificação, legal, lá é seu lugar. Mas saiba que mesmo eles focando em certificações, você vai ter que estudar, e muito, por conta própria. A infra-estrutura é show, pelo menos para as aulas das graduações: telas de LCD, acho que 17 polegadas, tem tablet (apesar de em mais de ano termos usado 3 vezes, no máximo), e uma máquina bem boa de capuccino, com o café moído na hora. Bem, o que me chamou a atenção para querer fazer lá minha graduação, além de ser em 3 anos, é o curriculum (clica aqui pra ver). Show de bola né? Foi o que pensei! E quando passei no vestiba, lembro como se fosse hoje da felicidade que senti! Muito bom, nossa, vou ser A profissional, isso e aquilo…

Mãããs, não é bem assim, né, people… Tem muita, mas muita coisa que penamos até hoje porque somos a tal Primeira Turma, então acabamos bem ou mal sendo um teste pra eles. Ok, não tou dizendo que somos cobaias, não com uma intenção real deles, manja? Mas acabamos sendo, de alguma forma. E digo o porquê. Quando fizemos o vestibular, foi nos avisado que caso não passássemos na prova de Inglês, seria feito um nivelamento por um semestre, gratuitamente, para os alunos. Nossa, isso aumentou ainda mais minha expectativa. E claro, não passei no Inglês (podem rir, sou mó mané mesmo =D). Fiz o nivelamento, na época com meu querido professor CAT (queridíssimo mesmo), e gostei muito. Com o tempo, fui percebendo que o que minha turma precisava mesmo, não era de um nivelamento de inglês, e sim de ferramentas, como DreamWeaver, Photoshop, e coisas do gênero, coisas que fazem muita diferença para uma turma seguir bem ou não. E nossa turma não seguiu bem. Segue, até hoje, de maneira irregular, com uns muito fortes, uns muito fracos, e uns muito medianos. Ou seja, pra quê mesmo o nivelamento de inglês? Lembram de uma palavrinha mágina que começa com Market e termina com seu gerúndio? Hmmm….

Bem, e no primeiro trimestre, WebDesign! U-hu! Paixãozitcha da que vos fala. Esta matéria seguiu por 3 trimestres. E aprendemos, aprendemos…. aprendemos um monte de DreamWeaver. Certificação, galera, é isso que você tem que saber. Macetes, isso e aquilo. Vai ali na empresa e diz que manja de DW, vai. Boa sorte! Teoria da Cor… Que massa! Matéria mega importante pra nossa profissão, nops? Pois é. A primeira aula foi uma maravilha, lindos slides e uma mega expectativa. Até a segunda, terceira aula. Tchau, descartada mais uma. Até o terceiro tri chegar e a melhor professora ever entrar. Bianca Martins. Esta sim fez toda a diferença. Encho a bola mesmo. Apaixonada pelo que faz, ensinou muito. Enfim, fizemos que fizemos e conseguimos ter 1 ano de aula com ela direto. Uma fofa. E hoje, infelizmente, foi o último dia de aula que ela nos deu. Well, em paralelo à Bianca, temos duas matérias que nos acompanham quase até o fim do curso. Parágrafos novos.

Gestão de Projetos. Cool. Certificação PMI. Tenho amigos que entraram lá por causa desta matéria, e um deles até gosta da matéria. Enfim, sei que neste trimestre, 70% tá reprovada. Eles têm a chance de uma prova final, e é bem provável que passem, nunca vi reprovação por lá, seja por falta, seja por conhecimento. Mas enfim, o que tenho a dizer é que praticamente 90% da nota é por duas provas objetivas, onde é cheia de pegadinhas e segue o perfil da certificação do PMI. Legal, né? E 10% da nota é por um trabalho, onde você realmente aplica o que você aprendeu durante 3 meses. Pensei que eu ia sair de lá sabendo o que é gerir um projeto, e não tendo uma certificação de decoreba, por mais que isso faça a diferença no mercado. Somos cabeças pensantes, e se isso não é incentivado, que ânimo pode me dar?

Ingrês. Tanto, tanto e tanto por nada. Nivelamento de inglês? Legal, metade das pessoas que realmente precisavam saiu na metade ou nem começou. Adiantou? Nada. A turma é mega desnivelada ainda e as aulas seguem num ritmo descompassado com a necessidade que realmente temos no nosso dia-a-dia de saber a língua dos yankees.

E é isso, garela (como diz uma sobrinha fofíssima). O que eu posso perceber, e pelo que ouço, é que nossa turma apanha mesmo, e que as outras seguintes já têm belas melhorias, mas é nessa que estou, e é dessa que falo. Se você pensa em fazer Design lá, de boa, não recomendo. Mas procure outras opiniões de outras turmas. Espero estar enganada.

O que eu consigo perceber é que realmente temos a maioria dos professores muito bons, mas que sei lá porque desanimam logo, e acabam dando uma aula muito “má o meno”. E temos outros que não são mesmo. Parei de reclamar por lá. Somos conhecidos por “reclamões”, e sei que faço parte destes, então, o que me resta é esperar o diploma.

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Terra adorada, Brasil

Postado por bruna em Aug 24, 2008 em cultura, orgulho

Pois é, as Olimpíadas acabaram, ganhamos poucas e suadas medalhas.

Adoro o espírito olímpico, claro à parte o lutador cubano ou o sumiço da vara da Fabiana, pelo esforço individual, pela garra, pelo objetivo a ser alcançado.

Fantástico. Se eu fosse esportista, acho que apostaria na natação. É meu esporte preferido, que me faz bem e que me faz querer melhorar.

Mas quero falar é sobre ser brasileira. Por que tenho orgulho de ser brasileira? Eu tenho muito orgulho de ser brasileira. Mas confesso que às vezes é desanimador. É aquela relação de irmão, eu posso falar mal, mas se alguém fala, viro bicho. Que nem a propaganda das Havaianas (vejam, vale muito a pena).

Tenho orgulho de ter nascido num país tão bonito, com pessoas misturadas, com pessoas tão dedicadas, com uma música tão bonita.

Não tenho orgulho dos nossos políticos, do tanto de impostos que pagamos para ir parar em contas na Suíça e termos que pagar os serviços que deveríamos ter gratuitamente por direito. Não tenho o menor orgulho disto.

Mas quando vejo nossa bandeira, quando ouço nosso hino, não tem jeito, tenho que segurar as lágrimas, porque apesar de tudo, tenho muito orgulho de ser brasileira.

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Respeitem os cabelos brancos

Postado por bruna em Aug 17, 2008 em críticas, desabafo, pensamentos

Sou adepta do respeito. Quando ficamos mais velhos, claro que algumas limitações aparecem, e cabe respeitarmos os que passam por isto agora para mais tarde sermos respeitados. Ok, todos sabemos disto, afinal, aprendemos desde pequenos a respeitar os mais velhos.

Tem gente que não respeita. Motorista de ônibus que não pára quando é velhinho pedinho pra subir, ou quando eles sobem o motorista dá uma daquelas arrancadas incríveis, quase matando os pobres senhores.

Agora, temos que ver os dois lados. A outra parte é que os idosos também têm que respeitar os outros, e muitos velhinhos parecem que esqueceram algumas palavrinhas básicas, como “obrigada” e “por favor”. Isso realmente me irrita. Sempre dou meu lugar quando vejo um idoso, ou tento ajudar dando passagem, coisas básicas que todos devemos fazer. Mas às vezes é demais, parece que para furar uma fila é um minuto e atropelar pessoas são dois. Sem pedir desculpas.

Tenho muito medo de ficar velha. É fato. Não tenho medo de morrer, eu acho, mas de ficar velha tenho horror. Tenho medo de ficar grossa, estúpida, achando que todos me devem favores. Tirando o fato de ter medo de não tomar banho todos os dias, e ficar com aquele cheirinho característico. Sei que o corpo não é o mesmo, mas quero tapetinhos, banquinhos e todos os inhos para tomar banho TODOS os dias. Isso é um acordo meu e do maridão da que vos fala.

Fala sério, passar a vida toda batalhando, fazendo o melhor, pra chegar no fim carrancudo? Ah não! Quero ser daquelas velhinhas fofas que fazem natação e beijam na rua, ^^.

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Você fez isso!

Postado por bruna em Aug 13, 2008 em pensamentos, relacionamentos

[01]

Você fez isso!…

E pela sua cara pude ver que minhas acusações estavam certas. A ausência de atitude misturada com sua surpresa me confirmaram o que eu queria.

Não quero desculpas nem penso que essa situação possa ser revertida, mas aconteceu, e só serve para eu ter certeza que não posso confiar em ninguém a não ser em mim mesma.

Não… não precisa falar nada. Não quero ouvir. Sua voz me irrita profundamente e não há nada que você possa fazer pra me fazer bem. Vá embora. De uma vez por todas, vá embora. E faça o favor de nunca mais me procurar.

Volto pra casa desesperada pensando no que eu fiz pra merecer aquilo. Sempre fui boa, fiz meu melhor, e onde foi que eu errei? Não sou tão boa? Que infernos, será que sempre vou ser pior que tudo e todos?

O gosto salgado do choro entalado na garganta me sufoca, a cabeça pesa com tantas emoções juntas, parece que tem um bolo inteiro na minha garganta, e que não vou passar de hoje. Não quero mesmo. Até perceber que com o choro tenho o melhor dos sonos. Não parece tão ruim assim…

[02]

Você fez isso!…

Não posso acreditar que você fez isso! Por quê? Não posso acreditar, é verdade?

Não, acho que teve um erro, posso tentar explicar?

Apesar de ser muito difícil, fala logo o seu lado. Quero ouvir de você e ter certeza se é verdade.

Claro. Aconteceu isso, com tais pessoas envolvidas, em tal lugar, isso, isso e isso. Estou sendo o mais sincero possível. Não tenho porquê mentir pra você.

Tá bem. Ainda estou um pouco confusa, por favor, me dê um tempo, preciso pensar.

Claro, estou aqui para o que precisar, sempre que quiser.

Obrigada.

[01] - antes

[02] - agora

Não é fácil admitir nossos erros, e acima de tudo tentar melhorá-los. Alguém que incentive isso na gente faz muito bem. E a gente querer isso de outra pessoa talvez seja mais difícil ainda. Saber dar o conselho apropriado, mas acima de tudo sempre estar disposto a entender e ouvir. Não é fácil. Mas faz muito bem pra saúde mental. Minha e dele.

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Viajandinha

Postado por bruna em Aug 4, 2008 em pensamentos, viagem

Ok, viajei no último post, mas como meu propósito é escrever o que me mexe um pouco, está de acordo com o propósito do brógui ;)

Belesminha, passado isso, hoje tou mais alto-astral, semi-pululante e bastante com sono. Hoje tive uma aula que o professor falou sobre uma coisa que eu sempre pensei. Vamos por partes.

Foi uma aula de Estruturas Discretas, e essas aulas têm sido de filosofia e forma de pensar, coisa que eu realmente gosto. E eu sempre pensei uma coisa, que quando a gente aprende as cores, é a visão da pessoa que me ensinou que foi utilizada como base. Tipo, se pra ela o nome “verde” foi atribuído ao verde que ela vê, automaticamente vou aprender que verde é verde. Simples, tipo, se a pessoa que ensinou na verdade chama de verde o azul, vou aprender o que ela vê, mas não necessariamente o verde que ela vê é realmente o verde. Dá pra entender? Quis dizer que a gente vai aprendendo o que talvez não corresponda a realidade, mas aí é muito bizarro pensar que o que aprendemos são apenas convenções, e que talvez nunca saberemos se o que vemos algum dia será exatamente a mesma coisa que outra pessoa vê….

Daí, eu que não entendo quase nada de filosofia, li ontem sobre um caso de uma menina anencéfala que viveu por quase dois anos (aqui). Então nossa vida não depende de cérebro? Como assim? Pára tudo! Como pode o serzinho ter chorado, ter tido fome, ter tido vontades de um bebê normal? As células têm todas essas informações e conseguiram sobreviver sem nenhum tipo de estímulo do cérebro? Ou a gente realmente traz informações em nossa “alma” de outras vidas, como diziam alguns filósofos, e só precisamos ser estimulados para relembrar?

Sei que é extremamente interessante tudo isso, e tou adorando! Como se uma janelinha se abrisse para um mundo gigante lá fora! E é o que Sócrates dizia, “só sei que nada sei”, porque quanto mais vou aprendendo as coisas, mais vejo o quão ignorante sou. Não que seja ruim, mas no mínimo dá uma pontinha de tristeza de saber que nunca vou poder saber tudo.

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“Despreocupa-se e pensa no essencial”

Postado por bruna em Jul 31, 2008 em pensamentos

Esta frase de uma música da Marisa Monte (Gerânio - Universo Particular) cai como uma luva pra mim.

Não que eu já tenha sido classificada como bipolar, mas tenho certeza que se eu for a qualquer médico atual vai me dizer isso. Não tenho nada. Meu problema e meu prazer são os mesmos, pensar!

Claro, me irrita profundamente esse meu jeito de um dia estar bem e no outro não, mas claro, quando vou ver o que me deixou mal, certamente vou achar algo que foi dito e eu não gostei, mas que na hora ignorei e que depois esqueci de mudar a chave pra ficar bem de novo…. Dá pra entender? Ou também de alguma frustração, normal. Vejo que frustrações são bem comuns, das mais simples às mais complicadas. Mas não que seja algo ruim, acho que é pra ver que o mundo não gira tanto como a gente quer só.

Enfim, se penso no que realmente é essencial, meu, vou à Lua e volto em dois segundos!

Ando numa fase de desprendimento de mim mesma. Meu, como sou chata comigo! Pô, ando numa outra fase paralela (saca?) de não querer ser a “inha” de tudo, a bruninha, a bonitinha, a fofinha, a cuti-cuti, manja? Sei que meu 1,56m de altura não ajuda muito… Só que eu sei perfeitamente que se sou vista assim é porque faço alguma coisa, então não posso querer uma coisa sem antes querer mudar. Báááásico, como diz um amigo…

Uma vez um amigo que considero muito, que por mais que ele não saiba meio que o considero um irmão, me chamou a atenção pra uma coisinha que tento mudar desde então… Gosto de mostrar que fiz alguma coisa. É difícil pra mim admitir isso, mas não gosto de passar despercebida, e isso não é bom. Não é bom pra mim, diga-se de passagem. Pensa bem, porque se eu mesma não vir que me notaram, vou achar que sou uma bostinha de peixe… Complexo? Tá, vou procurar um psico da próxima vez, hehe!

Mas aí, quando penso nas causas dos meus problemas, ou pseudo-problemas, e que é tão idiota o fundamento deles, fico bem mais tranqüila e consigo até voltar a sorrir no mesmo dia, olha que show! =D
Mas isso eu agarantchu, tou num processo de mudança muito legal… é muito bom se descobrir mais!

Mudando de pato pra ganso, sei que o brógui tá meio bugado em umas partes, tá faltando colocar visivelmente o RSS e uma porrada de coisas, mas é que resolvi pegar um tema pronto do WP e mudar, mas acho que deu mais trabalho que se começasse do zero, então não tive saco pra mudar mais… Mas, em breve mudanças, inclusive, como meu super portifólio é giga e atualizado, pretendo mudar esse endereço direto pra raíz do site… So, em breve atualizações ;)
Também gostaria de agradecer a paciência de quem lê esses pensamentos, obrigada pelos comentários, fico pululante em lê-los =)

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São Paulo, Rio, Rio, São Paulo

Postado por bruna em Jun 26, 2008 em Rio, Sampa, cultura

No fim de julho fará 3 anos que moro no Rio de Janeiro. Vim porque quis e não, não tinha nada que me fizesse vir pra cá. Por exemplo, nunca tinha vindo pra cá, não conhecia ninguém, não tinha emprego e não pensei em faculdade. Maluca mesmo.

Mas há um tempo estava pensando em escrever meus pareceres sobre “eixxxxta” terra =D

O pessoal do Rio é mais comunicativo, e sem muita cerimônia. Uma grande parcela da população já vai falando com você, como se concordasse com ela ou já a conhecesse há um bom tempo. Não me importei com isso, mas em Sampa é mais difícil isso acontecer.

Ponto de partida pra qualquer desempregado: Centro da cidade. Rua do Ouvidor. Não entendia porque sempre pingava quando estava na rua, até olhar pra cima e ver que 90% dos prédios têm muuuiiiiitos aparelhos de ar condicionado. Tipo, em Sum Paulo não tem nem metade do que se vê por aqui, o motivo é óbvio. Faz muito mais calor aqui que ali. Apesar de há uns 2 anos achar que em São Paulo também faz muito calor, também faz muito mais frio, e os tempos de calor são mais intensos, porque não temos o mar tão perto, então costuma fazer aquele calor muito abafado mesmo. Aqui no Rio não, é aquele calor de suar muito, mas se você estiver de short e camisetinha e tomar uma água de côco, passa super de boa, porque em todo lugar tem ar condicionado.

O metrô. Ok, o do Rio é maior e tem ar condicionado, mas pra mim o de São Paulo é mais rápido, mais limpo (apesar do Rio também ser) e mais charmoso. Não concordo com quem diz que em São Paulo a linha do metrô é enorme. Não, não é. O Rio é muito menor, por isso não tem tanta linha nem tanta opção. Em São Paulo, comparando, deve abranger uns 20% a mais que o do Rio, só.

A pizza daqui não chega nem no chulé da de São Paulo. Que saudade eu sinto disso. Pizza de escarola? Ham? O que é escarola? Até hoje não sei como falar isso aqui. Por um tempo achei que escarola era chicória, mas me informaram que não, que são parecidas mas não é a mesma coisa. Como assim? Escarola, tão básico em Sampa… E a pizza de calabresa então? Fique feliz se vier com 10 calabresinhas =/

Motoristas. Ou pilotos, como são chamados por aqui, hehehe. Só para terem idéia, demorei praticamente 1 ano pra me acostumar com o jeito de dirigir carioca. Pegar um ônibus é uma aventura, segure-se bem. Aqui os ônibus são da rede privada, então os “pilotos” têm que cumprir hora e chegar muito rápido de um lugar a outro da cidade. Em compensação, aqui tem muito mais linhas, que passam muito mais freqüentemente. Raramente precisei esperar mais de 10 minutos por um ônibus, sendo que em São Paulo é normal esperar 40 minutos. Melhor ir a pé, hehe!

Trânsito. Claro, São Paulo perde muito fácil. Se me estressei por causa de trânsito umas 3 vezes aqui no Rio em 3 anos, em São Paulo me estresso umas 3 por semana, ou mais.

Violência. Nem entro no mérito, as duas são muito perdedoras. Talvez a polícia de São Paulo seja mais eficiente e um pouquinho menos corrompida, mas também tenho minhas dúvidas. Uma amiga do Rio sempre me disse que caso eu fosse roubada e quisesse ajuda dos policiais, pra eu dizer a eles que foi roubado uma boa quantia em dinheiro, que aí eles vão atrás. Já vi assaltos em São Paulo e no Rio. Talvez a diferença seja que no Rio é muito mais fácil ouvir um tiroteio e estar bem mais exposto a isso do que em São Paulo, que é mais na periferia.

Acho o Rio tão caro quanto São Paulo, acho mito quem diz que São Paulo é bem mais caro. Morei de Copacabana a Tijuca, e vejo que os preços são bem parecidos. Mas o salário eu acho mais baixo. Tá certo que trabalhei pouco tempo em São Paulo, mas sem nenhum estudo (superior) ganhava mais que meu segundo emprego já na faculdade, que não era estágio.

Aqui é facinho de você ver um artista, e como boa paulistana, sempre que dá e vejo que não vou atrapalhar tanto, peço pra tirar fotos. =D

Também no Rio é muito mais fácil você conhecer alguém que conhece outro alguém que é justamente um conhecido seu. O Rio é uma azeitona, e sem caroço, ainda mais nesse mundinho web.

Ainda gosto mais da Folha que do Globo, mas passei a gostar mais do oglobo.com.br que do UOL. Passei a tomar muito mais mate, é facinho encontrar aqui, e barato. Passei a andar de Havaianas na rua, u-hu! Ninguém me encara aqui quando tou de short e camiseta, em qualquer lugar da cidade. Em São Paulo rola sim um certo preconceito quando não se está bem vestido.

Sinto falta das trufas de São Paulo, que são baratas e deliciosas, além do Black Dog e da Paulista. Passei a gostar mais da natureza, a ser menos estressada. Gosto muito das duas cidades, mas até hoje não consigo me sentir em casa aqui. Cada vez que vou pra São Paulo é como se tivesse voltanto pra casa, e dá um aperto no peito ter que voltar, apesar do Rio ter me recebido de braços abertos e me conquistado fácil.

É isso! Contem também o que acham dessas duas cidades mágicas ;)

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Aleatórios

Postado por bruna em Jun 20, 2008 em pensamentos

Acho tudo muito estranho
Andando pela rua vejo gente louca,
Sem se importar com nada
Alguém dormindo ali no chão sujo é coisa normal
Mas de tão normal, a reação alheia espanta
As pessoas calmas, as estressadas,
As que querem roubar e as que sonham
Os pensamentos vão e só vão, não voltam
Passam tão rápido que junto com o que vejo
O ideal seria ter uma câmera filmando minha mente por um dia
Daria história pro resto da vida
E ela, de tão cíclica que é, espanta
21 anos é pouco, há 10 tinha 11
Quanta mudança, era criança e nem tinha aquela coisa feminina mensal
Penso no quanto de medo desenvolvido
Medos que com 5 anos nem sonhava
Subia no trepa-trepa e ficava de cabeça pra baixo
E agora, nem subir uns andares mais pra cima dá mais
Ver velhos, me imaginar assim me mata
Sei, aproveitar o Presente, que é um presente de Deus
Fato é, vamos envelhecer, não vou ser mais bonita,
Os adolescentes vão me olhar com a cara que eu os olhava
“Tipo assim, você se acha o moderno, né? Se liga, meu”
O quanto me esforço pra conseguir algo
O quanto me acho incapaz e o quanto sou capaz
O que pensam de mim? Que se danem
Não, não se danem não. Quero saber
Sempre quis
Ideal, o que é?
O que fazemos, o que falamos, o que somos
Afinal é que não tem final
Seria melhor se tivesse? Só minhas cinzas saberão
Imaginar o que o outro tá pensando
Viver num tabuleiro de xadrez
Tantas jogadas na frente pra quê
Se liga, seja esperto, fique atento, tão querendo passar a perna
Que passem, que sejam
Não, não passem e não sejam
Assim vivo acordada dia e noite
Pra que nem entrem em casa de noite e me matem
Esses tais pensamentos

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