Viajandinha
Ok, viajei no último post, mas como meu propósito é escrever o que me mexe um pouco, está de acordo com o propósito do brógui
Belesminha, passado isso, hoje tou mais alto-astral, semi-pululante e bastante com sono. Hoje tive uma aula que o professor falou sobre uma coisa que eu sempre pensei. Vamos por partes.
Foi uma aula de Estruturas Discretas, e essas aulas têm sido de filosofia e forma de pensar, coisa que eu realmente gosto. E eu sempre pensei uma coisa, que quando a gente aprende as cores, é a visão da pessoa que me ensinou que foi utilizada como base. Tipo, se pra ela o nome “verde” foi atribuído ao verde que ela vê, automaticamente vou aprender que verde é verde. Simples, tipo, se a pessoa que ensinou na verdade chama de verde o azul, vou aprender o que ela vê, mas não necessariamente o verde que ela vê é realmente o verde. Dá pra entender? Quis dizer que a gente vai aprendendo o que talvez não corresponda a realidade, mas aí é muito bizarro pensar que o que aprendemos são apenas convenções, e que talvez nunca saberemos se o que vemos algum dia será exatamente a mesma coisa que outra pessoa vê….
Daí, eu que não entendo quase nada de filosofia, li ontem sobre um caso de uma menina anencéfala que viveu por quase dois anos (aqui). Então nossa vida não depende de cérebro? Como assim? Pára tudo! Como pode o serzinho ter chorado, ter tido fome, ter tido vontades de um bebê normal? As células têm todas essas informações e conseguiram sobreviver sem nenhum tipo de estímulo do cérebro? Ou a gente realmente traz informações em nossa “alma” de outras vidas, como diziam alguns filósofos, e só precisamos ser estimulados para relembrar?
Sei que é extremamente interessante tudo isso, e tou adorando! Como se uma janelinha se abrisse para um mundo gigante lá fora! E é o que Sócrates dizia, “só sei que nada sei”, porque quanto mais vou aprendendo as coisas, mais vejo o quão ignorante sou. Não que seja ruim, mas no mínimo dá uma pontinha de tristeza de saber que nunca vou poder saber tudo.
É, a gente sabe muito pouco e tem tanto pra conhecer! Dá desespero só de pensar tudo que a gente tem vontade de ler, estudar, aprender, e falta tempo, infelizmente… Por isto a gente tem que escolher o que é prioritário, o que não é fácil, porque a gente sempre quer tudo
Mas acho que só de ter consciência que a gente tem muito que aprender já é o primeiro passo….
E tô intrigado também com seus questionamentos sobre este caso dos bebês anencéfalos… Não é à toa que eu fico maluco lendo estas coisas sobre o funcionamento do cérebro, tipo naquele livro que vc me deu
E ainda tem o outro pra ler sobre a visão!
E, apesar de nunca poder saber tudo, vamos correndo atrás de saber o que a gente quer e pode!
Também to viajando horrores nessa aula, e adoro saber que tudo que eu sei não é nada e tem conhecimento infinito ainda pra eu suprir minha vontade de aprender coisa nova, haha…