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O que está acontecendo com nosso Brasil?

Postado por bruna em Dec 8, 2009 em críticas, desabafo, pensamentos, política

Apesar de ter muito orgulho em ouvir o hino nacional, me arrepiar e ficar feliz em ser brasileira, isso não tira nem um pouco a raiva que sinto por sê-la também.

Começa com as coisas mínimas, como estar grávida e muitas vezes cansada por causa de tantas mudanças no corpo e ter gente sentada nos assentos preferenciais do metrô e ninguém te dar o lugar. E não são idosos que sentam por lá geralmente. É gente nova, que te olha, finge que não percebe e vira para outro lado. A partir de hoje terei papel de educar as pessoas. Vou pedir com a máxima calma para poder sentar. Até porque quando não estou cansada, não me importo, vou numa boa em pé, mas depois de um dia cheio, muitas vezes o cansaço é muito mesmo, sem frescura.

Gostei de quando fui a São Paulo da campanha que estão fazendo por lá. Simplesmente não sente nos assentos preferenciais. Simples assim. E muita gente respeita. Peguei na hora do rush, na Liberdade (do lado da Sé, principal estação de SP) e olha que delícia, o lugar preferencial estava livre. Achei lindo. Acho que isso de poder sentar quando não tem ninguém não é uma boa. Ontem mesmo peguei um onde não tinha idoso, aí uma mulher “normal” sentou e na outra estação um idoso entrou. Ela perguntou naquelas se ele queria sentar, e ele sem graça disse que não precisava. Claro que precisava, ele queria sim. E a mulher continuou lá.

A falta de respeito que o metrô do Rio também tem tratado seus passageiros tem sido absurda. Ontem o metrô lotado por volta de 08:30h e o ar condicionado na ventilação. De passar mal mesmo. Todo mundo suando, e eu estando grávida e com pressão baixa normalmente senti perfeitamente o efeito: sonolência, falta de ânimo, sede e sensação de que poderia cair. Uma beleza. E isso tem sido muito, mas muito comum mesmo. Não é um dia ou outro.

Indo pro Brasil, é tão triste saber que nossa fronteira é tão grande e não tem gente suficiente para protegê-la, onde sabemos que as drogas e armamento entra facilmente por quase qualquer ponto, ou se não é por qualquer ponto, por algum bem fácil de se encontrar. Não tem tanta gente desempregada? Por que não treinam essas pessoas pra trabalhar? Dizer que não tem como é mentira. Nossos impostos estão aí sempre muito bem pagos e em dia.

Lá fora paga-se muito de impostos. Mas ninguém tem que pagar escola particular, plano de saúde particular, e outras coisas. Pagamos tudo em dobro por aqui, quem tem condições, é claro.

Nossa política é risível. Há pouco passou uma matéria no Bom dia Brasil falando sobre a corrupção nos EUA, e falando justamente que tem muita corrupção por lá também. A diferença? Lá eles são punidos, como gente normal. Não tem direito a nada especial, são cidadãos e são julgados pela mesma justiça que qualquer pessoa. E ficam presos e não podem mais voltar ao poder público. Tão simples, tão lógico, não? Por que aqui se defende tanto esses fdp’s? Não tão ali pela gente? Não tão ali para trabalhar para a gente? Por que têm direitos especiais?

Outra coisa que tenho comentado. Somos muito patetas, né? Ainda mais agora com Copenhagem, pensem bem. Redução de 36 a 39% da emissão dos poluentes e nunca se viu uma venda tão grande de carros com descontos, incentivos e tudo o mais… vai entender…

Bom, deixa eu ir ali cuidar da minha vida e fazer o melhor possível, para deixar um mundo melhor para Lorena.

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E quando for mais tarde…

Postado por bruna em Nov 5, 2009 em pensamentos

Fico observando os velhinhos que passam por aí. Ou por aqui.

Tem dois tipos: Os doces, que dá vontade de levar pra casa e só ouvir o que têm a dizer, os amargos, que estão sempre tensos, de mau-humor, parece que sempre resmungando, e os neutros, que não entrarei em detalhes.

Os doces parece que aprenderam muito durante a vida, que aprenderam a filtrar o que é bom e ruim, que conseguem ver beleza no fato de estar vivo àquela idade, de ver beleza quando uma criança passa, vendo tudo aquilo se renovar, e sabendo que essas crianças vão passar por muitas coisas ainda, mas que chegarão lá. Eles gostam de conversar, e sempre têm alguma coisa pra ensinar, e como é bom ouvi-los. Estão sempre bem arrumados, não deixam que as dificuldades do dia-a-dia seja uma desculpa para o banho não tomado, a roupa não cuidada e a aparência mal cuidada.

Os amargos também aprenderam muito com a vida. Muita coisa boa e muita coisa ruim, como todos nós devemos passar pela vida. Ilusão achar que minha vida vai ser muito boa ou muito ruim, cada um tem a sua carga, e a gente sabe disso. Uns dias melhores, outros, nem tanto, é assim. E os amargos criam cada vez mais barreiras, não querem contato, um carinho soa forçado, um cuidado é dispensado facilmente. E acham que nada daquilo que passaram até ali foi bom. E demonstram isso com bastante veemência, empurrando todos e tudo na rua, parece que só tem ele na rua, e todos lhe devem o maior respeito.

A gente acaba levando com a gente o que a gente já foi com os outros, com a gente mesmo. Gosto muito de acreditar que a gente realmente é “Eternamente responsável por aquilo que cativamos”. Assim como o Gentileza dizia: Gentileza gera gentileza.

E quando for mais tarde, vou querer sim ser das velhinhas fofas, que se arrumam cuidadosamente, passam perfume, contam causos e curtem a família.

Sei que tenho só 22 anos, sou nova, e vou ser mãe, mas isso não me impede de pensar sempre que estamos gerando mais um ciclo, e que tudo está sendo renovado de novo…

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Pequenas coisas

Postado por bruna em Oct 22, 2009 em desabafo, expectativas, gravidez, pensamentos

Muitos pensamentos esses dias. Ao mesmo tempo que a gravidez gera planos, expectativas, ansiedades, ao mesmo tempo tenho mil coisas ao mesmo tempo.

Isso de não ter tempo começa a me irritar. Realmente, vivemos sempre pro futuro. Quero me ver formada, não que estou me formando. Quero a Lorena nos braços, não curto tanto quanto deveria a gravidez, por conta da expectativa. Quero estar logo em algum lugar, e não curto onde estou. E sei que vou me arrepender. Sei que vou sentir que o tempo passou rápido demais. Afinal, com 22 anos já me sinto um pouco assim quando lembro, por exemplo, de Sampa amada, e acho que deveria ter curtido muito mais tudo por lá. Sinto que deveria ter aproveitado muito mais a faculdade. Será que realmente deveria ter feito essa faculdade?

E como acabar com esse círculo vicioso? Parece que não acaba. Nem para daqui a 2 horas. Sempre estamos planejando o que vamos fazer, ou lembramos o que fizemos há alguns dias, meses, anos. Quando não, horas, e ainda assim não curtimos aquele tempo. E nem vamos curtir adequadamente o que vier.

Reparei como esse ano dei uma parada em fazer sites, em estudar códigos e em tecnologias em geral. Não sei se cansei. Mas foi bom. Mas reclamo. E um dia eu tão dengosa num diálogo com o Kiko:

- Linda, você quer isso?

- Não…

- Quer aquilo?

- Não…

- E aquele outro? Será que seria bom?

- Não, lindo, eu quero reclamar….

Simples assim. Quero colo. Quero dengo, quero massagem no rosto e ele fazendo carinho até eu dormir. Só. E tudo parece ter um sentido inexplicável. Tudo entra nos eixos e tudo vale a pena. Vamos fazer isso, aquilo, aquele outro, vamos aproveitar, vamos curtir enquanto somos 2, vamos, vamos, vamos… não fomos, não fizemos, não fomos e não fomos. E por quê? Porque o tempo é curto. E quando chega à noite, já foi. Tenho sono às 21h, ele às 24h.

O que fazer? Organizar. Não consigo. Acho que tenho um pouco de déficit de atenção, mas o médico que me cuidou a vida inteira disse pra eu não me preocupar com essas besteiras, que sou absolutamente normal. Mas por que não consigo me organizar, meu Deus?

E outro dia na yoga um professor: “Estou bem, graças a Deus. É isso que vocês falam? Graças a Deus nada, eu que cuido da minha alimentação, sei do que posso e não posso, do que me faz bem ou não. Deus? Deus nada. Eu.” Um pouco chocante, mas outra coisa que ele falou eu gostei muito: “Somos que nem edifícios. Se construímos que nem o Sérgio Naya, com cimento de areia, com alimentação ruim, hábitos ruins, nosso prédio corre o risco de desabar a qualquer momento. Se sabemos como cuidar, por que não?”.

Me senti um pouco frustrada, pois essa semana tomei a decisão de largar a natação, pois estava fazendo alguma atividade à tarde todos os dias da semana, e meu TCC precisa de atenção. E meu corpo precisa dormir. Como sinto sono. O TCC vai indo. Estou me empolgando e gostando do tema. Em breve coloco aqui sobre o que vou fazer.

Enfim, coisas pequenas.

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À Lorena

Postado por bruna em Oct 16, 2009 em expectativas, gravidez, pensamentos

A você desejo saúde sempre, paz de espírito como mantra diário.

Que seja feliz, ame e seja muito amada.

Que saiba e admita quando errar, e que se esforce para não enganar os sentimentos de ninguém.

Que tenha estruturas sólidas e discernimento constante entre o certo e o errado, apesar de o errado ser muitas vezes tentador.

Trabalharemos para que goste de trabalhar e veja o quanto é importante na vida das pessoas que te cercam.

Que você tenha bons amigos, amigos para uma vida toda.

Que você saiba que algumas vezes brigaremos, que às vezes você vai nos achar velhos, e em outros momentos vai ter orgulho de sermos tão antenados em tudo.

Que você sinta o carinho e esforço diários para fazermos o possível [e impossível] para você ser feliz com você mesma.

Que você brinque, se suje, se machuque às vezes para sentir aqueles limites que não saberemos falar.

Que saia de balada, curta música, goste de você mesma e do que você se tornar.

Estaremos aqui para te apoiar, orientar e ajudar sempre.

Que a gente crie bons laços de confiança, que você realmente saiba que pode contar conosco.

Talvez algumas vezes a gente chore junto, mas sei e queremos rir muito mais.

Que seu pai e você ganhem tardes ouvindo rock, música clássica, discutindo sobre esse ou aquele arranjo.

Que os fins de semana sejam sagrados.

Que a gente saiba aproveitar cada segundo juntos.

Que eu e você discutamos sobre nossos sentimentos, que a gente consiga se entender cada vez mais.

Que não fiquemos tristes com as críticas, mas que tentemos melhorar cada dia.

Que você veja que a sua vida depende inteiramente do que você fizer para você mesma. Seja dona dela, não ela de você.

A você, Lorena, desejamos e faremos o melhor.

Bruna Morato

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Hoje é dia de todo dia

Postado por bruna em Jun 12, 2009 em amor, pensamentos, relacionamentos

Claro, hoje é uma data linda, super propícia aos cartões de crédito, mas mesmo assim um dia deveras bonito.

Caio no clichê de que todo dia é dia dos namorados, e por ser uma relação horizontal, não vertical do tipo mãe/filhos ou pai/filhos, é uma relação que os dois têm que construir, caso queiram, é claro.

Cada dia que passo ao lado do Kiko aprendo e muito. Gostamos de conhecer cada vez mais o outro. Não cansamos um do outro. E talvez isso seja a diferença. A gente não quer sair sozinho pra preservar nossa “particularidade”. Não somos mais particulares a partir do momento que quisemos ficar juntos.

Somos amigos acima de tudo, contamos um com o outro, sem esperar repreensões, e sim compreensão e um colo, como todo mundo espera e deseja.

A gente observa demais tudo, e claro, os outros casais também. Por que parece que estamos há uns 2 meses juntos, sempre? Notamos o quanto é difícil achar um casal em que a mulher seja segura, confie no seu taco, enquanto o homem não queira apenas acrescentar a mulher em sua vida, achando que não tem que mudar nada e a mulher que tem que se adaptar à sua rotina, e se isso não acontecer, “ela não me entende”.

Acho que falta querer, amar. De fato, não perdemos nossa individualidade, nem podemos. Não nascemos grudados, mas os amigos dele, agora são nossos. As músicas que ele gosta e eu não, ao menos ouço, pra conhecê-lo melhor, e não significa que vou me matar pra querer gostar das mesmas coisas. É uma questão de querer conhecê-lo.

Acho que se não é uma entrega dos dois lados, uma entrega com confiança, não há relacionamento que aguente. Desconfiar, não querer estar perto, querer outra pessoa, pois acha que a que está com você não supre o que você quer, repense. No mínimo repense.

Tenho mais amigos que amigas, e sempre que os ouço falar de relacionamento, acabo falando basicamente uma mesma coisa: Converse. A gente, mulher, não morde. Por que tanta resistência? Queremos carinho, colo, se a gente tá implicando demais, desarme. Beije! Duvido que ela/ele resista… É aquela coisa, quando um não quer, dois não brigam. Fato.

Crescemos muito como casal. O Kiko é um homem fantástico, me domou. No melhor dos sentidos (ou não, ham ham…). Me fez parar com crises de ciúmes bobas, me fez enxergar o quanto isso significava minha falta de confiança em mim mesma. Claro, às vezes um ciuminho até faz o outro se sentir um pouquinho, não faz mal, mas bem pouquinho. Por outro lado, desde que ficamos juntos, tenho um desafio bastante grande com ele, que é fazê-lo falar mais. E acho que temos conseguido melhorar. Queremos melhorar.

Enfim, pessoas, espero que estejam curtindo o chameguinho bom, um cobertor de orelhas bem quentinho com esse friozinho. Amem, e se deixem amar!

Lindo, te amo. Obrigada por existir. Você é a construção que faltava no meu tijolinho ;)

P.S.: Agora o Kiko também é participante deste blog, não só nos comentários mais ;) Logo logo ele escreve um post de apresentação, por enquanto, eu mesma escrevi uma pequena bio sobre ele, mas sou altamente suspeita, hohoho.

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Vivendo e aprendendo muito

Postado por bruna em Apr 2, 2009 em 2009, Rio, eventos, pensamentos

Bom, já tinha escrito bastante sobre as coisas que ia falar quando de repente meu computador desligou sem mais nem menos. Mas foi bom, vou tentar melhorar.

Essa semana toda, que pra mim começou no sábado, tem sido absurdamente aprendível. Sábado teve o 14 Encontro de Webdesign (#EWD), promovido pela Arteccom, e que por sorte, na última hora ganhei um ingresso no blog do Richard Barros. Foi muito legal, bem melhor que o que fui no ano retrasado e que me fiz prometer não ir mais. Valeu super a pena. O que tinha escrito antes do computador desligar, é que adotei um hábito muito saudável desde o ano passado. Comprei um bloquinho de notas, o que é super prático. Recomendo a todos, não dá trabalho e você deixa de confiar tanto na memória que sempre falha =)

Bom, vamos às palestras (Acabei vendo só as do #EWD, porque as do Encontro de TI - #ETI - de fato nada têm a ver com meu gosto):

Julius Wiedemann, da Taschen

Mesmo sabendo que o cara é muito bom, achei ele meio nervoso, sem saber controlar muito bem o nervosismo com o que ia falar. Mas falou muita coisa interessante, sempre com umas belas fotos que tinham a ver com alguma edição da Taschen sobre circo. Falou de:

- Entretenimento e web

  • O que é entretenimento? Internet = diversão? Quanta gente se diverte por aí? Onde a gente se diverte então? Diverte tanto?
  • Atualmente existem mais acessos a rede social do que acessos a e-mails.
  • Facebooking = verbo incluído no dicionário norte-americano.
  • Antigamente diversão era circo, dança, drama, música, ópera…
  • Ranking de mais acessados na web deste ano: 1) Busca, 2) Informação, 3) Softwares, 4) REDE SOCIAL, 5) E-MAIL. Mostrou a inversão que teve em um ano entre o 4) e 5) item.
  • Ele indicou esse artigo da Nielsen, sobre redes sociais, muito interessante.

Achei curioso que ele não comentou o que é entretenimento de fato. Uma vez ouvi essa explicação (não lembro onde, não estava com meu bloquinho, hoho…): Entretenimento = entreter entre dois tempos. Por ex.: Celulares viraram entretenimento, tanto que o que eu vejo de gente jogando no metrô não é brincadeira. Buscamos nos entreter toda hora. Precisamos nos entreter. Vivendo em cidade grande você é obrigado a se entreter, ou vira um amargurado de marca maior. As distâncias são grandes, portanto o tempo tem que ser usado com “sabedoria”. Ou não.

- Informação ou entretenimento

  • Ou seria melhor Informação + Entretenimento?
  • “O único endereço físico que uma empresa tem é o seu domínio na internet” (Julius Wiedemann)
  • Segundo Marshall McLuhan: “A era da automação agora vai ser a era do DIYS (Do it your self)”
  • Se o site não está bom, usuário vai para outro. Bem interessante isso, e fiquei conversando com o Anthony, da faculdade, que tem muito de não ter a cara para mostrar, né? Quando é fisicamente, que a gente está acostumado a ir a uma loja todos os dias, e de repente não vai um dia, no dia seguinte perguntam o porquê de não ter ido…
  • A convergência tem que ser para o digital e para o entretenimento ao mesmo tempo.
  • User experience, marketing experience, product experience. Google neles. Se alguém tiver boas referências, só falar que posto aqui.

- Desafios

  • Com tanta diversão, o desafio é ter o tempo do usuário.
  • Luxo do futuro: Tempo. Me dá uma dose de tempo, por favor?
  • A internet é o problema de muitas indústrias, mas também é a solução.
  • Realtime response: Entretenimento é web e web é entretenimento (ele citou o caso da Amazon, onde vc manda uma foto de uma página de livro e o sistema acha qual é o livro. Existe algo parecido com  música, nesse link).

Luis Marcelo - Tecnopop

O cara é f***, designer nato. Trabalhou com Maria Rita, Gilberto Gil, e outros grandes nomes. O nome da palestra: “Como entreter um entertainer - As dicas para a felicidade incontestável e a prosperidade absoluta” =D. Segundo ele:

  • O artista é uma pessoa como qualquer outra (João Gilberto é exeção, talvez) - Não sabia, ele comentou que JG não tem site. Peça rara.
  • Para artista, internet é ferramenta de negócios e relacionamento.
  • 5 dicas para a felicidade completa e o sucesso absoluto:
  1. Ouça o cliente (designers muitas vezes não ouvem porque eles acham que já sabem o que o cliente precisa).
  2. Envolva-se (em qualquer coisa na vida. Envolva-se!). Todo designer precisa ir onde o artista está (Tipo, se não sou fã de Vandinha do Axé, mas vou fazer o site dela, preciso ouvir, ir a shows, ver como é a vida dela. Não precisa ir ao Google, Vandinha do Axé é nome fictício. Eu acho).
  3. Não complique mais que o necessário (KISS - amei isso - Keep it simple, stupid. Kill your darlings, seja realista. ÓBVIO É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE. SE FOR O CASO, DEFENDA SUAS IDEIAS).
  4. Combine bem combinado. O cliente sempre quer um site lindão e funcionando. Fale com o cliente. E confirme se entendido. “Diga se entendido”. Não confie na capacidade de pensamento abstrato. Defina um interlocutor. Saiba sempre que…vai dar merda (excelente). Questione, duvide, comprove, verifique, revise, teste, reteste… O ACERTO DE ONTEM NÃO JUSTIFICA O ERRO DE HOJE.
  5. Prometeu, tem que cumprir. Nada tem mais impacto que a surpresa negativa. Cronograma não é uma abstração. “SÓ O IMPOSSÍVEL ACONTECE, O POSSÍVEL APENAS SE REPETE”. O caminho da felicidade absoluta é possível. Não é incrível?

Adorei. O cara conseguiu aliar muitas coisas que ele já viveu com um bom humor impressionante. Muito bom mesmo.

Gil Giardelli - Permission

O cara é simplesmente foda. Simples, mas muito simples assim. Daqueles do que eu quero ser quando crescer. Vamos às lições:

  • Nacemos designers, apenas esquecemos. - Achei sensacional, é uma coisa que sempre falei com meus professores. Nossa criatividade quando somos pequenos, nossa falta de pré-conceitos, é tudo tão mágico, até de repente sabermos que não podemos brincar com certos brinquedos, porque é do sexo oposto, ou achar menina chata e menino mais chato ainda… aquelas coisas. Mas de fato, a faculdade tem me feito tentar resgatar um pouco do que eu era, mesmo sem saber…
  • VOCÊ É O QUE COMPARTILHA. -  Muito legal o que ele falou. Faço parte da geração compartilhamento. Compartilhamos conhecimento, experiências, vontades, raivas, pensamentos… Não tem nada pra nos segurarmos. Somos capazes de aprender muito devido à colaboração alheia de encher a Wiki de artigos. É fantástico, e me orgulho de pertencer a essa geração.
  • Chega de ser consumidor!!!! - Outra coisa fantástica, e que até cabe uma coisa que tenho feito esse ano. Tenho tentado mudar alguns hábitos, e é complicado, mas jurei pra mim mesma que esse ano não compraria nada além do necessário. Cheguei a essa conclusão quando vi o quanto tinha de roupa que nem cheguei a usar ainda. Já foram 3 meses, e eu só comprei um shortinho que estava na promoção porque tenho certeza que vou usar muito. Fora isso, não vou comprar mais sapatos ou roupas desnecessárias. É muito bom ter essa consciência, e não foi nem um pouco fácil no começo.
  • Menos hierarquia. Somos coletivos. Somos coletivos. E somos coletivos. - Preciso dizer isso muitas vezes pra mim mesma. Esqueço de vez em quando…
  • Fim do individualismo. - Achei interessante, legal e tudo mais, mas fiquei um pouco na dúvida. Acho que ele disse isso com relação à internet, porque o que mais vemos na mídia hoje é um individualismo cada vez mais propagado, não? Ou tou muito enganada? Todo mundo só olha pro seu nariz….
  • Tempos de revolução. REVOLUCIONE!!!!
  • Mundo já foi agrícola, já foi industrial, e agora é um grande laboratório.
  • Os melhores eram os “segundos”. Picasso e Dali não eram reconhecidos como os melhores na época deles.
  • Somos da geração da generosidade.
  • 4C’s: Conteúdo, colaboração, comunidade, comércio.
  • SIMPLICIDADE É A ARTE DA COMPLEXIDADE.
  • Aprenda, continuamente. Seja fazendo um curso de vinhos, de pintura, mas aprenda. Sempre. Ele falou outra coisa muito interessante. Que diploma de graduação deveria ter prazo de validade de 1 ano, para a pessoa ser obrigada a se atualizar sempre.
  • SER INOVADOR É TER ÉTICA. EXIJA RESPEITO. RESPEITE.
  • Alguns dos sites que ele mostrou. Vamos ajudar. Vamos fazer parte. Vamos mudar nosso mundo. Classroom 2.0 (Discussão sobre educação), GoodPlanet.com, The Huffington Post, Eco-Bounty, Coletivu, We can solv it, entre outros…

E aí termina o #EWD. Ainda teve o Roberto da Agência Frog, e até gostei da palestra dele, mas não achei que ele tenha falado grandes novidades. Gostei muito dos outros 3, e senti muito de não ter feito a oficina de Empreendedorismo do Gil Giardelli, espero que disponibilizem pra quem quiser ver =).

Também conheci várias @ do twitter, foi muito legal, mas fiquei basicamente com o Cayo (@yogodoshi) e o Anthony (@anthony).

[UPDATE] Como ia me esquecer? Conheci o meu segundo guru na web. Fiquei tão emocionada, conheci o Maujor. Antes de trabalhar com o Fabinho na 3Jane (grande profissional, me ensinou muito), minhas únicas referências em código eram o Maujor e o Bruno Dulcetti. Como o Rio é um ovo, conheci o Dulcetti através de amigos da faculdade, e agora o Maujor no encontro. Um fofo. Adorei!

Só pra encerrar o assunto de design, ponho aqui um link que fala de Brainsession, que o Cris Dias colocou no blog dele, em que começa meio morno, mas vale muito a pena, é muito interessante ver como nosso cérebro funciona, como temos que explorar nossas capacidades. E explorar isso em nossa profissão. Vamos instigar, né?

Agora vamos mudar de assunto, porque vou falar do meu domingo, onde aprendi demais também. Esse trimestre fiz a monitoria de Tipografia da turma da tarde, uma turma que eu estava bem receosa em estar, mas que acabou sendo super legal, onde sei que melhorei e conheci pessoas muito legais =). Uma delas foi o Marcos Melo, que tem uma ONG aqui no Rio de Janeiro, chamada Essência Vital, onde eles têm vários projetos super interessantes, visando o bem estar, desenvolver o senso crítico, difundir o conhecimento, bem aquilo do compartilhamento, que o Gil Giardelli falou na palestra dele. Lá na ONG, o Marcos trabalha com soropositivos, com métodos alternativos de tratamento, pois como ele diz, o governo fornece os coquetéis, que são muito pesados para o organismo, mas esquecem de cuidar do psicológico, do lado espiritual e tudo mais. É muito bonito o trabalho pelo que ele me conta, e tenho aprendido muito com as Newsletters deles. Assinem, vale a pena. É trabalho de formiguinha, mas temos que revolucionar. Temos que mudar nosso mundo, gente.

Cresci com um pediatra que é homeopata. Raríssimas vezes tomei alopatia quando criança, e mesmo agora evito o quanto posso. Não gosto. Sempre tem efeito colateral. E nessas newsletters e no que converso com ele tenho aprendido muito mais do que qualquer médico já me falou, além do que foi meu pediatra.

Enfim, tudo pra falar que domingo começaram as palestras desta ONG, cujo projeto é chamado “Vibração positiva”, e a palestra foi “Alimentos x Imunidade”. Confesso que até sabia algumas coisas, tive sorte de minha mãe ser bem natureba e ter ensinado muita coisa prática, mas aprendi muito também, como falo a seguir. A palestra foi dada pela nutricionista Dra. Christina Maia. Anotei o que tinha mais a ver com a nossa rotina aqui de casa, mas no site dela tem bastantes coisas, vale a pena a visita, mas agora seguem anotações:

  • Nosso intestino é responsável por 80% de nossa imunidade. - Isso foi revelador, nunca imaginei. Poderia pensar em pulmão, fígado, mas intestino…
  • Pela sabedoria oriental, a origem de todas as doenças está no intestino.
  • O intestino é responsável por: Absorção, síntese e imunidade.
  • A serotonina (aquela responsável pelo prazer, tão na moda) é fabricada em maior parte pelo intestino.
  • Não é de se espantar que é verdade que quando alguém fica muito tempo sem ir ao banheiro fica de mau-humor.
  • O que faz nosso intestino funcionar: Fibras + ÁGUA. Não esqueça da água, somente as fibras podem piorar o quadro. Temos que comer de 25 a 35g de fibras por dia.
  • Existem 2 tipos de fibras: as solúveis (maçã, banana) e as insolúveis (alface).
  • Devemos consumir cereais integrais, que pelo próprio nome já diz que ele é íntegro, sem perda de nutrientes e fibras.
  • Nossa excreção se dá por: Suor + fezes + urina.
  • TODA GORDURA VEGETAL NÃO AUMENTA O COLESTEROL. Abacate liberado =).
  • Alimentos funcionais: Previnem doenças (cogumelos, iogurte e leite fermentado, acerola, peixes de água fria, óleos, sementes e frutas oleaginosas - castanha do pará, nozes - , algas, cenoura, vegetais crucíferos - brócolis, repolho, couve, couve-flor -, temperos).
  • Gengibre: Ótimo para digestão (cozinhar com uma rodela de 2cm já é o suficiente).
  • Sucoterapia: Faça suco do que quiser. Misture, arrisque. Fazer sucos de frutas + hortaliças + germen de trigo, levedo de cerveja ou semente de linhaça.
  • Açúcar: comprovado que pode aumentar tumores cancerígenos.
  • Adoçante recomendado: Stevia.
  • “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.

E foi isso, foi muito legal também, e acho que vale a pena tentar pôr em prática algumas coisas. Tava falando ontem com um amigo, que não gosto também de ser radical e simplesmente mudar tudo da minha vida em 1s. Se sinto prazer em comer algumas besteiras, não vou deixar de fazê-lo de repente. Acho que tem que ser natural. Mas também posso dizer que alguns hábitos que já mudei já me fazem sentir diferença durante os dias, como melhora de humor e mais disposição.

Bom, por hoje é “só”. Espero que gostem e que tenha alguma coisa nova aqui para vocês =)

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“A casa da minha infância”

Postado por bruna em Feb 9, 2009 em Sampa, cultura, desabafo, pensamentos

Hoje terminei de ler esse livro lindo de Luis Nassif. Quando estudei na PUC por um tempo me deleitava na livraria que tem lá. E um dia, último dia do curso, cheguei um pouco antes pra comprar o livro de presente pro maridão. Levei dois. Por acaso meu olho bateu no livro dele. E foi uma boa surpresa, porque só lembrava dele na Cultura, com os comentários de economia. Mas já tinha uma simpatia gratuita, e que só aumentou depois do livro. Pra quem gosta de crônicas, de tentar entender um pouco sobre o processo da vida, ou ainda quem adora chorinho, como ele, tem um prato cheio pela frente.

Gostei, me fez pensar bastante. Talvez me mude a longo prazo, pois tem boas indicações de caminho para o futuro. O tão temido futuro da minha cabeça. Lindo, simples assim.

Mudando um pouco de assunto, esse sábado fui à terrinha para um curso do Tipocracia Mais FontLab, e foi muito legal, até desenvolvi uma fonte, claro que precisa ser hiper mais bem trabalhada, mas pelo menos nasceu. Apesar da chuva que alagou onde estávamos, foi bem legal, depois o Henrique me deu uma carona e fomos ao Black Dog junto com o Eduílson, que não conhecia lá.

São Paulo me inspira. São Paulo é meu berço, como sou apaixonada por essa cidade. Posso tomar chuva que tomo feliz, posso comer porcaria que como feliz, posso esperar o ônibus quase 1h, que fico quase feliz, posso falar do meu jeito e não ficar com vergonha de falar diferente, pois estou em casa, posso andar pela Paulista e ser a paulistana mais paulistana de todas, posso voltar para o Rio e me sentir saindo de casa de uma maneira inexplicável. Posso chegar no Rio e ser muito feliz por voltar para minha casinha com meu maridão. Mas nunca será São Paulo…

Ando bem em dúvida sobre o que serei quando crescer. Gosto muito de Design, mas de fato, não sou designer. Muitos têm ouvido esse discurso ultimamente, e muito obrigada por me ouvirem. Obrigada por tentarem me entender. Mas isso tem me consumido bastante. Como disse na minha bio, meu grande sonho era ser delegada criminal. Sei que nunca vou ser, por muitos fatores. Falam que eu deveria ser jornalista, mas acho que sou muito egoísta pra ser. Enfim… tenho mais esse ano na faculdade, está tranqüilo por lá, estou gostando deste trimestre, os professores são bons e as matérias estão mais interessantes. Estou fazendo a monitoria de Tipografia, e estou gostando e aprendendo muito, valeu Chico =)

No mais, obras em casa, perguntas na cabeça e tentando repondê-las aos poucos. Espero um dia conseguir respondê-las, porque elas ficam inquietas por lá.

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Retrospectiva 2008

Postado por bruna em Dec 16, 2008 em 2008, pensamentos, retrospectiva, viagem

Mais um ano se vai, e esse foi muuuiiiitttoooo especial!

Pra tirar o pó daqui, vou escrever bastante hoje, hohoho =)

Janeiro: Nada de especial, foi o meu niver e o do meu bonitão, mas não fizemos nada muito diferente. Passamos o ano novo em Paraty, com as poodles-toys e dias lindos!

Fevereiro: Carnaval, Fortaleza! Amamos, lugar bonito, com uma infra-estrutura ótima e super receptiva, um lugar perfeito pra  quem não curte muito a bagunça de carnaval mas gosta de agitação =)

Nesses primeiros meses corremos muito para fechar as coisas do casório,  como várias provas do vestido lá do outro lado da cidade, por exemplo.

Março: Pela primeira vez fiquei sem trabalhar por querer. Quis dar um tempo, porque estudava de manhã e chegava em casa quase 23h, e é o que falo, se eu fosse sozinha, acho que levaria de boa, mas morando com a pessoa mais especial que há para você, seu tempo TEM que ser dividido para ele também, é fato, é necessário. Mas, como estávamos a dois meses do grande dia, nem percebi esse tempo sem trabalhar, fiz questão de fazer os convites eu mesma, fazer um site pra indicar tudo, e tentar aproveitar cada detalhezinho, pra sair tudo direitinho! E olha, recomendo, é uma delícia!

Abril: Fomos conhecer Curitiba, é linda, parece outro mundo de tão agradável. Andamos com muito mais tranqüilidade do que se fosse por aqui ou por Sampa, gostamos muito e queremos voltar =) Bem, fora isso, correria + correria! Tava chegando! U-hu!!!

Maio: Ah, maio…. doce maio…. acompanhar a previsão do tempo dia após dia e torcer para que não chovesse no dia 17! Nâo choveu! Foi lindo, maravilhoso, inesquecível! Que emoção, que tudo! Pessoas queridas perto da gente, querendo só o nosso melhor, foi muito emocionante mesmo, muito! Sim, agora somos marido e mulher, mas até hoje não consigo chamá-lo sempre de meu marido, hehe, vira e mexe sai um “namorado” ou “noivo”, mas nada que o tempo não corrija, porque ele é o maridão mais lindo e tudo de bom do universo! [/babação mode off]

Junho: Preparação para a lua-de-mel, passou voando! Fim de trimestre, correria, e… 2 tatuagens!

Julho: A viagem! Tudo de bom, como é bom conhecer lugares novos, culturas novas, ou velhas (^^), gente diferente da gente! Bom saber que não é só a gente que fura fila, ou que nós somos super simpáticos perto de determinados países, haha! Bom ver o quanto pagamos mais caro por alguma coisa também! Protetor solar bom aqui é carésimo, lá fora um dos melhores é mega barato. Mas que falta faz nosso arroz e feijão também, não? Enfim, foi muito legal, acho que eu não soube aproveitar tão bem, porque fico cansada fácil, e a viagem foi bem cansativa, e já pegamos um ritmo forte desde o primeiro dia. Talvez se eu tivesse descansado um pouco mais quando chegamos, teria aproveitado melhor. Ou não, não sei. Enfim, foi lindo, maravilhoso!

Agosto: Fase meio nostálgica, voltar à realidade, fazer muitas análises, passei por um choque de realidade repentino de mim para comigo mesma. Passei a repensar algumas coisas, a culpa que sinto por algumas atitudes, a culpa que me é imposta, o medo que sinto em demasia, a paciência curta peculiar…

Setembro: Mês que ainda continuaram as coisas de agosto. Nada de muito especial nesse mês. Feriado não tivemos então não viajamos.

Outubro: Viagem decidida em cima da hora, resolvi ir ao TMDG 2008, em Mar del Plata. Foi bem legal! Aprendi bastante coisa, além de a viagem Buenos Aires - Mar del Plata (de buso) ser magnífica! Lindérrima! Escrevi três posts sobre a viagem, quem estiver a fim de ler: TMDG - 1, TMDG - 2 , TMDG - 3.

Novembro: Mês do meu lindão! Ansiedade porque a banda da vida dele, o Queen, viria ao Brasil com o Paul Rodgers no fim do mês! E foi mágico, ver a felicidade dele quando conseguiu a primeira baqueta, a “não acreditação” dele em ver o ídolo que o fez querer ser baterista, nossa, foi fantástico. Não tem palavras para descrever o sentimento de felicidade por alguém que você ama estar feliz! Mágico! Fomos aos 3 shows, e os 3 foram sensacionais!

Dezembro: Mês de balanço, mês de projetos urgentes, mês do fim de um ano excelente! Que termine bem, que tenha sido um ano bom para todos, que ano que vem seja muito melhor, que o Obama seja mesmo tudo aquilo que estamos esperando, que a gente tenha mais consciência do que estamos fazendo para a Natureza, que seja um ano de mudanças. Mudanças para melhor, para sempre. E que acima de tudo, não queiramos ser mais que ninguém, mas que simplesmente façamos a nossa parte para melhorar nossa vida, nosso mundo.

Na faculdade foi um ano bem cansativo, principalmente no começo. Agora até gostaria de deixar claro uma coisa. No post em que falei sobre os professores sei que peguei pesado. Não quis apagar o post porque era o que senti naquela hora, e não acho que só porque mudei em alguma coisa deveria apagá-lo. Mas quero deixar muito claro que se houve algum erro, esse erro foi da Coordenação que não repassava nossas críticas aos professores, fazendo a gente preencher até hoje uma avaliação no fim de cada trimestre, mas que naquela época não servia de nada, porque os professores mesmo não tinham acesso a elas. O que é uma pena, porque eu e alguns colegas nos expusemos de uma maneira que não seria necessária. A professora em questão é uma excelente pessoa, mas não foi uma boa professora para nossa turma. Enfim, depois de um tempo as coisas melhoraram, eu acho pelo menos. Gostei do último trimestre em particular.

Alguns dos sites que fiz esse ano (layout e desenvolvimento):

Casamento, Albergue da Juventude - RJ, Projeto Acadêmico sobre reciclagemBohemian Quen (banda do maridão).

Tiveram outros, mas foram só a codificação. Esse ano foi mais tranqüilo nesse aspecto, acho que caiu a ficha do que é ser e tentar ser freela, e agora em 2009 é correr atrás.

É isso, pessoas! Entre meus projetos para o ano que vem está escrever mais aqui e mudar o visual do site ;) Acho que ainda faço em janeiro, vamos ver! Obrigada para quem lê este blog, e por favor, mandem sugestões, críticas, fiquem à vontade, o intuito é melhorar sempre!

Ano que vem esse blog terá uma participação muito especial, aguardem!

Feliz 2009 para todo mundo!

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Sobre a vida

Postado por bruna em Nov 11, 2008 em pensamentos, viagem

Ruim é ter medo.

Pena que o medo muitas vezes é implantado em você, mesmo sem você querer. Mas e daí, quem vai se importar com o seu medo além de você mesmo? Ninguém. Por mais que uma pessoa esteja perto de você, te conforte e oriente, não é nada mais que uma outra pessoa, não você. Então o jeito é ver de onde vem esse medo, mexer bastante nele, tentar ver onde ele aflora e tirá-lo aos poucos… mas alguns estão tão arraigados que é difícil até de o achar.

Amo muito sentir o vento forte, que bate no rosto fazendo mexer até os cílios, que vem do metrô da Cinelândia sentido zona Norte. Segredo isso, mas é uma das sensações mais gostosas que sinto. Adoro sentir chuva começando e batendo no rosto, e mesmo ficar encharcada com ela, faz tempo que não faço isso. Me dá frio na barriga encontrar sempre o amado, e aí ver o quanto é grande o amor que sinto por ele, e sei que é recíproco. É tão bom saber que tem alguém te esperando, que tem alguém do seu lado, que tem alguém que te entende em 95% das situações. E mesmo assim, sem ser previsível, sem ser cansativo, ser complexamente um amor.

Pegar estrada, paisagens, expectativas, conhecer ou re-conhecer.

Expectativa, preocupação, ansiedade. Ai palavrinhas. Quando são em moderação, que delícia. Quando não, que desespero, parece que não há vida enquanto não acontece o que tem que acontecer.

Laços, que são impostos e nem sempre depois de livres queremos mais. Aprendi a lidar com eles e tenho grande facilidade em desvinculá-los. Bom eu não sei se é, mas que me deixa ser mais coerente com o que sinto e julgo correto, isso sim é bom.

Ligar o “foda-se” é a melhor coisa que podemos fazer sempre que não estamos bem. Se alguém conseguir isso sempre, me ensina, por favor.

Ser desencanado, encantado, entusiasmado, achar que tudo sempre vai dar certo. Ou não. Esses momentos são cíclicos, e querer enxergar onde não há luz ou tampar os olhos para as coisas mais hipócritas sem se importar com elas, é arte das grandes.

Quem mais fala de coerência é o mais incoerente, quem mais fala de justiça é o que sempre comete injustiças, quem sempre quer mais, tem menos. Mas que diabos é isso?

Sou eu.

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Respeitem os cabelos brancos

Postado por bruna em Aug 17, 2008 em críticas, desabafo, pensamentos

Sou adepta do respeito. Quando ficamos mais velhos, claro que algumas limitações aparecem, e cabe respeitarmos os que passam por isto agora para mais tarde sermos respeitados. Ok, todos sabemos disto, afinal, aprendemos desde pequenos a respeitar os mais velhos.

Tem gente que não respeita. Motorista de ônibus que não pára quando é velhinho pedinho pra subir, ou quando eles sobem o motorista dá uma daquelas arrancadas incríveis, quase matando os pobres senhores.

Agora, temos que ver os dois lados. A outra parte é que os idosos também têm que respeitar os outros, e muitos velhinhos parecem que esqueceram algumas palavrinhas básicas, como “obrigada” e “por favor”. Isso realmente me irrita. Sempre dou meu lugar quando vejo um idoso, ou tento ajudar dando passagem, coisas básicas que todos devemos fazer. Mas às vezes é demais, parece que para furar uma fila é um minuto e atropelar pessoas são dois. Sem pedir desculpas.

Tenho muito medo de ficar velha. É fato. Não tenho medo de morrer, eu acho, mas de ficar velha tenho horror. Tenho medo de ficar grossa, estúpida, achando que todos me devem favores. Tirando o fato de ter medo de não tomar banho todos os dias, e ficar com aquele cheirinho característico. Sei que o corpo não é o mesmo, mas quero tapetinhos, banquinhos e todos os inhos para tomar banho TODOS os dias. Isso é um acordo meu e do maridão da que vos fala.

Fala sério, passar a vida toda batalhando, fazendo o melhor, pra chegar no fim carrancudo? Ah não! Quero ser daquelas velhinhas fofas que fazem natação e beijam na rua, ^^.

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